Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 2
Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 3
1 Desemprego juvenil Ed. e Trabalho I 8
Experincia e qualificao o que significa isto? Histria I e II 9
Jovens procuram emprego Matemtica I e II 10
A compra maluca (A persuaso e os
mecanismos de seduo no discurso) Portugus I e II 11
2 O baile de mscaras Artes I e II 12
Estresse Cincias I e II 13
Tribos urbanas Ed. e Trabalho II 14
A educao e os desafios da juventude Histria I e II 15
Ampliao do lxico  Criao de narrativa Portugus I e II 16
3 O lobo-guar Cincias I e II 17
Seres vivos Cincias I 18
No fio da navalha Ed. e Trabalho II 19
Espao para conforto Matemtica I e II 20
Recuperao de jovens infratores Matemtica I 21
Transformao de texto: a alterao
do ponto de vista Portugus II 22
4 Um dia ocupado com cultura Artes I e II 23
Se busca empleo Espanhol II 24
5 Tempos de adolescncia e juventude Ed. e Trabalho II 25
O que os jovens e adolescentes pensam? Geografia I e II 26
A descoberta do jovem Histria I e II 27
Adolescentes ou jovens? Matemtica II 28
Quantos acham que  bom ser jovem? Matemtica II 29
Jogo do dicionrio Portugus I 30
6 Grafite ou pichao? Uma escolha Artes I e II 31
Como funciona o spray e o vaporizador? Cincias II 32
Arte por todos os lados Geografia I e II 33
4  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP03b.qxd 21.01.07 12:53 Page 4
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
6 O grafite Histria II 34
Grafite: manifestao de diferentes pocas Histria I e II 35
Quanto custa grafitar? Matemtica I e II 36
A gramtica da cidade Portugus I 37
7 O primeiro haicai Artes I e II 38
Voc se lembra do seu primeiro emprego? Ed. Fsica I e II 39
Meu primeiro emprego Ed. e Trabalho I 40
Educao: a galinha dos ovos de ouro? Ed. e Trabalho I 41
La cualificacin profesional es imprescindible Espanhol II 42
Procuro emprego, quero ganhar Matemtica I e II 43
Aspiraes e determinao Portugus II 44
8 So do I Ingls I 45
9 Colocando em grfico o sentido do trabalho Matemtica I e II 46
Trabalho e prazer Artes I e II 47
O trabalho em grupos Ed. Fsica I e II 48
Las transformaciones en el mundo del trabajo Espanhol II 49
Desempregado sim, desocupado, no! Histria II 50
A ocupao profissional dos jovens Matemtica I e II 51
Resumo: aprofundando as habilidades
de sumarizao Portugus II 52
10 Norte, sul... Vamos construir uma bssola? Cincias I 53
A geografia do hip-hop Geografia I 54
I prefer Ingls II 55
Hip-hop em todo o Brasil Geografia I e II 56
O rap bem maluco Portugus I e II 57
11 Como ter um aprendiz Ed. e Trabalho I e II 58
CP03b.qxd 21.01.07 12:53 Page 5
6  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
11 Vantagens econmicas Matemtica I e II 59
Aprender ou trabalhar? Portugus I 60
13 O trem Artes I e II 61
Trem da vida Geografia I 62
Retrato potico: as sensaes Portugus II 63
14 Los jvenes brasileos y el consumo sostenible Espanhol II 64
O consumo nosso de cada dia Geografia II 65
O jovem tambm move o mundo Histria I e II 66
I am Ingls II 67
Sou parte do todo Matemtica I e II 68
Montagem de frases Portugus I 69
15 E se Deus no der? Artes I e II 70
O brejo da cruz Geografia I 71
Os jovens e as polticas sociais Histria I e II 72
16 Aprendiz de feiticeiro Artes I e II 73
Apicultura Cincias I e II 74
Insetos Cincias I e II 75
Procura-se emprego Ed. e Trabalho II 76
Os jovens e o trabalho: histrias de vida Histria I e II 77
Possessive S Ingls II 78
Pobre, sem estudo, sem trabalho:
perfil de um jovem brasileiro Matemtica II 79
Minha vocao Portugus II 80
17 Mundo Artes I e II 81
Juventude e desenvolvimento:
projeto (des)humano? Ed. e Trabalho II 82
Juventude desperdiada Geografia I e II 83
Populao jovem e mercado de
trabalho no mundo globalizado Geografia I e II 84
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP03b.qxd 21.01.07 12:53 Page 6
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  7
17 Organizando dados relativos ao
desemprego entre jovens Matemtica I e II 85
Substituio de termos na frase Portugus I e II 86
18 Nveis de linguagem nas charges Portugus I e II 87
19 A importncia da esterilizao
de instrumentos cirrgicos Ciencias I e II 88
21 Conversando com a galera Econ. Solidria I e II 89
23 A juventude em cena Econ. Solidria I e II 90
25 Exposio de fotografias Econ. Solidria I e II 91
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP03b.qxd 21.01.07 12:53 Page 7
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Sites  Instituto de Economia 
www.eco.unicamp.br/publicacoes/textos/caderno2.html
 Gilberto Dimenstein.
www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/gilberto/gd2406
00.htm
Livros  A batalha do primeiro emprego, de Mrcio Pochmann
(Ed. Publisher Brasil).
Entrevista  Mrcio Pochmann sobre desemprego juvenil 
www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0027.asp 
75k
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Aps a leitura do texto em grupos, converse
com os alunos a respeito de suas experincias,
a de seus familiares ou de outras pessoas que
conhecem e que passaram pela situao de
desemprego, apontando as causas e principais
problemas vividos.
2. Pea que preparem, em grupos, dramatizaes
mostrando situaes como estas: Um
jovem trabalhador sendo despedido; Comunicando
sua despensa do trabalho  famlia;
Conversando com seus colegas de trabalho
sobre sua demisso e apresentem para seus
colegas.
3. Em seguida, pea a cada grupo para escrever
uma carta aberta  populao denunciando a
situao de desemprego em que vive um
nmero significativo de jovens brasileiros.
Descrio da atividade
Atividade P Desemprego juvenil
Resultado esperado: Escrita de uma carta
aberta  populao denunciando a situao de
desemprego em que vive um nmero significativo
de jovens brasileiros.
1
Objetivos
 Informar e sensibilizar quanto  situao de
desemprego que atinge milhares de jovens.
 Redigir um texto em grupo denunciando a situao
de desemprego em que vive um nmero
significativo de jovens brasileiros.
Introduo
De acordo com o Ministrio do Trabalho e Emprego,
o desemprego juvenil  um dos principais
desafios enfrentados pelo governo. Os jovens de
16 a 24 anos representam grande parte dos
desempregados do pas. O ndice de desemprego
nessa faixa etria  quase o dobro da taxa de
desemprego em geral. Os homens e as mulheres
jovens desempregados somam cerca de 3,5 milhes,
ou 45% do total de 7,7 milhes de desempregados
em todo o pas. O jovem brasileiro trabalha
muito, ganha mal, atua na informalidade e
est preocupado com o desemprego. De acordo
com Mrcio Pochmann, a alta taxa de desemprego
da atualidade  a grande responsvel pela
precariedade da ocupao jovem. Com o excedente
de mo-de-obra, os adultos passam a concorrer
pelos postos que eram portas de entrada
para o jovem, afirma.
8  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
Te x t o
1-CP3bTX1.qxd 21.01.07 12:29 Page 8
rea: Histria Nvel I e II
1. Em crculo, conversar com os alunos, levantando
questes como: h algum desempregado
na famlia? Quais as razes? O desemprego est
ligado  questo da experincia e da qualificao?
2. Ler o texto com a turma. Procurar o significado
das palavras desconhecidas.
3. Discutir o texto, destacando duas questes:
qualificao e experincia.
4. Citar exemplos de atividades que exigem pouca
e muita qualificao dentre os trabalhos
encontrados na comunidade.
5. Enumerar aes que podem ser desenvolvidas
para vencer os obstculos da pouca qualificao
para o trabalho e a questo da experincia.
6. Redigir com o grupo uma carta ou e-mail e enviar
para o Ministrio do Trabalho e Emprego
ou para as Secretarias de Trabalho e Emprego
Descrio da atividade
dos Estados e Municpios, sugerindo aes
que facilitem a qualificao e a experincia
dos jovens no mercado de trabalho de sua
comunidade.
Atividade P Experincia e qualificao... o que significa isto?
Resultados esperados: carta ou e-mail a ser
enviada aos rgos pblicos.
1
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre as dificuldades de insero
dos jovens no mercado e a exigncia de experincia.
Introduo
O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatstica
e Estudos Socioeconmicos), rgo de assessoria
e pesquisa dos sindicatos dos trabalhadores,
realiza mensalmente pesquisa de emprego
e desemprego no pas. Nas pesquisas realizadas,
 possvel identificar como o desemprego atinge,
majoritariamente, a populao jovem, de 15 a
24. Uma das causas  a falta de experincia e
qualificao, ou seja, devido  idade e pelo fato
de ainda no possurem um conhecimento tcnico
especfico para realizar as funes relativas
quela ocupao. Esses conhecimentos podem
ser obtidos por meio da educao, de cursos tcnicos,
universidades e tambm na prtica,
ou seja, na experincia cotidiana. Da vem uma
questo levantada por muitos jovens: como os
empregadores podem exigir experincia, se
o jovem no tiver uma primeira chance, oportunidades
de transmitir e adquirir saberes no mercado
de trabalho? O que significa experincia?
Investigando a origem da palavra, quer dizer
sair, percorrer atravs, ou seja, os conhecimentos
adquiridos ao longo da vida e que vo sendo incorporados,
conformando o que ns somos. Vamos
refletir sobre isto: experincia e juventude.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Msica  Gerao Coca-Cola, de Legio
Urbana, composio Renato Russo; Pais e Filhos, de
Legio Urbana, Composio: Dado Villa-Lobos / Renato
Russo / Marcelo Bonf.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  9
1-CP3bTX1.qxd 21.01.07 12:29 Page 9
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Escreva no quadro o que significa a frao que
representa os jovens brasileiros que no estudam
e nem trabalham.
2. Pea que os alunos escrevam o nmero 27%
em forma decimal e tambm em forma de
frao com potncia de dez.
3. Em QVL (Quadro Valores de Lugar), pea que
representem o nmero decimal que mostra a
populao de jovens brasileiros que no estudam
e nem trabalham, e:
a) Se esse nmero for aumentado em dez
vezes, como fica a situao?
b) Analise junto com os alunos o nmero
maior: 27/100; 27%; 0,27 ou 2,7.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P QVL (Pode ser construdo
em cartolina e utilizado
para outros exerccios,
apresentando mltiplos e
submltiplos da unidade).
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Jovens procuram emprego
Resultados esperados:
a) Levantar e analisar as dificuldades que os jovens
enfrentam na busca de emprego.
b) Identificar nmeros representados, no texto,
por estatsticas, utilizando diferentes formas de
escrev-los: frao, decimal e potncia de dez.
1
Te x t o
Objetivos
 Abordar as dificuldades que os jovens encontram
ao ingressar no mundo do trabalho.
 Realizar operaes matemticas que representam
valores de importncia social, utilizando
vrias formas de representao.
Introduo
Um dos viles na vida dos jovens em relao ao
trabalho  a falta de experincia. Mas como ter
experincia se o jovem nunca trabalhou, se est
iniciando sua vida de trabalho? O texto afirma
que se a pessoa tiver formao escolar, ter mais
facilidade para encontrar emprego. Seus alunos
pensam da mesma forma?  alarmante a percentagem
de jovens brasileiros que no estudam e
nem trabalham. Quais seriam as causas desta
situao, na opinio deles? Quais so os obstculos
mais freqentes que eles tm encontrado em
seu trabalho e tambm por aqueles que ainda
procuram pelo emprego? De acordo com a Fundao
Emlio Odebrecht, em 1991, um em cada
25 empregos era preenchido por jovens. A quem
cabe a responsabilidade de criar mais empregos?
Ao governo, aos empresrios? Qual a opinio de
seus alunos?
Contexto no mundo do trabalho: Os jovens enfrentam
dificuldades para entrar no mundo do trabalho devido 
falta de experincia. A formao escolar tem relevncia
na disputa de oportunidades de emprego. No desistir e
sim persistir deve ser o lema dos jovens que procuram
trabalho.
Dicas do professor: Msica  de Milton Nascimento,
Corao de estudante; Dias melhores, msica de Jota Quest,
composio de Rogrio Flausino.
10  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
1-CP3bTX1.qxd 21.01.07 12:29 Page 10
rea: Portugus
5. Escolher um amigo do comprador que faa as
ponderaes: reconheer os argumentos do
vendedor, levar em conta a indeciso do amigo,
mas que se mostre favorvel  compra.
Nesse caso, alm dos argumentos do vendedor,
dever propor novas utilizaes para a
compra do produto.
6. Estipular um tempo para a tarefa. A classe,
ouvinte atenta, dever, ao final, determinar
quem melhor argumentou, levando em conta
a pertinncia, a relevncia, a clareza e o grau
de convencimento dos argumentos dos colegas.
A partir da discusso, decidir se o vendedor
ser ou no contratado.
7. Se achar necessrio, pedir que todos os alunos
recontem, por escrito, a histria da venda maluca.
Solicitar que exercitem o dilogo e a
capacidade descritiva.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  11
Nvel I
Materiais indicados:
P Lpis e borracha
P 1 a 3 folhas de
caderno pautado.
Tempo sugerido: 2 horas
X
Te x t o
1. Ler o texto com os alunos. Discutir a questo
da inexperincia em relao  capacidade de
resolver uma tarefa.
2. Solicitar comentrios sobre a afirmao de
Diego: Para mim, qualquer coisa serve: ajudante
geral, auxiliar de pedreiro, metalrgica,
o que pintar... t dentro. Questionar junto
aos alunos se a necessidade pode suplantar
nossos desejos de trabalhar no emprego que
nos agrada. Promover a discusso.
3. Pedir a um aluno que assuma o lugar de
Diego. Simular a seguinte situao: Tenho,
na minha empresa, uma vaga para vendedor.
Contratarei uma pessoa que tenha iniciativa,
seja bom falante, tenha criatividade e seja hbil
no momento de fechar o negcio. Preciso
de algum que venda... (citar um produto
impossvel qualquer: um circo em runas, um
canguru caolho, um cavalo aposentado, um
pandeiro sem o couro, uma vaca com quatro
bezerros que s tomam leite desnatado etc.).
Solicitar a esse aluno que encontre argumentos
para convencer o comprador da necessidade
de ter um desses produtos.
4. Escolher um comprador. Solicitar que faa
perguntas, mostrar-se desconfiado, encontrar
argumentos para no comprar.
Descrio da atividade
Nvel I e II
Atividade P A compra maluca (A persuaso e os mecanismos de seduo no discurso)
Resultados esperados: Fluncia e desinibio
do ato de falar; ampliao da capacidade de bem
argumentar em situaes difceis.
1
Objetivo
 Ampliar a capacidade de argumentar, oralmente
e por escrito, por meio de mecanismos persuasivos.
Introduo
Voc  bom vendedor? Consegue criar necessidades
para que as pessoas comprem at o que
no precisam? Faa seu teste!
1-CP3bTX1.qxd 21.01.07 12:29 Page 11
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever pesquisar sobre a origem dos
bailes de mscaras, bem como os modelos e
formas de fabricao manual.
2. Apresentar e discutir os resultados da pesquisa.
3. A classe escolher um tema comum para a
realizao de um baile de mscaras na prpria
sala de aula, em um dia determinado.
4. A classe dever criar a trilha musical do baile
que ser composta de msicas diferentes daquelas
presentes no carnaval.
5. Cada aluno dever criar, em casa, em papel
carto, a mscara que ir usar no baile. 
opcional o uso de figurino especial.
6. Realizao do baile.
7. Discusso da experincia.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Papel carto ou tecido
encorpado, elstico e
tesoura.
A criao ficar a critrio
do aluno.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O baile de mscaras
Resultados esperados:
a) Experienciar a participao num baile de mscaras
diferente do carnaval.
b) Transformar um assunto em tema criativo e de
confraternizao.
c) Conhecer o uso da mscara como representao
e como meio de exposio do pensamento.
2
Te x t o
Objetivos
 Exercitar a criao e a produo de mscaras.
 Pesquisar o significado das mscaras e sua evoluo
na histria.
Introduo
Todos temos habilidades profissionais.
Desejamos um bom trabalho, viver bem, buscamos
a felicidade familiar e social. Gostamos de
experimentar aquilo que nos d prazer e alegria.
Ao mesmo tempo, temos fantasias, desejos (alguns
inconscientes), que so muitas vezes reprimidos
por padres sociais. Usamos mscaras
cotidianas para enfrentar a realidade diria e nos
proteger.
A primeira mscara propriamente dita surgiu
ainda na pr-histria e representava figuras da
natureza, nos rituais religiosos. Os homens primitivos
pintavam a mscara sobre o prprio
rosto. Os egpcios tinham o costume de fabricar
mscaras funerrias. O teatro grego usava a mscara
como elemento cnico desde o sculo V a.C.
O smbolo do teatro  uma aluso aos dois principais
gneros da poca: a tragdia e a comdia.
Os bailes de mscaras surgiram na Renascena
Italiana, no sculo XIV, influenciados pela
Commedia DellArte que, com seus personagens
como Arlequim e Colombina, deram origem s
mscaras carnavalescas que hoje conhecemos.
Alm disso, no Japo, tambm no sculo XIV,
nasceu o teatro N, que tambm se utiliza a mscara
em sua indumentria.
Dicas do professor: Sites 
http://www.triplov.com/editorial/mask.html
http://www.papodesamba.com.br/site/index.php?a=lc&c=
carnaval http://grupo.moitara.sites.uol.com.br/index.htm
12  Caderno do professor /Juventude e Trabalho
2-CP3bTX20.qxd 21.01.07 12:31 Page 12
Tempo sugerido: 1 hora
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para identificar fatores causadores
de estresse em seu ambiente domstico,
social e profissional.
2. Os alunos devem buscar associar alguma doena
que tiveram (resfriado, gripe, etc.) que
podem ocorrer quando h uma reduo da
capacidade de defesa de nosso organismo, em
uma situao de estresse que viveram.
3. Solicite aos alunos que identifiquem algumas
maneiras efetivas de minimizar o estresse em
sua vida.
Descrio da atividade
Atividade P Estresse
Resultados esperados:
a) Identificar o que  estresse e suas conseqncias
em nosso organismo.
b) Conhecer formas de preveno do estresse.
2
Te x t o
Objetivos
 Identificar o que  estresse e suas conseqncias
em nosso organismo.
 Conhecer formas de preveno do estresse.
Introduo
Uma das condies usualmente presentes em vestibulandos
 o estresse. O estresse  uma reao
natural de nosso organismo, quando estamos
diante de situaes de perigo ou dificuldade, que
desencadeia uma resposta e envolve uma srie de
efeitos a fim de nos adaptarmos  situao nova.
Portanto, o estresse  uma resposta natural e benfica,
pois aumenta o nosso grau de ateno e
prepara o organismo para enfrentar a novidade,
que pode ser boa ou ruim. Quando ocorre permanente
estmulo causador do estresse, o organismo
acaba entrando em uma fase de esgotamento. Algumas
conseqncias nocivas do estresse em
nossa sade so: o mau-humor, o cansao, a
diminuio da resistncia a doenas, a irritabilidade,
falta de concentrao, depresso, etc. As
exigncias mltiplas nas atividades profissionais
e no ambiente domstico e social podem exigir
respostas diferenciadas, rpidas e que acabam
por esgotar o indivduo. Alm disso, as condies
de trabalho so agravadas quando h inexistncia
de demandas e regras definidas, assim como ambientes
insalubres e falta de condies e ferramentas
adequadas de trabalho. O estresse pode
ser prevenido por meio da reduo dos estmulos
que o causam, seja pela reduo do nmero de
horas de trabalho quanto pela modificao do
ambiente. Alm disso, o indivduo pode facilitar a
recuperao de seu organismo cuidando melhor
de seu corpo. Para isso recomenda-se uma boa
alimentao, a prtica de exerccios fsicos regulares
e horas de sono suficientes para o descanso
e recuperao. Quantos de seus alunos esto estressados?
Eles se reconhecem nesse estado?
Contexto no mundo do trabalho: O estresse ocupacional
 um dos fatores de adoecimento e afastamento de
trabalhadores no mundo do trabalho e precisa ser prevenido
atravs de orientao e informao.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  13
2-CP3bTX20.qxd 21.01.07 12:31 Page 13
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Solicite aos alunos que relatem como  ou era
a rotina deles como ou quando jovens.
2. Registre no quadro.
3. Pea que leiam, coletivamente, o texto.
4. Registre, coletivamente, a rotina de Carlos e
Carolina.
5. Pergunte aos alunos: o que h de semelhante/
diferente entre as rotinas dos alunos e dos
jovens citados no texto?
Depois de uma semana exaustiva de trabalho,
as mscaras caem no fim de semana/ hora
do show particular. E com vocs  a mesma
coisa? O que h de diferente? O que fazem
nos finais de semana?
6. Anote as concluses da turma. Em seguida,
em grupos, pea-lhes para produzir cenas
cotidianas sobre a rotina dos jovens e apresent-
las por meio de dramatizaes.
Descrio da atividade
Atividade P Tribos urbanas
Resultados esperados: Produo de cenas
cotidianas sobre a rotina dos jovens e apresentao
por meio de dramatizaes.
2
Te x t o
Objetivo
 Compreender a realidade em que vivem os
jovens em nossa sociedade.
Introduo
Tribos  a letra de uma msica dos irmos Alex
Martinho e Rafael de Castro que conta uma histria
com que muitos jovens iro se identificar. A
Fundao Perseu Abramo realizou uma pesquisa
com 3.500 jovens. O levantamento revela a opinio
dos jovens sobre poltica, comportamento,
educao, cultura e relao com a mdia. Os
entrevistados responderam que a maior vantagem
de ser jovem  no ter preocupaes/responsabilidades
e poder aproveitar a vida. No
captulo sobre cultura e lazer, a maior parte revela
que diverso est associada a eventos de cultura
de massa  assistir TV e ouvir rdio (ambos
somam 57%), freqentar shoppings, ir ao cinema
 e a atividades sociais, como sair com amigos
(29%) e namorar (20%). Exposies, peas de
teatro, museus ou a simples leitura de um livro
no fazem parte da rotina dos jovens brasileiros.
Curtem passear em shoppings, namorar, sair para
a balada, demonstram preocupao com a educao
e sabem da importncia do estudo, mas
acham a escola uma obrigao e consideram a
leitura uma tarefa escolar. De um modo geral, os
jovens procuram suas tribos que so cheias de
cdigos, normas, hbitos, costumes e prticas
sociais. Que tipo de lazer tm seus alunos?
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Sites  Leia, na ntegra, a pesquisa da
Fundao Perseu Abramo: www.pt.org.br
 VEJA Jovens  Edio Especial: veja.abril.com.br/especiais
/jovens_2003/p_048.html
 TRIBOS URBANAS  metfora ou categoria?: www.agua
forte.com/antropologia/magnani1.html  19k
 As tribos urbanas  Grupo de Jovens  Subsdios  Jornal
Mundo Jovem: www.mundojovem.pucrs.br/subsidiosgrupo
_jovens-03.php  10k
Pesquisa  pesquisa sobre jovens pela Fundao Perseu
Abramo: www.projetojuventude.org.br/novo/html/reuniao_
int8803.html  21k
Livro  Juventude e sociedade: trabalho, educao, cultura e
participao (Editora: Fundao Perseu Abramo).
14  Caderno do professor /Juventude e Trabalho
2-CP3bTX20.qxd 21.01.07 12:31 Page 14
Dicas do professor: Msica  Samba Makossa, de Chico
Sciense.
CD Charlie Brown Jr.  Acstico com Marcelo D2.
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler a composio com os alunos. Se possvel ouvir
a cano. Se souberem a melodia, motive-os
a cantar.
2. Interpretar a letra. Discutir as duas histrias.
O que os jovens tm em comum? Quais as
semelhanas e diferenas entre os dois modos
de viver? Qual o papel da educao na sua
vida? Na opinio do grupo, por que o ttulo 
Tribos. O que isto significa na linguagem dos
jovens?
3. Depois de ter interpretado, discutido as histrias
de vida de Carlos e Carolina, motivar os
alunos a narrarem as suas rotinas pessoais,
seus gostos, seus modos de viver.
4. Em crculo, motiv-los a falar sobre suas experincias
educacionais e sobre as expectativas
em relao ao estudo e  qualificao profissional.
Enfim, o que esperam da educao?
Debater.
Descrio da atividade
5. Aps a realizao do debate, solicitar que
cada um escreva mais uma estrofe, e acrescente
 letra da cano uma ou mais de uma
frase contando a sua rotina de trabalho, escola
e lazer nos finais de semana.
Materiais indicados:
P Aparelho de som e cd.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P A educao e os desafios da juventude
Resultado esperado: Produo de texto individual.
2
Te x t o
Objetivos
 Discutir o papel da educao perante os desafios
enfrentados pelos jovens no mundo do
trabalho.
Introduo
Quando falamos de jovens, estamos tratando de
juventudes no plural, pois h desigualdades e
diferenas entre eles, ou seja, entre as tribos,
como diz o texto. No entanto, h tambm semelhanas.
Os jovens compartilham formas de ser,
pensar, relacionar-se com os outros. A msica 
um exemplo. Jovens de diferentes tribos, de
classes sociais distintas podem apreciar um
mesmo gnero musical como o hip-hop ou sertanejo,
etc. Ser que seus alunos concordam? A
composio Tribos possibilita vrias interpretaes
e anlises. O texto  aberto e voc, em sua
sala de aula, poder dialogar sobre inmeras
questes. Propomos que seja discutida a questo
da educao como um dos desafios dos jovens de
diferentes tribos. Para muitos jovens o tempo da
juventude  o tempo da preparao para o mundo
do trabalho, dos estudos, para outros,  tempo
de trabalho ou da busca de um trabalho e, como
 o caso do Carlos, as duas situaes h simultneamente,
o trabalho e o estudo. Vamos pensar
sobre isto com os alunos? Qual o papel da educao
na vida do jovem frente aos desafios do
mundo do trabalho?
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  15
2-CP3bTX20.qxd 21.01.07 12:31 Page 15
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Solicitar que
comentem o lazer de Carlos e Carolina e o
comportamento de cada um deles. Indagar o
porqu de o texto se chamar Tribos.
2. Dizer que formar duas tribos na classe e
atribuir uma tarefa para cada uma delas:
TRIBO CAR: Dever relacionar palavras iniciadas
por CAR (Carlos, Carolina, cartolina, carnaval,
carimbo, carro, carpir, carpa...) TRIBO
EXTRA: Dever relacionar palavras iniciadas
por EXTRA (extravasar, extrao, extraviado,
extraordinrio, extraditar, extradio...).
3. Pedir que escrevam as respostas no quadro e
faa rigorosa conferncia de ortografia.
4. Se achar sadia a competio, declarar vencedor
da primeira etapa o grupo que conseguiu
reunir maior nmero de palavras grafadas
corretamente.
5. Escolha um aluno de cada grupo para ir ao
quadro. Oriente: Pedirei uma srie de nomes.
To logo eu termine de pedir, escrevam o
nome que lhes ocorrer, sem consultar seus
colegas. Inicie o jogo:
Por favor, escrevam:
a) o nome de um lugar de passeio;
b) o nome de um lugar para fazer compras;
c) o nome de uma roupa de frio;
d) o nome de um dia da semana;
Descrio da atividade
e) o nome de um animal de quatro patas;
f) o nome de uma flor, uma ave e uma cor;
g) o nome de um rio;
h) o nome de um clube de futebol;
i) o nome de uma parte do corpo;
j) o nome de uma cidade;
k) o nome de um objeto feito de madeira.
6. Pedir aos alunos do grupo CAR que, utilizando
todas as palavras relacionadas pelo colega do
GRUPO EXTRA, criem uma aventura vivida
por Carlos e Carolina numa noite de sbado.
7. Pedir aos alunos do grupo EXTRA que, utilizando
todas as palavras relacionadas pelo
colega do grupo CAR, criem uma histria de
amor vivida por Carlos e Carolina numa sextafeira,
dia 13.
8. Cumprida a tarefa, pedir que leiam o resultado
para a sala.
Atividade P Ampliao do lxico  Criao de narrativa
Resultados esperados: Ampliao do vocabulrio
e criao de histrias de aventura amorosa.
2
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de criar histrias.
Introduo
Voc identifica seus alunos como pertencentes a
determinadas tribos? Pergunte a eles e discutam
como eles vem esses grupos to singulares.
Tempo sugerido: 2 horas
16  Caderno do professor /Juventude e Trabalho
2-CP3bTX20.qxd 21.01.07 12:31 Page 16
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  17
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para entrevistarem pessoas
com idade superior a 60 anos, para saber os
tipos de animais que existiam nas cercanias
dos locais onde eles moram hoje. Os alunos
devem trazer informaes qualitativas (diversidade
de animais) e quantitativas (nmero
de vezes que avistavam os animais).
2. Os alunos devem fazer uma avaliao similar,
qualitativa e quantitativa, com relao aos
animais que hoje podem ser vistos.
3. Que razes podem ser sugeridas como motivos
provveis para a reduo da diversidade e
da freqncia com que os animais so vistos?
Algumas sugestes para o professor: reduo
do habitat natural, pela construo de prdios,
casas e pontes; presena de agricultura
ou pecuria intensiva; caa predatria, etc.
4. Solicite aos alunos que sugiram medidas para
reduzir o impacto dos seres humanos nos
habitat dos animais avaliados.
Descrio da atividade
Atividade P O lobo-guar
Resultados esperados:
a) Identificao do conceito de animal em extino.
b) Conhecimento das caractersticas e dos hbitos
do lobo-guar.
3
Te x t o
Objetivos
 Identificar o conceito de animal em extino.
 Conhecer as caractersticas e os hbitos do
lobo-guar.
Introduo
A autora descreve uma me que sofre com o destino
de seu filho, na cidade de Braslia. A Capital
Federal encontra-se no corao do cerrado brasileiro,
que  o habitat natural do lobo-guar. Este
animal corre risco de extino, de acordo com a
Lista Nacional de Fauna Brasileira Ameaada de
Extino, elaborada pelo Instituto Brasileiro de
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis
(IBAMA) e que inclui inmeros outros animais,
desde mamferos e aves at insetos. Acredita-
se que a causa mais relevante para sua possvel
extino  a reduo do cerrado, associada
 caa predatria do animal. O lobo-guar  um
mamfero que tem seus filhotes somente no ms
de junho. A pelagem do animal adulto  avermelhada
e suas pernas so negras. J os filhotes 
em mdia 2 por gestao  nascem pretos e com
a ponta da cauda branca. O animal pertence 
famlia dos candeos e a espcie do lobo-guar 
carnvora. Entretanto, ele pode ser considerado
um onvoro, j que possui uma dieta muito variada,
isto , ele come de tudo um pouco: frutos 
como a fruta-da-lobeira; pequenos mamferos,
insetos, rpteis, etc. Os animais chegam a atacar
pequenos animais domsticos. Como outros candeos,
possui hbitos noturnos.
Dicas do professor: A Lista do IBAMA exibe duas categorias
de animais: os ameaados de extino e os sobreexplotados.
Os animais ameaados de extino so aqueles
que correm um elevado risco de desaparecer da natureza
em um futuro prximo; desta forma, no podem ser explorados
at que sua populao se restabelea. Os animais sobre-
explotados so aqueles que foram capturados em
nmero to grande, que levou o tamanho de sua populao
a um nvel considerado aqum do de segurana.
Tempo sugerido: 2 horas
3-CP3bTX18.qxd 21.01.07 12:32 Page 17
18  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Cincias Nvel I
1. Pea aos alunos para construrem um diagrama
mostrando a classificao dos seres vivos,
partindo do reino e chegando  classificao
espcie: reino, filo, classe, ordem, famlia,
gnero e espcie.
2. Solicite aos alunos para trazerem recortes de
revistas e jornais de seres vivos pertencentes
aos cinco reinos: Animal, Vegetal, Monera,
Fungo e Protista.
a) As figuras trazidas devem ser organizadas
em um cartaz, associando-se as figuras selecionadas
ao reino a que pertencem.
Descrio da atividade
b) Os seres vivos pertencentes ao reino Animal
devem ainda ser separados em vertebrados
e invertebrados.
Materiais indicados:
P Cartolina, lpis de cor ou
cera, figuras e recortes de
revistas e jornais de seres
vivos.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Seres vivos
Resultados esperados:
a) Conhecimento do conceito e da classificao de
seres vivos.
b) Identificao da existncia de reinos e dos grupos
do reino animal.
3
Te x t o
Objetivos
 Conhecer o conceito e a classificao de seres
vivos.
 Identificar a existncia de reinos e os grupos do
reino animal.
Introduo
O texto fala sobre o lobo-guar, que  um lobo.
Lobos so animais e pertencem, portanto,  categoria
de seres vivos. A caracterstica fundamental
a todos os seres vivos  o seu ciclo vital: eles
nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e
morrem. Os seres vivos podem ser separados em
grupos, de acordo com suas semelhanas e formas,
formando uma espcie de rvore. As ramificaes
das rvores so formadas por espcies.
Espcie  o nome dado ao grupo de indivduos
com caractersticas semelhantes entre si e capazes
de se intercruzar, produzindo descendentes
semelhantes e frteis. Indivduos de espcies diferentes
podem ter caractersticas diferentes ou
comuns. Quando possuem caractersticas comuns
eles so agrupados novamente numa nova
categoria, chamada gnero. De forma anloga,
gneros diferentes, mas que possuem caractersticas
comuns so agrupados em famlias. De forma
sucessiva, as famlias com caractersticas comuns
podem ser agrupadas em ordens; as ordens
em classes; as classes em filos e os filos em reinos.
Isto significa que o agrupamento mais amplo
 o reino e o menos amplo  a espcie. Os
cientistas reconhecem cinco grandes reinos: Animal,
Vegetal, Monera, Fungo e Protista. Exemplos
de seres vivos pertencentes aos reinos so:
Animal  tubaro e zebra; Vegetal  laranjeira e
cebolinha; Monera  bactrias e algas azuis; Fungo
 bolor e cogumelos; Protista  protozorios e
algas unicelulares, isto , com uma s clula. O
ser humano pertence ao reino animal, que possui
seres vivos pluricelulares e incapazes de produzir
o seu prprio alimento, isto , eles so hetertrofos.
Este reino animal possui dois grandes grupos,
os vertebrados e os invertebrados. Os animais
vertebrados possuem vrtebras, que so o
seu eixo de sustentao. Os animais invertebrados
no possuem coluna vertebral.
3-CP3bTX18.qxd 21.01.07 12:32 Page 18
Dicas do professor:
1. Ver o excelente artigo Juventude e violncia no Brasil
contemporneo, de Luiz Eduardo Soares, publicado no
livro Juventude, sociedade de trabalho, organizado por
Regina Novaes e Paulo Vannuchi (Ed. Fundao Perseu
Abramo).
2. Sobre o envolvimento de jovens no mundo do crime, veja
os filmes Cidade de Deus, dirigido por Fernandes
Meirelles e O Homem que copiava, dirigido por Jorge
Furtado.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  19
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Solicitar que, em seu caderno, cada aluno escreva
uma pequena histria (real ou fictcia)
sobre jovens que cometeram algum tipo de
crime, tentando inferir sobre os motivos sociais
que levaram estes jovens a tomar este tipo de
atitude.
2. Organizar os alunos em pequenos grupos e
comparar as suas histrias. O que elas tm em
comum? Podemos dizer que o desemprego, a
pobreza e o desejo de consumo so fatores
que levam os jovens ao mundo do crime? Em
nossa sociedade, quais as causas de violncia?
3. O que seria necessrio para que as pessoas
no se envolvessem no mundo do crime?
4. Apresentar o resultado do trabalho em grupos,
seguido de debate para finalizar o tema.
Descrio da atividade
Atividade P No fio da navalha
Resultado esperado: Identificar os motivos
sociais que tm levado os jovens  criminalidade.
3
Te x t o
Objetivo
 Perceber que a violncia  produto de uma
sociedade que tambm  violenta.
Introduo
Como explicar por que os jovens esto propensos
a ingressar no mundo do crime? Precisamos lembrar
que, ao mesmo tempo que a violncia tem
difundido o medo e o sofrimento, ela tambm 
resultado de uma sociedade igualmente violenta
que, ao desrespeitar os direitos humanos, produz
o medo e o sofrimento. Diante do desemprego,
da pobreza e, por outro lado, do apelo ao individualismo
e ao consumo exacerbado, os jovens
oriundos dos estratos mais pobres da classe trabalhadora
tm construdo suas identidades no
fio da navalha: tanto podem ser trabalhadores
como bandidos. Como levar dinheiro para
casa? Como obter um tnis de marca? Como ter
sucesso na vida, numa sociedade em que a possibilidade
de emprego  para poucos? Discuta essas
questes com seus alunos: o que leva o jovem
a ser, ora bandido, ora trabalhador? Como podemos
demarcar a fronteira entre o criminoso e o
quase criminoso? O que os pais esperam que o
jovem aprenda?
3-CP3bTX18.qxd 21.01.07 12:32 Page 19
20  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. De acordo com as Diretrizes bsicas para
construo, ampliao e reforma de estabelecimentos
penais no que diz respeito  rea
mnima, esta dever ser de 6 metros quadrados,
incluindo os elementos bsicos: cama e
aparelho sanitrio, independente de o chuveiro
se localizar fora da cela ou no. A cubagem
mnima (volume)  de 15 metros cbicos. O
dimetro mnimo  de 2 metros (pgina 30).
2. Pergunte aos alunos o que eles compreendem
por dimetro mnimo da cela. Anote as respostas
no quadro e indique, aps as respostas,
que significa o dimetro de uma circunferncia
inscrita na figura que represente a cela.
Assim, a cela deve ter a rea mnima citada
acima e que cada parede no deve ter comprimento
menor que o dimetro da circunferncia.
Com estas informaes, pea que determinem
as dimenses, largura e comprimento de
uma figura retangular ou quadrada, que esta
cela pode ter. Utilize outras variaes possveis
para obter a mesma rea e que atenda a
especificao acima.
3. Para celas coletivas so utilizadas as seguintes
reas mnimas e dimetros mnimos:
Descrio da atividade
Capacidade rea mn. Dim. mn.
(vaga) (m2) (m)
2 7,00 2,10
3 7,50 2,20
4 8,00 2,30
5 9,00 2,40
6 10,00 2,50
4. Para cada uma das celas coletivas citadas acima,
pea que os alunos indiquem a largura e
o comprimento mnimo que atendam as especificaes.
Faa pelo menos trs variaes para
cada tipo de cela.
5. Se possvel, desenhe no cho as medidas determinadas
pelos alunos e coloque-os dentro.
Inicialmente coloque neste espao a quantidade
de pessoas determinada nas Diretrizes. Depois
coloque a quantidade que couber. Pea que
falem das sensaes de estarem em um espao
com muita gente.
Materiais indicados:
P Rgua ou trena ou fita
mtrica.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Espao para conforto
Resultados esperados: Que os alunos possam
entender o significado de dimetro da circunferncia
e realizar o clculo de rea de figuras retangulares
ou quadradas.
3
Te x t o
Objetivo
 Calcular a rea de figuras retangulares.
Introduo
Os meios de comunicao informam diariamente
casos de pessoas que tentam refazer sua vida
aps o cumprimento de penas no sistema carcerrio
brasileiro. Alm destes, outros tantos descrevem
a situao de presos que habitam celas superlotadas
nos presdios/delegacias e em condies
subumanas. Vendo de fora fica difcil imaginar
como cabem tantas pessoas em to pouco espao.
Mas qual  o espao mnimo que um ou mais
detentos devem ocupar em uma cela?
3-CP3bTX18.qxd 21.01.07 12:32 Page 20
Dicas do professor: Msica  Tocando em frente, de Renato
Teixeira e Almir Sater.
Dvidas, msica de Tits e composio de Branco Mello / Arnaldo
Antunes.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  21
rea: Matemtica Nvel I
1. Mostre todas as possibilidades de combinar
trs condimentos em um cachorro-quente,
considerando que o rapaz vendia cachorroquente
com cinco condimentos: mostarda,
molho de tomate, maionese, salsinha picada e
queijo.
2. Verifique quanto recebia diariamente o jovem
vendedor de cachorros-quentes, sendo que por
dia vendia em mdia, 10 cachorros-quentes
pequenos, 35 mdios e 48 grandes. Sendo os
preos R$ 1,20; R$ 2,30 e R$ 3,80 dos lanches
pequeno, mdio e grande respectivamente.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Recuperao de jovens infratores
Resultados esperados:
a) Discusso do problema social de jovens infratores.
b) Resoluo de clculos matemticos que dizem
respeito a possibilidades (Iniciao  Estatstica)
e problemas envolvendo operaes aritmticas
bsicas.
3
Te x t o
Objetivos
 Mostrar a importncia do apoio de instituies
e da educao familiar na recuperao de jovens
envolvidos com problemas de infrao.
 Realizar clculos envolvendo estimativas utilizando
operaes matemticas adequadas.
Introduo
No seio de nossa sociedade  possvel encontrar
muitas histrias semelhantes  A fome do lobo.
Seus alunos conhecem alguma famlia que tenha
problemas semelhantes  do texto? A tortura fsica
e psicolgica afeta o comportamento das pessoas?
Discuta a atitude da me e o comportamento
do filho. Vocs conhecem algum programa
de preveno ou recuperao de pessoas
frente a situaes de crime?
Contexto no mundo do trabalho: O texto mostra uma
possibilidade de trabalho atravs da venda de cachorrosquentes,
trabalho que torna possvel a sobrevivncia de
um nmero grande de pessoas, assim como pastis, pipocas,
etc. A atividade pretende dar uma idia inicial dos
possveis clculos que podem envolver esse comrcio.
3-CP3bTX18.qxd 21.01.07 12:32 Page 21
22  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Solicitar que dem
respostas orais para as perguntas feitas na Introduo.
Perguntar: por que o texto se chama
A Fome do Lobo?
2. Conversar com os alunos e informar que o
texto  um relato, pois expe a opinio de
uma autora sobre um acontecimento social.
3. Pedir que transformem o texto em uma narrativa
(personagens, cenrio, tempo, conflito,
tentativa de soluo do conflito, clmax, eplogo)
da seguinte forma:
a) GRUPO 1  recontar a histria na perspectiva
da me, em primeira pessoa.
b) GRUPO 2  recontar na perspectiva do filho,
em primeira pessoa.
c) GRUPO 3  recontar na perspectiva de um
policial.
4. Depois de pronta a tarefa, pedir que a leiam
para a sala.
Descrio da atividade
Atividade P Transformao de texto: a alterao do ponto de vista
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de narrar e de parafrasear um texto.
3
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de transformar o ponto
de vista de uma narrativa.
Introduo
Converse com alunos: quem j foi me? O que
sentiriam se vissem pessoas prendendo seus filhos?
Na condio de filhos, como encarariam o
fato de terem de ligar para sua me e dizer que
esto na delegacia e que os guardas querem
prend-los?
Tempo sugerido: 2 horas
3-CP3bTX18.qxd 21.01.07 12:32 Page 22
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  23
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever escolher um final de semana
comum a todos os membros. Dever tambm
escolher atividades culturais que no estejam
acostumados a fazer como: ir ao teatro, a um
museu, correr ou caminhar pelo parque, ler
um livro ou todo o jornal do dia.
2. No final de semana definido pela classe, cada
aluno poder fazer exatamente o que est
acostumado a fazer, exceto nas horas reservadas
 atividade cultural escolhida entre as
opes da classe.
3. Escolher uma imagem de revista, foto pessoal
ou desenho que represente a experincia
daquela atividade e daquele dia.
4. Cada aluno dever trazer a imagem escolhida
e explicar o porqu de sua escolha. O aluno
dever tambm relatar sua experincia daquele
dia.
Descrio da atividade
5. A classe dever discutir as experincias e que
novidades trouxeram para cada um.
Atividade P Um dia ocupado com cultura
Resultados esperados:
a) Vivenciar uma nova atividade.
b) Representar uma experincia individual em
apenas uma imagem.
c) Desenvolver novos hbitos em suas horas de
lazer.
4
Te x t o
Objetivo
 Criar um final de semana cultural.
Introduo
Ser jovem no significa ser desocupado! O ideal
seria que o perodo da juventude pudesse combinar
a formao, descobertas, aquisio de
conhecimentos, experimentao, desenvolvimento
de habilidades, lazer e criao ao trabalho.
Infelizmente, na sociedade brasileira, isso 
ainda privilgio de poucos. Taxas de desemprego
so elevadas, em especial para os jovens que
necessitam do primeiro emprego e de escola
pblica de qualidade.
Mas mesmo para aqueles que conseguiram
entrar no mercado de trabalho, outra preocupao
se torna aparente: que fazer nos finais de
semana? Quais as possibilidades que nos so oferecidas?
Quantas so as atividades culturais nas
quais seus alunos se envolvem?
Tempo sugerido: 1- dia  1 hora
2- dia  2 horas
Dicas do professor: Guias culturais dos jornais locais.
4-CP3bTX3.qxd 21.01.07 12:33 Page 23
24  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Depois da leitura e discusso do texto, apresente
um modelo de anncio de trabalho que
seria desejado por qualquer jovem que luta
por uma vaga no mundo do trabalho e que
ainda no possui experincia:
a) Elija palabras del recuadro y completa los
huecos del anuncio:
jvenes  trabajador  valora  compatible
desarrollar  talentos  actuar  oportunidad
OFERTA DE EMPLEO
Se buscan ________, entre 15 y 25 aos,
para _____ en empresa que _________ el
joven _____________ . Ofrecemos a los iniciantes,
la ________ de ______________sus
habilidades y ________. Sueldo
____________ con la funcin de cada uno.
!Presntate, joven
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Jornais, revistas, dicionrios
monolnge Espanhol /
bilnge  espanhol  portugus.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Se busca empleo
Resultado esperado: Espera-se que por meio
da atividade desenvolvida, o aluno se aproprie do
lxico espanhol relacionado ao mundo do trabalho
para expressar sua opinio.
4
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre o desemprego e a procura de
emprego por parte da populao jovem.
 Aquisio de lxico espanhol relacionado ao
tema Procura-se emprego.
Introduo
O assustador ndice de desemprego que atinge
27% dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos
demonstra a ausncia de incentivo e de credibilidade
dos empresrios para com aqueles que desejam
ingressar no mercado do trabalho. Para que o
jovem se torne um profissional capacitado e eficiente,
 preciso que desenvolva suas habilidades
na prtica. Entretanto, ele coleciona desiluses,
ao buscar em anncios de emprego, das mais
diversas fontes (jornais, agncias, revistas, Internet,
etc.), por se deparar com o insistente prrequisito:
no mnimo, dois anos de experincia.
Ser que ao negar uma vaga a um jovem com
potencial de trabalho, o empregador no estaria
jogando fora a chance de descobrir um grande
talento? Qual seria o anncio que um jovem
desempregado esperaria encontrar nas pginas
dos meios de comunicao?
4-CP3bTX3.qxd 21.01.07 12:33 Page 24
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  25
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Leia o texto com os alunos.
2. Pea-lhes para distinguir, segundo o texto,
juventude, jovem e adolescente e identificar
diferentes possibilidades no interior do que 
chamado juventude.
3. Registrar os resultados. Em plenria, levante
questes que relacionem o texto  vida dos
alunos. Sugestes: que lembranas vocs tm
da adolescncia? Que diferena vem entre os
jovens de hoje e os da poca de vocs? Por
quais motivos vocs no puderam, na adolescncia,
freqentar a escola? Havia mais facilidade/
dificuldade para conseguir um emprego?
Quais foram ou so as caractersticas da
sua juventude? Ao final, cada aluno escrever
um texto Lembranas de um jovem... e o
professor organizar o material em forma de
livro.
Descrio da atividade
Atividade P Tempos de adolescncia e juventude
Resultados esperados: Texto Lembranas de
um jovem... escrito por cada aluno e organizao
do material em forma de livro pelo professor.
5
Te x t o
Objetivo
 Contextualizar a histria de vida dos alunos comparando-
a com a dos jovens de hoje.
Introduo
O texto apresenta vrios significados para adolescncia
e juventude.  importante frisar que o
adolescente passa por alteraes fsicas, psquicas
e sociais, sendo que estas duas ltimas so vivenciadas
de modos diferentes em cada sociedade,
poca, famlia em que est inserido, na busca por
sua identidade, desafiando autoridades e regras
para se firmar como indivduo. A concepo de
juventude como passagem parte do reconhecimento
de que se trata de um perodo de transformaes
e por isso de buscas e definies de
identidade, de valores e idias, de modos de se
comportar e agir. Disto decorre a percepo da
juventude como momento de instabilidade: intensidade
e arrojamento, por um lado, turbulncia e
descaminhos, por outro. Adolescente ou jovem,
que caminhos tm que percorrer para freqentar
a escola, se inserir no mercado de trabalho, desfrutar
a vida?
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Site  Fundao Perseu Abramo  Sociedade:
Juventude, poltica e cultura
www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?sto
ryid=1484  41k.
Livros  Juventude e sociedade: trabalho, educao, cultura e
participao, de Regina Novaes e Paulo Vannuchi (orgs.),
(Fundao Perseu Abramo/Instituto Cidadania).
Msica  Jovens tardes de domingo, de Roberto Carlos e
Erasmo Carlos
www.robertocarlos.globo.com/cgi-bin/robertocarlos/deta
lhecancoes.cgi?ID=00229  23k.
Texto  Carta a um jovem poeta. Rainer Maria Rilke:
www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura
/docs/jovempoeta  26k.
5-CP3bTX24.qxd 21.01.07 12:35 Page 25
26  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Diferenciar jovens de adolescentes, que sero
os entrevistados.
2. Dividir a classe em grupos e propor a realizao
de uma pesquisa de campo para se obter
um dado qualquer, a ser definido pelo grupo:
algo que se relacione com o lugar em que o
entrevistado more.
3. A partir disso, os grupos devem selecionar um
tema a ser pesquisado. O tema pode ser a
questo da segurana pblica, das eleies,
dos moradores do bairro, etc.
4. Propor a elaborao de um questionrio a ser
aplicado, contendo as informaes de ordem
pessoal e as de ordem opinativa do entrevistado.
Sobre a identificao do entrevistado 
preciso cuidado para no exp-lo a constrangimento,
bem como no prejudicar as informaes
colhidas.
5. As pesquisas devem identificar a data em que
a coleta de dados ocorreu, devem ser compostas
por questes fechadas (pergunta e algumas
opes de resposta), pois assim ficam
mais fceis de ser tabuladas, devem conter o
Descrio da atividade
nome do pesquisador e ainda o nmero de
questionrios a serem aplicados.
6. Uma vez aplicada  preciso tabular, organizar
os dados obtidos e compor um quadro de respostas.
7. Gerar um sucinto relatrio com o que os dados
mostraram sobre as opinies e o tema
investigado.
8. Uma apresentao para a classe do relatrio
daria um importante fecho para a atividade.
Materiais indicados:
P Prancheta ou algum suporte
semelhante para a
pesquisa de campo.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O que os jovens e adolescentes pensam?
Resultados esperados:
a) Desenvolver a competncia de criar uma pesquisa
de campo.
b) Criar a habilidade do pesquisador.
c) Aprender a selecionar informaes e extrair delas
os resultados.
d) Desenvolver a capacidade de gerar uma sntese
diante de dados coletados.
5
Te x t o
Objetivos
 Construir uma pesquisa com jovens e adolescentes
sobre suas impresses do local em que
vivem.
 Aprender a desenvolver as questes a partir de
um objeto e objetivo da pesquisa. Tabular os
dados e extrair suas concluses.
Introduo
Os alunos devem, nesta atividade, realizar uma
pesquisa de campo que implica a gerao de
materiais necessrios para o seu desenvolvimento,
bem como a anlise dos dados coletados
e a produo de relatrio a partir de sua
interpretao.
Contexto no mundo do trabalho: A prtica da pesquisa
para se obter uma determinada informao  uma competncia
importante na qualificao pessoal, em decorrncia
das mltiplas habilidades que ela envolve.
5-CP3bTX24.qxd 21.01.07 12:35 Page 26
Dica do professor: Ver a coleo:
Histria dos jovens, de Giovani Levi e Jean-Claude Schimitt
(org.), (Companhia das Letras).
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  27
rea: Histria Nvel I e II
1. Conversar com os alunos solicitando que definam
o jovem e a adolescncia.
2. Ler coletivamente o texto, parando para distinguir
esses conceitos e quais so os rgos
ou autores que os definem.
3. Debater semelhanas e diferenas entre as
definies prvias dos alunos e as apresentadas
pelo texto.
4. Propor pesquisas sobre a idia de jovens em
diferentes pocas: quem era o jovem na antigidade?
Quem so os jovens em diferentes
culturas indgenas? Os jovens aparecem na
pintura brasileira? Como? Quando? E na literatura,
quais os personagens que retratam os
jovens de nossa cultura? E na msica?
5. Orientar os alunos para solicitarem ajuda de
professores de arte e literatura para obterem
indicaes sobre onde pesquisar.
6. Propor a apresentao das pesquisas, seguidas
de debates.
Descrio da atividade
7. Propor que os estudantes criem desenhos,
pinturas, fotografias, textos, poemas, msicas
retratando e falando a respeito da juventude
de hoje em dia.
8. Sugerir a montagem de exposies na escola
com as produes.
Atividade P A descoberta do jovem
Resultado esperado: Espera-se que os estudantes
reflitam a respeito da histria do jovem.
5
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito da histria do jovem.
Introduo
Os conceitos de jovens e adolescentes so da
poca contempornea. Apesar de imagens e referncias
aos jovens serem encontradas em diferentes
pocas, s recentemente eles passaram a
ser vistos como categoria humana e social, com
idade especfica. Na arte, por exemplo, durante
sculos foram representados como herdeiros,
infantes, mais ligados s suas origens familiares
ou profisso do que  idade. A mudana na pintura
europia acontece, aos poucos, a partir do
sculo XVIII, com o grupo de pintores ligados a
Caravaggio, que passaram a retratar imagens
juvenis, de adolescentes em suas atividades cotidianas:
no intervalo do trabalho, jogando cartas,
conversando etc. No sculo XIX, o romantismo
consagra o jovem na vida amorosa ou no realismo
do trabalho nas minas de carvo, na pobreza
das cidades, ou no rduo trabalho das fbricas
europias. Mas  no sculo XX que o jovem se
revela com opinies, com caractersticas de idade,
passando a reivindicar um lugar especfico
entre os grupos sociais.
5-CP3bTX24.qxd 21.01.07 12:35 Page 27
28  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Pea aos alunos que encontrem, por meio de
clculo de sistema de equao, a maior e a
menor idade, apontada pelo intervalo de idades
apresentadas pela ONU (Organizao das
Naes Unidas). O sistema  simples, utilize
as equaes x + y = 39 e x  y = 9.
2. Solicite que criem outros sistemas de equaes,
resolvendo-os e observando suas respostas
e depois comparando com dados contidos
no texto.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Adolescentes ou jovens?
Resultados esperados: Discusso das diferenas
e semelhanas entre jovens e adolescentes,
verificando suas dificuldades com o mundo
do trabalho.
5
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar questionamentos sobre a vida real
de jovens e adolescentes que buscam o mundo
do trabalho.
 Utilizar clculos matemticos e compar-los
com os valores numricos encontrados no texto.
Introduo
O texto nos mostra que, conceitos a parte, o importante
 considerarmos as diferenas de modos
de vida dos jovens ou adolescentes. Nesse sentido,
devemos falar em juventudes, como sugere o
texto. Qual a opinio de seus alunos sobre essas
denominaes? Tinham conhecimento dessa diferena
de conceituao? Quais juventudes podemos
diferenciar em nossa sociedade?
Dicas do professor: Filme  Primavera, vero, outono, inverno
e primavera, de Kin-Ki-Ouk.
Livro  Artes e ofcios, de Roseana Murray. (FTD, Coleo
falas prticas).
Filme  Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e O Homem
que copiava, de Jorge Furtado.
5-CP3bTX24.qxd 21.01.07 12:35 Page 28
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Livro  Retratos da juventude brasileira.
Anlise de uma pesquisa nacional, organizado por Helena
Abramo e Pedro Branco.
Site  http://www.projetojuventude.org.br/novo/html/noticias
_int4c30.html
Trazem dados e informaes sobre juventude.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  29
rea: Matemtica Nvel II
1. Organize com os alunos um pequeno questionrio
com perguntas fechadas do tipo: idade,
gnero, raa/etnia, orientao religiosa, se trabalham
ou no, com quem moram, e se eles
acham que h mais coisas boas ou ruins em
ser jovem.
2. Proponha que apliquem o questionrio com
um determinado nmero de jovens com idades
entre 15 e 24 anos. Pode ser com os prprios
alunos na sala de aula.
3. Com as enquetes realizadas, ajude os alunos a
organizar os dados em tabelas. Calcule as porcentagens
de cada grupo de respostas.
4. Oriente a elaborao de grficos para apresentar
os resultados. Se houver laboratrio de
informtica na escola use para elaborar os
grficos. Caso contrrio, voc pode utilizar
papel milimetrado ou quadriculado.
5. Analise os resultados com a ajuda do texto:
quais diferenas podem ser observada para os
jovens em diferentes situaes: mulheres e
homens, brancos e negros, empregado, desempregado,
mais jovens, mais velhos, etc. Porque
ser que isto acontece?
Descrio da atividade
Atividade P Quantos acham que  bom ser jovem?
Resultados esperados: Dados coletados e organizados
na forma de tabelas e grficos devidamente
interpretados.
5
Te x t o
Objetivo
 Organizar, apresentar e interpretar dados obtidos
atravs de um formulrio.
Introduo
Pesquisa nacional revela que 74% dos jovens
acham que h mais coisas boas do que ruins em
ser jovem. Entre os desempregados esta taxa
diminui. E seus alunos jovens e adultos, para eles
h mais coisas boas ou ruins em ser jovem? Qual
situao juvenil vivem e que influncia tem sobre
suas opinies? Que expectativas possuem seus
alunos?
5-CP3bTX24.qxd 21.01.07 12:35 Page 29
30  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Comentar o texto com os alunos. Perguntar:
qual  a diferena entre ser jovem e ser adolescente,
segundo o autor do texto? Voc concorda
que s podemos falar de juventude no
plural? No h singularidades que aproximam
todos os jovens do pas?
2. Reler os verbetes contidos no texto e explicar
como o dicionarista inclui termos no dicionrio
e como procede para defini-los.
3. Divida a turma em grupos de cinco pessoas.
Disponha-os em crculos. Escolha um aluno
(dicionarista) para que, com o dicionrio na
mo, conduza o jogo dos significados.
4. O dicionarista, ento, eleger uma palavra do
dicionrio que ele acredite ser de difcil definio.
Depois de escolher, ditar a palavra para
os colegas e pedir a eles que, imitando a
linguagem usada nos dicionrios, inventem
um significado possvel para aquele vocbulo.
5. Os colegas escrevem a palavra a e o significado
provvel em um retngulo, imitando os
dicionaristas. Enquanto os demais escrevem
nos retngulos, o aluno dicionarista escrever,
em outro retngulo, o real significado
dicionarizado.
Descrio da atividade
6. Terminada a tarefa, todos os retngulos, inclusive
o do dicionarista, sero recolhidos e
embaralhados. A seguir, o dicionarista far a
leitura de cada uma das definies escritas pelos
colegas.
7. Depois de ler todos os retngulos, o aluno perguntar
aos demais qual das papeletas contm
o verbete verdadeiro.
8. Um outro aluno registrar, ento, os pontos
obtidos: 2 pontos para o aluno que acertar o
verbete correto; 1 ponto para cada um que fez
escolha errada. O aluno dicionarista ganha dois
pontos pela tarefa e, se no houver votos no
verbete verdadeiro, receber mais um ponto.
9. O jogo prossegue com nova palavra at que
todos os alunos do grupo tenham passado
pela condio de dicionarista.
Materiais indicados:
P Dicionrios.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Jogo do dicionrio
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de consulta ao dicionrio; ampliao do
lxico.
5
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre o significado de algumas palavras
dicionarizadas.
Introduo
Pergunte aos alunos se eles esto preparados para
testar seus conhecimentos sobre o significado
das palavras. Em qualquer caso, pea-lhes que
sigam o conselho daquela velha e conhecidssima
revista que, em cada volume, nos pede: Enriquea
seu vocabulrio.
5-CP3bTX24.qxd 21.01.07 12:35 Page 30
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  31
rea: Artes Nvel I e II
Etapa 1: A classe dever pesquisar sobre as diferentes
formas de grafite (Grafite 3D,
Wildstyle, Bomber, letras grafitadas,
artstico ou livre figurao).
Etapa 2: Escolher um muro interno ou externo
da escola para grafitar e pregar folhas
de papel Kraft, plstico ou de jornal
que possam ser removidas posteriormente.
Etapa 3: Criar um projeto coletivo em sala de
aula (modelo reduzido) para ser ampliado
e transferido posteriormente
para o muro da escola.
Etapa 4: Transferir para os papis que cobriro
o muro da escola, o grafite planejado.
Etapa 5: Discusso final, levando em considerao
a obra produzida e a experincia
de grafitar.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Papel kraft, plstico ou
jornal, tinta  base de
gua e pincis.
Tempo sugerido: 1 h (etapa
1), 1 h (etapa 3), 2 h
(etapa 4) e 1 h e (etapa 5)
Atividade P Grafite ou pichao? Uma escolha
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa conhecer os trabalhos de
grafite.
b) Que o aluno possa diferenciar grafite de
pichao.
c) Que o aluno possa reconhecer o grafite como
uma das formas de expresso individual e coletiva.
d) Que o aluno possa vivenciar a experincia
criativa e coletiva de uma grafitagem.
6
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar sobre as diferentes formas de grafitismo.
 Discutir o grafitismo como forma de expresso
individual ou coletiva.
 Criar um grafite temporrio.
Introduo
O grafite  reconhecido como uma obra de interveno
e expresso tpica dos centros urbanos.
Durante algum tempo foi confundido com pichao
pois, como explica o texto selecionado, passou
a ocorrer em fachadas, monumentos, igrejas
e residncias, tornando-se obra de vandalismo e
no de expresso.
Alguns artistas como o blgaro Christo, fazem
intervenes nas cidades atravs do empacotamento
temporrio de torres e edifcios com
tecidos e plsticos, como forma de criao e
expresso artstica para aquele local. Existem
diferentes formas de grafitismo aceitas e que
passam a interferir na cidade positivamente
como uma das formas de participao artstica e
de opinio. Alguns livros sobre o grafite j foram
e esto sendo publicados no Brasil e no mundo.
Dicas do professor: Sites 
www.stm.sp.gov.br/noticias/nt-822.htm
www.incards.com.br/biblioteca/arteurbana/
www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1546487,00.html
www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia.php?c=218
www.artecidadania.org.br/site/paginas.php?setor=4&pid=
1405
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 31
32  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Pegue um copo e encha com gua.
2. Pegue um canudo de refrigerante, faa um
corte lateral, com cuidado para no separar
por completo os dois pedaos do canudo (deixando-
os unidos apenas por uma pontinha).
3. Dobre o canudo de forma que ele fique em
formato de L.
4. Coloque uma das pontas dentro do copo com
gua.
5. Sopre na outra ponta do canudo e veja o que
acontece.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Um copo de vidro ou um
outro recipiente para
colocar gua, um canudo
de refresco, tesoura e
gua.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Como funciona o spray e o vaporizador?
Resultados esperados: Com o procedimento
descrito, espera-se que o ar soprado atravs do
canudo passe sobre a outra parte do canudo imersa
na gua, de maneira que diminua a presso e a
gua que se encontra dentro do copo seja empurrada
pela presso atmosfrica, subindo pelo
canudinho. O aluno assim entender o funcionamento
do vaporizador.
6
Te x t o
Objetivos
 O grafiteiro tem como principal ferramenta de
trabalho o spray, ou compressores para espalhar
suas tintas.
 Entender o funcionamento de spray e de vaporizador
com o auxlio da presso do ar  o objetivo
da atividade a seguir.
Introduo
A presso que o ar exerce sobre ns e sobre os
demais objetos a nossa volta dificilmente  vista
pelo fato de o ar ser invisvel, no entanto, podemos
sentir a sua presena. A presso do ar  explorada
em diversos aspectos em nossa vida cotidiana,
ao enchermos os pneus de nosso carro,
quando os pintores utilizam compressores de ar
para executar pinturas e at mesmo na conservao
de alimentos. No caso dos grafites, como os
indicados no texto,  muito comum artistas fazerem
uso dos spray de tinta (em latas de tinta) ou
de compressores para construir suas pinturas. Os
sprays so dispositivos que trabalham com presso
interna maior do que a externa (presso atmosfrica).
Quando colocamos os dois ambientes
em contato, a presso maior tende a deslocar
gases e substncias para o ambiente com presso
menor. Dessa forma, a substncia que se encontra
na parte interna da lata (a tinta)  liberada
quando, ao pressionarmos um boto no topo da
lata ligado a uma pequena mola, colocamos em
contato o contedo interno com o ar externo.
Atravs de um pequeno cano que liga o lquido e
o ambiente exterior. Enquanto h propelente, a
presso interior  maior do que a exterior e dessa
forma a tinta  expelida, atravs de um pequeno
orifcio no boto, que est ligado a um tubo
mergulhado no lquido. Por causa da presso as
partculas so pulverizadas em forma de leque
com pequenas gotculas. No vaporizador (compressor)
o processo  ligeiramente diferente, pois
ocorre pela diminuio de presso na ponta superior
do cano que liga a tinta  parte exterior.
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 32
Dicas do professor: O site Grafite  Arte urbana em movimento
(http://www.incards.com.br/biblioteca/arteurbana/)
apresenta uma leitura do grafite, regras de convivncia e faz
um apelo s boas relaes entre grupos, alm de trazer bibliografia
sobre o assunto.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  33
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em sala de aula.
2. Levantar no texto a origem do nome grafite.
3. Identificar se no seu local de moradia existem
grafitagens.
4. Apontar o contedo destas grafitagens e seus
autores, se for possvel.
5. Questionar os alunos se a arte  sempre compreensvel
para todos. Fotos de pinturas famosas
e de artistas famosos so bons exemplos
para se utilizar em sala.
6. Levantar a informao entre os alunos de
quais so os espaos disponveis, na sua
cidade, no seu bairro, no seu municpio, para
que os jovens possam expor as suas criaes
artsticas. Caso existam, seria interessante
pesquisar qual a abertura para os artistas
locais utilizarem as instalaes.
7. Levantar a questo para a classe sobre o que 
fazer arte e exp-la. Identificar dentre os alunos
quais exercitam habilidades artsticas e
quais so elas.
Descrio da atividade
8. Registrar os resultados da discusso no caderno.
Materiais indicados:
P Imagens de grafites (fotos
da prpria cidade, em revistas
e jornais).
Fotos de quadros famosos
e de artistas famosos.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Arte por todos os lados
Resultados esperados:
a) Reavaliar seus conceitos sobre a prtica do
grafite nos grandes centros urbanos.
b) Compreend-lo sob a tica do protesto social
e contra a falta de espaos especficos para
que o jovem possa desenvolver suas habilidades
artsticas e culturais.
c) Incorporar a noo de que arte tambm se faz
na rua, de forma improvisada e por gente dos
mais variados grupos sociais.
6
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar a reflexo sobre a expresso artstica
do grafite.
 Avaliar as condies dadas na sociedade para
que o jovem possa expressar seus dons artsticos
e entender o grafite a partir destas condies.
Introduo
O grafite  odiado por uns e compreendido por
outros. Para uma parte da populao no passa
de sujeira nas paredes, para outros  uma forma
de expresso da cultura pictrica de uma parcela
da juventude. De qualquer forma vale a reflexo
sobre suas motivaes.
Contexto no mundo do trabalho: O desemprego em
massa entre jovens vem se tornando uma realidade cada
vez mais abrangente nos grandes centros urbanos, no
apenas nos pases perifricos, mas tambm nos pases
centrais. A Frana experimentou recentemente a revolta
de seus jovens da periferia das grandes cidades contra a
falta de vagas no mercado de trabalho. O grafite acaba
se tornando uma forma de expresso e protesto contra
este estado de coisas.
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 33
34  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Ler e interpretar o texto com os alunos. Procurar
o significado das palavras desconhecidas.
2. Levantar os saberes dos alunos sobre o tema e
discutir os significados do grafite para a turma.
3. Discutir a seguinte questo: como a arte do
grafite pode ser usada para embelezar os
espaos e profissionalizar os artistas?
4. Elaborar propostas que articulam manifestaes
de arte urbana, como o grafite e o mercado
de trabalho. Expressar suas idias por
meio da criao de um desenho, usando uma
das tcnicas explicadas no texto.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Papel ou se possvel uma
parede e spray.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O grafite
Resultado esperado: Produzir um grafite sobre
o tema em questo: Trabalho e juventude.
6
Te x t o
Objetivo
 Analisar os significados da arte do grafite para
os jovens.
Introduo
Como se sabe h uma certa confuso entre grafite
e pichao. As pichaes so consideradas
uma forma de protesto, de desrespeito ao patrimnio
pblico,  propriedade alheia, enfim so
condenadas em vrios usos e abusos. Entretanto,
como afirma o texto para muitos, o grafite 
apenas uma pichao evoluda. Para outros, 
uma arte urbana. O fato  que ele est presente
em diversas partes da cidade: banheiros pblicos,
fachadas de edifcios, muros, casas abandonadas,
nibus, metr, orelhes, postes, monumentos
pblicos e outros lugares. No Brasil, as
crticas ao grafite se devem s pichaes de fachadas,
monumentos, igrejas e mesmo de residncias.
Para reverter esse problema, algumas
cidades esto convidando artistas do grafite a
participar de projetos que visam embelezar os
locais pblicos. Por exemplo, a Universidade de
So Paulo (USP) decidiu organizar a primeira
cooperativa brasileira de grafiteiros, muitos deles
ex-pichadores. O objetivo  profissionaliz-los
com orientao de professores de artes plsticas
e designers, de forma a exibirem seus trabalhos
em painis e muros especialmente destinados para
esse fim. Esse texto leva  reflexo sobre alternativas
de articular manifestaes artsticas e
trabalho construtivo!
Dicas do professor: Sites 
www.movimentohiphop1.hpg.ig.com.br
www.graffiti.org/
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 34
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do Professor: Livros 
Cultura popular na Antigidade Clssica. Grafites e arte,
erotismo, sensualidade e amor, de Pedro Paulo Funari
(Contexto); Grafite Pichao & Cia, de Clia Maria Antonacci
Ramos (Annablume).
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  35
rea: Histria Nvel I e II
1. Inicialmente, questionar os alunos o que sabem
a respeito do que  grafite. Anotar no
quadro. Ler coletivamente o texto com a classe,
parando para conversar sobre os temas que
vo surgindo. Retomar as anotaes e reformular,
se necessrio, as idias sobre o grafite.
Propor, ento, que, em grupos, os alunos desenvolvam
pesquisas, sendo que cada grupo fica
responsvel por um tema especfico:
a) o grafite na Roma Antiga;
b) as caractersticas do grafite e sua diferena
em relao  pichao;
c) as aproximaes e as distncias entre os
beatniks, os hippies e o hip-hop;
d) a relao entre o grafite e o hip-hop nos
EUA;
e) diferenas e semelhanas entre o grafite e
a obra do artista Basquiat;
f) o grafite hoje no Brasil e no local onde moram.
Os grupos devem apresentar suas pesquisas.
Descrio da atividade
2. Debater as diferenas e semelhanas do grafite
de diferentes pocas e lugares e sua relao
contempornea com a cultura dos jovens. Propor
a montagem de esboos para possveis
projetos de grafite na cidade onde moram. Expor
os esboos de projetos nos murais da sala.
Atividade P Grafite: manifestao de diferentes pocas
Resultado esperado: Espera-se que os alunos
estudem as expresses urbanas dos jovens em
diferentes pocas atravs do estudo do grafite.
6
Te x t o
Objetivo
 Estudar expresses urbanas dos jovens em
diferentes pocas atravs do grafite.
Introduo
Apesar de o grafite parecer uma manifestao
contempornea, ele j era praticado na antigidade,
principalmente na Roma Antiga, como
indicam os indcios deixados na cidade de Pompia,
que ficaram parcialmente preservados por
causa da erupo do Vesvio no ano de 79 depois
de Cristo. No sculo XX, o grafite caracterizou-se
como uma manifestao de jovens nas ruas e
guetos de Nova York, acompanhado por estilos
de msicas e danas, que representaram manifestaes
em um contexto histrico mais amplo
de protestos e construo de modos de expresso
tipicamente dessa faixa etria. Desde os anos de
1950, por exemplo, a rebeldia dos jovens, diante
das exigncias da sociedade capitalista, levou-os
 criao de movimentos culturais especficos e
inovadores, como os beatniks e os hippies.
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 35
36  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Faa a leitura do texto com os alunos e proponha
fazerem um grafite usando uma mscara
de cartolina ou lmina de radiografia (raio X).
Se houver alunos que faam grafite pea que
eles dem as dicas.
2. Proponha que discutam um tema para o trabalho
que faro e a partir da elaborem o projeto
do material e o desenho.
3. Organize-os em grupos para prepararem o
projeto: quais e de quanto material precisaro,
quem vai conseguir cada um deles, onde
iro aplicar o desenho, qual o motivo que usaro
no desenho, etc. Oriente para que faam
uma estimativa do custo do material utilizando
operaes matemticas adequadas.
4. Para recortar a lmina ou cartolina, pea que
faam o desenho sobre um papel simples, colocando-
o sobre a lmina para que recortem a
mscara.
5. Proponha que organizem o dia para realizar o
grafite com a mscara que fizeram.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina ou lminas de
radiografia , tesoura, tinta
tipo spray.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Quanto custa grafitar?
Resultados esperados:
a) Estimativas de custos para realizar um grafite
utilizando operaes matemticas adequadas.
b) Mscara para grafitagem.
6
Te x t o
Objetivos
 Estimar custos de materiais utilizando operaes
matemticas adequadas.
 Produzir uma mscara para um grafite artstico.
Introduo
Grafite  sinnimo de sujeira, no senso comum.
Mas o texto nos ensina que ele , antes, uma
expresso usada especialmente pelos jovens.
O que eles nos dizem com seus desenhos? Profissionalizar
os grafiteiros no seria uma forma
de aprisionar suas idias? O que seus alunos
pensam a esse respeito? Grafiteiro  profisso?
Propomos, na atividade a seguir, uma prtica de
grafite, para que os jovens e adultos possam experimentar
esta arte.
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 36
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  37
rea: Portugus Nvel I
1. Ler o texto com os alunos. Iniciar os comentrios
a partir das respostas dadas pelos alunos
s questes da Introduo.
2. Perguntar: voc gostaria de ser um grafiteiro?
Em caso positivo, qual seria o grafite de seus
sonhos?
3. Pedir aos alunos que comentem os grafites
que esto nos muros da cidade.
4. Propor exerccios de reconhecimento de slabas.
Pedir aos alunos que observem os grafites
de sua cidade e que tentem classific-los de
acordo com as orientaes do texto O que 
grafite.
5. Perguntar aos alunos se so bons observadores
pois, alm dos grafites, a cidade possui
muitas coisas dignas de serem vistas e apreciadas.
Formar grupos e solicitar que relacionem
nomes de coisas interessantes da cidade:
a) com palavras que seja monossladas (p,
luz);
b) com palavras que sejam disslabas (rua,
vila);
c) com palavras que sejam trisslabas (sobrado,
hospital);
Descrio da atividade
d) com palavras que sejam polisslabas (avenida,
semforo).
6. Pedir que faam, em uma grande folha de papelo,
um grafite com ilustraes e escolher
uma das palavras da atividade 5, escrevendo-a
na obra. Se os alunos quiserem, e o professor
achar necessrio, podem pintar um muro da
escola, uma parede externa, etc.
Atividade P A gramtica da cidade
Resultados esperados: Socializao do
grupo, exerccio de observao e fixao de regras
ortogrficas.
6
Te x t o
Objetivo
 Ampliao dos conhecimentos de gramtica e
ortografia.
Introduo
Inicie uma conversa com os alunos, questionando-
os a respeito do grafite: se eles encontram
muitos grafites nos muros de sua cidade; se
acham que so obras de arte, ou so simples pichaes,
e se eles conhecem os diversos tipos de
grafites.
6_CP3bTX13.qxd 21.01.07 12:36 Page 37
38  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
Etapa 1: A classe dever pesquisar sobre haicai
(poemas e pensamentos).
Etapa 2: Cada aluno dever escrever a memria
de seu primeiro dia de emprego ou
o primeiro dia na escola.
Etapa 3: Iniciar a criao de um (3 versos). O
primeiro verso expressar algo permanente,
eterno. O segundo verso introduz
uma novidade, um fenmeno. O
terceiro e ltimo verso ser a sntese.
Etapa 4: Cada aluno apresentar o seu primeiro
haicai sobre o primeiro dia.
Etapa 5: Discusso da experincia, tendo por
foco a lembrana e a construo do
poema.
Descrio da atividade
Atividade P O primeiro haicai
Resultados esperados:
a) Aprender uma nova forma de expresso artstica
e criativa.
b) Conhecer o haicai como mais uma forma de
expresso de sentimentos e opinies.
c) Compreender a necessidade e a importncia
do primeiro emprego.
7
Te x t o
Objetivos
 Criar um haicai como forma de expresso do
pensamento.
 Possibilitar que o aluno transmita os sentimentos
contidos na primeira experincia escolar ou
profissional.
 Discutir formas sintticas de expresso de opinio
e pensamento.
Introduo
O jovem no Brasil atualmente est marcado pela
necessidade de busca do primeiro emprego. Muitos
lugares exigem experincia anterior, certa maturidade,
certo conhecimento. A produo tem
pressa, mas o jovem tambm. O texto selecionado
nos aponta a necessidade de conscientizao de
empregadores na abertura de vagas ao jovem trabalhador
que, ao aprender, pode oferecer uma nova
energia ao trabalho.
Somos marcados pela lembrana do primeiro
acontecimento em nossa vida: o primeiro namorado,
o primeiro beijo... Nossos pais se lembram
de nossos primeiros passos, nosso primeiro dente
de leite, nosso primeiro dia de aula, nosso primeiro
dia de trabalho. Tais momentos so significativos
pelo impacto em nossa vida, pela importncia,
pelos acertos e pelos erros cometidos.
O haicai  um poema que teve origem no Japo e
 composta, originalmente, de 17 slabas em trs
versos. No Brasil sua utilizao foi iniciada por
Guilherme de Almeida. Paulo Leminski adaptou-o
 poesia moderna (frmula e contedo, sem dar
importncia  rima).
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do Professor: Sites 
www.revista.agulha.nom.br/millor.html
http://www.kakinet.com/encontro/portal87.shtml
http://br.geocities.com/ibbaptista/haikai
http://www.naoser.hpg.ig.com.br/hai-kai.htm
http://seabra.com/cgiseabra/haikai/randtxt.pl/haikai/auto
res.html
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 38
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  39
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Pea a um ou mais alunos que leiam o texto
em voz alta para a turma, todos juntos.
2. Pea-lhes que se dividam em grupos de oito
alunos.
3. Cada grupo dever representar o texto por
meio de uma dramatizao, tendo como base
as experincias dos componentes no assunto.
4. Antes da apresentao, os grupos devero
discutir sobre suas experincias e criar uma
histria que discuta as possveis sadas para a
soluo do problema colocado no texto, para
isso, cada grupo dever eleger um colega
como relator, o qual dever anotar as experincias
e a histria produzida.
5. No final, promova uma discusso sobre as histrias
apresentadas pelo grupo, focalizando as
propostas de cada um.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Lpis e borracha
P 1 a 3 folhas de
caderno pautado.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Voc se lembra de seu primeiro emprego?
Resultados esperados: Que os alunos discutam
sobre suas experincias, reflitam e proponham
a superao das dificuldades impostas pelo mercado
de trabalho aos jovens que procuram o primeiro
emprego.
7
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as dificuldades encontradas pelos
jovens  procura do primeiro emprego.
Introduo
O texto nos fornece informaes sobre as dificuldades
encontradas pelos jovens que procuram um
emprego pela primeira vez. Voc se lembra de seu
primeiro emprego? Passou pelas dificuldades
apontadas no texto? Como essas dificuldades
poderiam ser resolvidas? Como a escola pode contribuir
para a superao dessas dificuldades?
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre as dificuldades
do primeiro emprego e as formas de sua superao.
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 39
40  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
Tinha eu 14 anos de idade/Quando meu pai
me chamou/Perguntou se eu no queria/Estudar
filosofia/Medicina ou Engenharia/Tinha
eu que ser doutor.  uma preocupao dos
pais que seus filhos estudem e se formem
doutores para conseguirem melhores empregos.
No entanto, essa  uma realidade de
poucos em nosso pas.
1. Converse com os alunos a respeito de suas experincias
quando buscaram e/ou conseguiram
o primeiro emprego, destacando aspectos
como: idade, trajetria ou situao familiar e
escolar, facilidades e dificuldades, sentimentos,
ansiedade, incertezas...
2. Aps esta discusso, faa a leitura do texto e
pea aos alunos que, em pequenos grupos: escolham
partes do texto que consideraram
mais importantes, preparem dramatizaes e
as apresentem para seus colegas. Discuta com
eles o tema Como encarar o primeiro emprego,
tendo como base a questo: que fatores
beneficiam e quais prejudicam a obteno do
primeiro emprego?
Descrio da atividade
3. Pea-lhes, em seguida, para elaborar, coletivamente,
uma cartilha com dicas sobre como
encarar o primeiro emprego.
Atividade P Meu primeiro emprego
Resultado esperado: Elaborao de uma cartilha
com dicas sobre como encarar o primeiro
emprego.
7
Te x t o
Objetivo
 Refletir como ocorre, em nossa sociedade, o
processo de insero dos jovens em seu primeiro
emprego.
Introduo
Certa vez, uma jovem, em uma reportagem sobre
desemprego a um canal de televiso disse que
as empresas exigem experincia e como poderia
t-la se nunca conseguia um primeiro emprego?
Est o jovem apto para enfrentar seu primeiro
emprego? Quem o prepara: a escola, a vida ou
ambas? De um modo geral, os jovens conseguem
seu primeiro emprego de acordo com sua
profisso ou por que precisam trabalhar? Como
a escola pode preparar o jovem na escolha de
sua profisso? Jovem formado  jovem empregado?
Pergunte aos alunos o que pensam a respeito
dessas questes.
Dicas do Professor: Sites  Ministrio do Trabalho e Emprego
 MTE  O Programa Nacional de Estmulo ao
Primeiro Emprego (PNPE)
www.mte.gov.br/FuturoTrabalhador/primeiroemprego/De
fault.asp
 Programa Primeiro Emprego 
www.primeiroemprego.rs.gov.br/welc.html  1k
 Primeiro Emprego 
www.accorprimeiroemprego.livronline.com.br
 Como encarar o primeiro emprego 
www.expressoemprego.clix.pt/scripts/indexpage.asp?hea
dingID=3587  30k
Msica  14 ANOS, de Paulinho da Viola 
www.paulinho-da-viola.letras.terra.com.br/letras/278680/
 O pequeno burgus, de Martinho da Vila 
www.letrasdesamba.hpg.ig.com.br/O%20pequeno%20
burgues.html  5k
Tempo sugerido: 4 horas
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 40
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do Professor:
1. Dados e anlises sobre as questes relacionadas  juventude
esto disponveis no site do Observatrio Jovem
(www.uff.br/obsjovem/).
2. Sobre o Programa Nacional de Estmulo ao Primeiro
Emprego, do governo federal, ver www.mte.gov.br/
FuturoTrabalhador/primeiroemprego.
3. Sobre as aes federais, realizadas entre 1995 e 2002,
destinadas  juventude, ver o artigo Juventude e polticas
pblicas no Brasil, de Marlia Sposito e Paulo Carrano
(Revista Brasileira de Educao, n. 24, de 2003).
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  41
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Leitura e discusso do texto: o que  preciso
para conseguir o primeiro emprego?
2. Cada um escreve em seu caderno:
a) Alm dos jovens, quem mais tem dificuldade
de encontrar emprego?
b) O que  preciso para conseguir um bom
emprego?
c) A escola tem alguma coisa a ver com o trabalho?
d) O que eu espero da escola?
3. Em pequenos grupos, os alunos discutem suas
respostas, tentando perceber suas semelhanas,
diferenas e complementaridades.
4. Apresentao dos grupos.
5. O professor explica as causas do desemprego,
debatendo com os alunos qual o papel da
escola em relao ao mundo do trabalho.
Descrio da atividade
Atividade P Educao: a galinha dos ovos de ouro?
Resultado esperado: Identificar as expectativas
dos estudantes quanto ao papel da escola em
relao ao mundo do trabalho.
7
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as relaes entre trabalho e
escola.
Introduo
Como diz o texto, para conseguir o primeiro
emprego tem que ter iniciativa, tem que buscar
solues, ir  busca do sucesso, tem que ter garra!.
Mas precisamos questionar o discurso de
que a educao  a galinha dos ovos de ouro
para garantir a empregabilidade. De acordo com
o senso comum, uma das tarefas da educao
(seno, a principal)  preparar para mercado de
trabalho. Acredita-se que a educao pode dar
uma mozinha, conduzindo os cidados para
ocupar este ou aquele posto de trabalho (de
acordo com o nvel de conhecimento adquirido).
 comum ouvir que quem no consegue uma
ocupao  porque no est preparado para o
trabalho e que, quem quer conseguir um emprego
melhor, deve voltar a estudar. Ora, se o
desemprego  estrutural, alm dos jovens, quem
mais tem dificuldade para encontrar emprego?
O que a escola tem a ver com isto?
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 41
42  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Divida a turma em grupos. Cada grupo deve
elaborar um texto relacionado s seguintes
questes que integram duas habilidades, a expresso
oral e a expresso escrita:
2. Oriente os alunos:
3. Discuta con tus compaeros (utilizar revista e
jornais):
a) Qu ofertas de empleo hay para los jvenes
en Brasil?
b) Cules son las exigencias de las empresas en
la contratacin?
c) El perfil del joven profesional. Con base en
el recuadro, cada grupo tiene que elegir las
cuatro caractersticas que considera ms importantes
y justificar la eleccin (respuesta
abierta).
Descrio da atividade seguridad  buena presencia  inters
disponibilidad  liderazgo  comunicacin
responsabilidad  motivacin  puntualidad
actualizacin  cooperacin  idiomas
iniciativa  flexibilidad
4. Depois da discusso e escrita do texto, um
representante de cada grupo apresenta os resultados
 classe e justifica a escolha.
5. Escreva no quadro as caractersticas mais
votadas e forme, a partir delas, o perfil ideal
do jovem profissional.
Materiais indicados:
P Revista e jornais sobre
trabalho e formao
profissional.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P La cualificacin profesional es imprescindible
Resultados esperados: Refletir sobre as
possibilidades que cada um tem de estabelecer
objetivos e metas para aproveitar as chances de
qualificao profissional.
7
Te x t o
Objetivos
 Despertar nos alunos o interesse por desenvolver
habilidades sociais e reconhecer a importncia
da auto-aprendizagem.
 Adquirir habilidades de expresso oral e escrita
em espanhol.
Introduo
A experincia profissional  um requisito que freqentemente
aterroriza os jovens, porque a maior
parte dos anncios a exige. A no experincia de
trabalho atinge quase 480 mil jovens brasileiros,
segundo os dados do IBGE. A maior taxa de desemprego
se d entre jovens de 16 a 24 anos. As
empresas exigem cada vez mais dos candidatos.
Mas como se qualificar para o mercado de trabalho?
Todos os jovens devem aproveitar ao mximo
as oportunidades de aprendizagem, seja na
escola, atravs de leitura de jornais, revistas, contato
com professores, seja por associaes, ONGs,
sindicatos, etc. O Brasil vem reconhecendo a importncia
estratgica que a juventude tem para a
sociedade. A poltica do governo, concebida para
atender este contingente mais vulnervel da juventude
brasileira, o PNPE/2003  Programa
Nacional de Estmulo ao Primeiro Emprego para
Jovens  articula vrias aes e inclui entre elas a
aprendizagem. O objetivo deste programa 
transformar as expectativas de jovens em situao
mais crtica de pobreza em possibilidades
sustentveis de um futuro e trabalho decentes,
por meio do acesso e permanncia no mercado de
trabalho, em sua nova configurao e exigncias.
O Programa j est em ao, mas quais so os
resultados at o momento? Quem conhece esse
Programa? Como podem recorrer a ele?
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 42
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  43
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Proponha que os alunos redijam uma carta
apresentando-se como candidatos para um
posto de trabalho. Este posto pode ter sido
anunciado em jornal, rdio ou at mesmo ser
imaginrio.
2. A carta deve conter os dados pessoais dos alunos,
como idade, formao escolar, experincias,
disponibilidade de horrios e expectativa
salarial.
3. Oriente-os para que justifiquem a expectativa
salarial com base em suas necessidades, em
suas qualificaes e, caso disponham desta
informao, na faixa salarial deste tipo de atividade
profissional.
4. Proponha que os alunos leiam publicamente
suas cartas e que comparem os salrios solicitados
e as respectivas justificativas para verificar:
necessidades semelhantes e respectivas
estimativas de custo, valorao de qualificaes
semelhantes, etc.
Descrio da atividade
Atividade P Procuro emprego, quero ganhar...
Resultado esperado: Carta contendo dados
pessoais e estimativa de salrio suficiente para cobrir
necessidades pessoais e/ou familiares.
7
Te x t o
Objetivo
 Estimar salrio necessrio para suprir gastos
pessoais e ou familiares.
Introduo
A realidade revelada no texto  a dos jovens e
das jovens da EJA. Conseguir um emprego, provavelmente
foi sua razo de ali ingressar. Como
eles avaliam sua situao? Que experincias com
o mundo do trabalho tiveram ou tm? Que marcas
esta realidade vai lhes deixando? De que
aprendizagens sentem necessidade para auxiliar
a sua colocao no mercado de trabalho?
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 43
44  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos e discutir, sobretudo,
o sentido do ltimo pargrafo: Tem que
ter iniciativa, tem que buscar solues, ir 
busca do sucesso, tem que ter garra! Anunciar
que iro refletir sobre valores, atitudes e
desejos que compem a realidade do jovem
que busca emprego digno e bem remunerado.
2. Pedir que, individualmente, em uma folha de
papel, escrevam respostas para as perguntas:
a) O que me preocupa no momento em relao
ao emprego para jovens no Brasil?
b) O que me alegra, me d esperanas?
c) O que preciso fazer para conseguir o emprego
de meus sonhos?
d) O que estou fazendo para assegurar que
conseguirei esse bom emprego?
e) Que outras atitudes sero necessrias para
que conquiste o emprego dos meus sonhos?
f) Quais so os riscos que corro de no atingir
meu objetivo?
g) Quem pode, de algum modo, me impulsionar,
ajudar a conquistar meu emprego?
h) O que ocorrer comigo se no conseguir
esse emprego desejado?
3. Formar grupos para que discutam as diversas
respostas e anotem, numa folha, os medos e
as aspiraes comuns, as necessidades, atitudes
para obteno de emprego, os riscos e as
frustraes possveis e as formas de enfrentar
o fracasso e o sucesso.
4. Elencar: medo, esperana, atitudes, riscos e
Descrio da atividade
ajuda. Atribuir uma cor para cada item. Por
exemplo, amarelo para medos; azul para
esperanas, etc. Escrever essa seleo em
pedaos de papel, entreg-los aos participantes
e pedir para os grupos escreverem as opinies
comuns discutidas no item 3.
5. Colocar cinco caixas sobre uma mesa e pedir
aos participantes que coloquem os papis em
cada uma delas, de acordo com as seguintes
recomendaes:
a) Geladeira: frases que indicam o que precisa
ser conservado, protegido.
b) Lixeira: tudo o que precisa ser eliminado,
reciclado ou tirado do caminho.
c) Dispensa: tudo o que est sobrando e que
poder ser til no futuro.
d) Pia: tudo o que precisa ser repensado, limpado,
lavado, renovado.
e) Fogo: tudo o que precisa passar por um
processo rigoroso, ser misturado e cozido
para fazer a receita dar certo.
 medida que o representante do grupo coloca
as folhas nas caixas, expe para o grupo os
porqus dessa atitude.
6. Por fim, abrir as caixas e discutir os resultados
em um painel.
7. Pedir que expressem as sensaes vividas durante
o cumprimento da tarefa.
Atividade P Aspiraes e determinao
Resultados esperados: Socializao do grupo,
exerccio de observao e fixao de regras
ortogrficas.
7
Te x t o
Objetivo
 Treinamento da expresso oral. Reflexo sobre
valores e emprego para ampliar a capacidade
de argumentao.
Introduo
Os alunos esto bem empregados? Quais so suas
metas? Todas so para o futuro? Como constroem
o presente para assegurar esse futuro?
Tempo sugerido: 4 horas
7_CP3bTX6.qxd 21.01.07 12:37 Page 44
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  45
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel I
1. Depois de ler o texto, coloque no quadro a
seguinte frase:
Eu gosto de rock. (I like Rock)
2. Pergunte quantos alunos concordam com essa
frase e anote o nmero de pessoas ao lado da
frase. Em seguida escreva:
Eu no gosto de jazz. (I dont like Jazz)
3. Pergunte ento quantos alunos concordam
com essa frase e anote o nmero ao lado da
sentena.
4. Em seguida, explique aos alunos que em
ingls, temos frases especficas para concordar
(dizer: eu tambm ou eu tambm no):
a) Para a primeira frase, que  uma afirmativa,
dizemos SO DO I (eu tambm).
b) Para a segunda frase, que  uma negativa,
dizemos NEITHER DO I (eu tambm no).
c) Quando no concordamos com a frase,
simplesmente dizemos I do ou I dont.
d) Usamos SO em afirmativas e NEITHER em
negativas. O auxiliar DO  utilizado porque
a frase est no presente simples, mas
Descrio da atividade
isso varia de acordo com a frase. Veja
exemplos:
Eu sou exigente (I am demanding).
So AM I (porque a frase tinha o verbo To Be).
Eu posso nadar bem (I can swim well).
So CAN I (porque a frase tinha o verbo TO
Can).
Obs: Explique aos alunos que, para facilitar, comearemos
praticando apenas DO.
5. Pea a eles para escreverem 10 frases em
ingls, 5 afirmativas e 5 negativas no presente
simples, sobre o que eles gostam e no
gostam.
6. Devero andar pela classe e dizer suas frases
para 10 pessoas e responder a 10 pessoas,
usando a forma de concordar.
Atividade P So do I
Resultados esperados: Saber concordar e discordar
em ingls no presente simples.
8
Te x t o
Objetivo
 Ensinar a concordar com frases negativas e
afirmativas em ingls.
Introduo
O texto fala do sucesso crescente dos britnicos
na msica jovem. Podemos abrir um pequeno
debate em classe para saber se concordamos com
o artigo, se tambm gostamos da produo britnica
ou no. Podemos ento ensinar como se
concorda, ou discorda, em ingls.
Tempo sugerido: 1 hora
8-CP3bTX2.qxd 21.01.07 12:38 Page 45
46  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Solicite que cada aluno escreva em um carto
(ou meia folha de ofcio) uma palavra que
resuma sua experincia de trabalho. Se possvel,
use pincel atmico para as escritas, de
modo que as palavras possam ser lidas por
todos na sala.
2. Aps todos terem escrito, cada um deve colocar
seu carto com sua palavra em uma parede
da sala, enquanto fala sobre ela: por que a
escolheu, qual o seu significado?
Palavras que podem aparecer: explorao, cansao,
prazer, realizao, energia, suor, emprego,
necessidade, entre outras. Se aparecerem
muitas palavras marcadas pelo sentido de explorao,
tente recuperar outros significados e
contedos, partindo sempre das experincias
concretas de cada um.
3. Quando todos tiverem falado sobre o significado
da sua palavra, convide-os a agrupar as
palavras com significados semelhantes.
4. Depois de agrupadas, escolha uma palavra
que sintetize o grupo e conte quantas palavras
apareceu naquele grupo.
Descrio da atividade
5. Calcule as porcentagens do nmero de palavras
de cada grupo e faa um grfico de setores
com estes dados. Ex.: total de alunos  24;
agrupamento 1: emprego  08 palavras
(33%); agrupamento 2: realizao  06 palavras
(25%); agrupamento 3: necessidade  10
palavras (42%).
6. Faa ento uma leitura do texto com os alunos,
mediando uma discusso que englobe os
diferentes significados e sentidos atribudos
ao trabalho, e o quanto estes sentidos e significados
so provenientes da experincia concreta
de cada um. Destaque ainda a diferena
entre trabalho e emprego.
Materiais indicados:
P Carto de cartolina ou
folha de papel ofcio; fita
adesiva.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Colocando em grfico o sentido do trabalho
Resultados esperados:
a) Grfico sntese dos significados do trabalho.
b) Percepo de que o significado do trabalho
decorre das experincias concretas de cada
um e,  diverso de emprego.
9
Te x t o
Objetivos
 Agrupar palavras por sentidos semelhantes.
 Elaborar um grfico de setores.
 Diferenciar trabalho de emprego.
Introduo
Cada pessoa significa o trabalho a partir de sua
prpria experincia. Na atividade a seguir, buscamos
mobilizar as falas e as experincias concretas
das alunas e alunos de modo a explicitar os
significados atribudos ao trabalho, levando-se
em conta sua dupla dimenso: uma positiva, que
representa a sobrevivncia e a identidade com os
outros homens/mulheres e outra negativa, relacionada
 explorao. Ao problematizar o conceito
de trabalho queremos tambm diferenciar
trabalho e emprego/desemprego que reduzem o
trabalho  sua dimenso negativa pelo fato de
ter-se, ou no, emprego. A contribuio da matemtica
est em ajudar a classificar/categorizar as
palavras e identificar quo forte pode ser cada
um dos sentidos.
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 46
Dicas do professor: Sites 
www.guiadoestudante.abril.uol.com.br/aberto/pro/no_731
61.shtml
www.jbonline.terra.com.br/jb/papel/colunas/insite/2002/07
/14/jorcolins20020714001.html
www.jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2001/
12/20/jorcab20011220006.html
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  47
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever trazer uma msica que lhe
agrade.
2. Fazer uma lista das msicas no quadro.
3. A classe escolher uma msica.
4. A classe a ouvir.
5. Cada aluno dever criar um desenho para
compor a capa do CD, baseado no sentimento
provocado pela msica escolhida.
6. Realizar a exposio das capas de CD.
7. Discutir as diferentes interpretaes.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Papel sulfite, lpis de cor,
capa de CD e tesoura.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Trabalho e prazer
Resultados esperados:
a) Transferir para o desenho os sentimentos
advindos de uma outra obra de arte.
b) Reconhecer que a criao de uma obra depende
tambm dos sentimentos nela depositados
e, ao mesmo tempo, das tcnicas aplicadas.
9
Te x t o
Objetivo
 Criao de uma capa de CD.
Introduo
Conciliar trabalho e prazer deveriam ser o objetivo
de qualquer cidado. Principalmente daquele
que est comeando a sua vida: o jovem. Numa
sociedade com tantas desigualdades sociais, a
busca do emprego  o primeiro ou mesmo qualquer
um  passou a ser prioridade. Ao mesmo
tempo, criou-se uma idia de que poucos so
aqueles que conseguem trabalhar no que realmente
gostam de fazer, ou trabalhar criativamente.
Um desses trabalhos  o do artista que, como o
texto selecionado apresenta, consegue ter prazer
e realizao em seu trabalho, relacionando vida
profissional e vida pessoal e conseguindo estabelecer,
de certa forma, uma agenda de trabalho
pessoal. Mas nem todos somos artistas. E nem
todos os artistas conseguem esse nvel de satisfao.
O trabalho do artista, alm de rduo, depende
tambm da colaborao de muitos outros profissionais
e tcnicos. Para um disco ser colocado
 disposio do pblico, ele tambm passa por
diferentes fases: passa pela composio do artista,
arranjo do maestro e diretor, gravao em
estdio, edio tcnica, prensagem, criao da
capa, desenho grfico, formato, impresso, entre
outros. O desenho da capa de um CD, por exemplo,
 fruto do entendimento da obra. A atividade
a seguir pretende simular um trabalho que
tem possibilidades de ser uma ocupao prazerosa
e trazer compensao financeira.
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 47
48  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
Dica do professor: Voc pode variar a atividade com a
ajuda dos alunos: cada um pode propor um movimento
diferente para ser realizado coletivamente.
Tempo sugerido: 1 hora
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre atividades
de trabalho desenvolvidas em grupo.
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Dirija a seguinte atividade de alongamento:
a) Pea aos alunos que formem um crculo,
sentados no cho e de mos dadas.
b) Flexionar o tronco para direita e para esquerda,
todos juntos.
c) Flexionar e estender as duas pernas, todos
juntos.
d) Manter as pernas flexionadas, inclinar o
tronco para frente e para trs, todos juntos.
e) Desfazer a formao do crculo.
2. Pedir que todos os alunos fiquem em um
canto da classe.
3. Fazer uma linha  frente da turma, distante
mais ou menos dois metros.
4. D a seguinte instruo: vocs tero que ir at
a linha demarcada, sem utilizar os ps e um
colega no poder repetir o movimento ou
idia do outro. O intuito da atividade  os alu-
Descrio da atividade
nos perceberem que se um deles passar para o
outro lado poder voltar para buscar outro
colega, carregando-o, por exemplo. No fornea
a resposta. Deixe-os chegar a essa opo.
5. Discuta com a classe o que sentiram ao executar
cada uma das atividades. Qual delas foi
mais difcil e por que no pensaram em executar
a segunda atividade em grupo.
Atividade P O trabalho em grupos
Resultados esperados: Que os alunos vivenciem
atividades em grupo, partilhem conhecimentos,
criem novos movimentos com o uso
freqente desse tipo de atividade.
9
Te x t o
Objetivo
 Discutir a importncia do trabalho em grupo,
vivenciando atividades coletivas.
Introduo
Nos dias atuais cresce a importncia e as exigncias
de trabalhos em grupos, ao mesmo tempo
que aumenta a competitividade na sociedade.
Essa contradio muitas vezes nos confunde, impelindo-
nos a realizar atividades individuais, sob
a viso de que o sucesso depende de esforo individual.
Mas voc j pensou que o esforo individual
pode ser somado ao de outros e o conhecimento
produzido no processo pode ser criativo,
prazeroso e benfico para todos? Entretanto, o
trabalho em grupo precisa ser ensinado, aprendido
e vivenciado. Esse processo envolve aprender
a ouvir, analisar opinies contrrias, respeitar o
outro, entre outras coisas. As atividades de trabalho
envolvem a maioria do tempo de nossa vida,
por isso elas precisam se tornar fontes de crescimento
pessoal e coletivo, gerar satisfao, prazer
e compromisso com uma sociedade melhor. Voc
tem vivido essas experincias em seu trabalho?
Podemos comear a aprender na sala de aula.
Vamos comear?
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 48
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: Sites 
www.trabajar.com
www.infojobs.net
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  49
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Desenvolva uma atividade de expresso oral,
em que os prprios alunos relatem suas experincias
em relao ao vnculo que possuam
com o mundo do trabalho. Poderia chamar
Relatos laborales.
2. Cada aluno elabora seu pequeno discurso com
os elementos lingusticos do espanhol que
domine e consiga expressar. No esquecer de
pedir que iniciem com uma apresentao pessoal:
nombre, edad, profesin, funcin, etc.
3. Observe a pronncia, o domnio do lxico, a
fluncia, etc.
Descrio da atividade
Atividade P Las transformaciones en el mundo del trabajo
Resultado esperado: Elaborar apresentao
em lngua estrangeira relacionada a experincias
laborais.
9
Te x t o
Objetivo
 Exercitar a expresso oral em temas relacionados
ao mundo do trabalho e suas transformaes.
Introduo
Fim de emprego. Hoje em dia no h mais
emprego, mas sim oportunidades de trabalho.
So as vozes atuais. Muitos jovens acreditam na
inveno de novas formas de trabalho, para si e
para os outros. Nesse novo modelo encontram
identidade, prazer no que realizam, significado,
conhecimento e, claro, uma forma de ganhar
dinheiro. Conciliar renda e satisfao profissional
 o ideal. Para esse contingente, emprego
com carteira assinada no  o principal objetivo.
Ter trabalho, isso sim importa. Qual  a histria
de seus alunos, ou da sua regio?  vivel apostar
nessa transformao?
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 49
50  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Em crculo, iniciar a conversa com o grupo,
com uma das perguntas do texto:
Por que a gente tem de trabalhar? Em seguida:
quem est desempregado, est desocupado?
2. Discutir os diversos significados do trabalho
para o grupo, desmistificando os preconceitos
recorrentes na sociedade sobre desocupados.
3. Ler o texto com o grupo. Procurar o significado
das palavras desconhecidas. Destacar as
idias principais, como: o que  trabalho para
Vernica? Existe relao entre trabalho e
prazer? Por que os jovens declaram que trabalham?
Por que, segundo o texto, mesmo os
jovens desempregados no se consideram
desocupados? Quais os trabalhos alternativos
indicados no texto?
4. E para quem no  artista? Faa essa pergunta
ao grupo. H outras possibilidades de trabalho
criativo e produtivo fora do mercado de
Descrio da atividade
emprego formal, mesmo para aqueles que no
so artistas? Levante a discusso e pea para
cada um refletir sobre a sua prpria experincia
e em uma folha de papel sulfite expressar
por meio de frases, desenhos ou colagens,
possibilidades de trabalho, alternativas de
sobrevivncia digna e criativa. Motive-os a
elaborar um ttulo criativo.
Material indicado:
P Papel sulfite.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Desempregado sim, desocupado, no!
Resultado esperado: Produo de texto.
9
Te x t o
Objetivo
 Discutir a crise do emprego e estratgias de
trabalho fora do mercado de trabalho formal.
Introduo
Para muitas pessoas s trabalha quem est
empregado formalmente. E os outros so desocupados!
Existe preconceito, muitas pessoas so
marginalizadas socialmente, quando se declaram
como desempregadas. No  bem assim. H inmeras
atividades produtivas, criativas, que esto
fora do mercado de empregos formais. O texto
nos alerta para as mudanas que esto ocorrendo
no mundo do trabalho: a diminuio do nmero
de empregos, a crise do mercado formal de trabalho,
as estratgias, flexibilizao, as alternativas
de sobrevivncia criadas pelos trabalhadores e os
diversos significados do trabalho para a juventude.
Portanto, o fato de uma pessoa estar desempregada
no quer dizer, simplesmente, que no esteja
trabalhando, criando, produzindo e satisfazendo
suas necessidades! Voc pode estar se perguntando:
mas isto no pode significar precarizao do
trabalho, informalidade, os famosos bicos, etc.?
Sim. Mas pode tambm significar outras possibilidades,
alternativas de vida e trabalho, inclusive
mais prazerosas para o trabalhador? O que os
alunos pensam a respeito?
Dicas do professor: Cano  Guerreiro menino, de
Gonzaguinha.
Site do Dieese: www.dieese.org.br  Departamento Intersindical
de Estudos Socioeconmicos.
www.rejuma.org.br  Rede da juventude pelo Meio Ambiente
e Sustentabilidade.
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 50
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  51
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Indique aos alunos a equao de 1. grau e
resolva-a, considerando a informao que est
no texto: Vernica tem x anos de idade e
Bessa, o artista plstico, tem 7 anos a mais.
Juntos eles tm 43 anos. Mostre qual  o
valor de x, ou seja a idade de Vernica.
2. Pea para que os alunos determinem, usando
o clculo por meio de equao, h quantos
anos Bessa possui registro profissional, considerando
que ele obteve a carteira de trabalho
aos 16 anos de idade.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A ocupao profissional dos jovens
Resultados esperados:
a) Refletir sobre possibilidades e formas de insero
dos jovens no mundo do trabalho.
b) Utilizar operaes algbricas e aritmticas envolvendo
o conceito de equaes de 1. grau.
9
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar a discusso sobre o trabalho e a
ocupao profissional de jovens.
 Resolver clculos envolvendo problemas aritmticos
e algbricos.
Introduo
O jovem, ao atingir a idade para se colocar no
mundo do trabalho, vai em busca de uma vaga
que permita sobrevivncia econmica e acmulo
de experincia na vida profissional. Quando h
falta de vagas, surge a necessidade de criar suas
prprias oportunidades. Existem exemplos de
empreendedores na classe? O que seria um trabalho
solidrio? Pergunte aos alunos: o que 
mais importante, o estudo ou o trabalho? Como
eles vem a distino entre trabalho e emprego
no texto? Como eles interpretam a expresso:
Desempregado sim, desocupado no?
Dicas do professor: Filme  Desde que Otar partiu, de
Roger Bonbot,
CD  Desemprego, de Legio Urbana.
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 51
52  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Escreva no quadro as palavras ocupao
feliz.
2. Pea aos alunos que escrevam, no caderno,
tudo o que lhes vier  mente ao ouvir essas
palavras (sinnimos, antnimos, imagens, nomes
de filmes, nomes de profisses...).
3. Leia, a seguir, o texto com os alunos. Comente
a diferena entre trabalho e emprego.
4. Pea que os alunos revisem sua lista. Eles
podem, nesse momento, acrescentar palavras
ou retir-las livremente.
5. A seguir, pea que, com base na lista, escrevam
uma s frase que resuma todos os pensamentos
l contidos.
6. Solicite aos alunos que leiam suas frases.
Comente-as.
7. Por fim, pea aos alunos que relacionem suas
frases s seguintes: Para ser feliz, nada melhor
do que trocar preocupaes por ocupaes.
(Masterline)
A felicidade no  uma estao de chegada,
mas um modo de viajar. (M. Ruberk)
Descrio da atividade
Atividade P Resumo: aprofundando as habilidades de sumarizao
Resultado esperado: Ampliar a capacidade de
produzir textos resumidos e coerentes.
9
Te x t o
Objetivo
 Sumarizar e entender as diferenas semnticas
entre palavras aparentemente sinnimas.
Introduo
Pergunte aos alunos: vocs tm trabalho ou ocupao?
Tm prazer em fazer o que fazem?
Tempo sugerido: 2 horas
9-CP3bTX25.qxd 21.01.07 12:39 Page 52
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  53
rea: Cincias Nvel I
1. Construa uma bssola com seus alunos utilizando
materiais de baixo custo. Para construir o
ponteiro (a bssola) siga os seguintes passos:
a) Abra totalmente o colchete.
b) Com o auxlio de um prego faa uma
marca (sem furar) no centro da cabea
do colchete.
c) Passe vrias vezes um m ao longo de todo
o colchete.
2. Para construir a base: corte uma fatia da
rolha e atravesse-a com o alfinete.
3. Equilibre o colchete (atravs da marca feita
pelo prego) no alfinete. Sua bssola dever
se movimentar e, quando ficar em repouso,
estar apontando a direo norte-sul.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Colchete latonado no 12
( usado para segurar folhas
em pastas), prego, martelo,
m, alfinete, rolha de cortia
e estilete.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Norte, sul... Vamos construir uma bssola?
Resultados esperados: Realizar a construo
de uma bssola e indicar a direo norte-sul.
10
Te x t o
Objetivo
 Construir uma bssola utilizando materiais de
fcil obteno.
Introduo
Discuta com seus alunos que a bssola  um instrumento
utilizado para indicar direes e sentidos,
tomando como referncia o magnetismo
terrestre. Foi muito utilizada na poca das grandes
navegaes, juntamente com o astrolbio
(instrumento utilizado para observar o posicionamento
das estrelas). A bssola e o astrolbio
tinham como objetivo orientar os navegadores
em suas expedies em busca de terras e rotas
comerciais. Antes da utilizao da bssola, as
navegaes s podiam ocorrer com segurana
seguindo rotas litorneas. Com a bssola temos
a indicao da direo Norte-Sul sem, no entanto,
conseguir identificar o ponto exato em que nos
encontramos no globo terrestre. Atualmente,
outro sistema mais complexo vem sendo utilizado
para orientao, o GPS (sigla em ingls de
Global Positioning System), ou Sistema de Posicionamento
Global, que funciona por meio de
um conjunto de 24 satlites, controlados pelo
Departamento de Defesa dos Estados Unidos,
que acompanham o movimento da Terra, em
rbitas geoestacionrias, associados com estaes
terrestres de localizadores na superfcie do
planeta, podendo fornecer os dados de latitude,
longitude e altitude dos receptores.
Dicas do professor:
1. Ao passar o m em todo o colchete para imant-lo,
tome cuidado para pass-lo sempre no mesmo sentido.
2. Observe onde o Sol nasce no referencial da sala de aula
(ou onde for realizar a construo), lembre-se de que isso
ocorre no leste, para onde voc deve apontar seu
brao direito, seu brao esquerdo apontar para o oeste,
 sua frente estar o norte e s suas costas, o sul. Use
esta informao para saber qual das extremidades da
bssola aponta para o norte.
3. Evite deixar ms e outros objetos metlicos imantados
prximos do ponteiro de sua bssola, pois isso poder
afetar seu correto funcionamento.
10CP3TX7.qxd 21.01.07 12:42 Page 53
54  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Geografia Nvel I
1. Levar para a sala um mapa poltico do Brasil e
outro em regies. Questionar: que ttulo este
mapa recebeu? O que significa? Quantas cores
foram usadas? O que cada uma representa? 
possvel ver seu estado e sua cidade? Tente.
2. Consultar os mapas e:
a) pedir para que escrevam no mapa o nome
de cada estado e suas respectivas capitais;
b) pedir para que escrevam o nome do oceano
que banha a costa brasileira;
c) colorir o estado em que os alunos moram
de verde e todos os estados que fazem
fronteira com ele de amarelo. Marcar com
outra cor a regio de origem;
d) observar e identificar:
Qual  o maior estado do Brasil? Qual  o
menor?
Em que estado fica a Capital Federal? Quais
so os estados banhados pelo oceano? Que
Descrio da atividade
estados voc conhece? Quais gostaria de
conhecer? Por qu? Em qual regio se localiza
o estado onde mora? Quais so os estados
que compem cada uma das regies
brasileiras?
3. Pea para que leiam o texto e localizem no
mapa todas as cidades mencionadas no texto.
4. Dividir a sala em grupos e solicitar que cada
grupo apresente o hip-hop dessa regio.
5. Motivar a turma a imaginar como o mapa do
Brasil foi feito. Como foi possvel construir, no
papel, essa representao do territrio brasileiro?
Registrar o que eles pensam.
Materiais indicados:
P Mapas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A geografia do hip-hop
Resultados esperados: Anlise do Mapa
do Brasil e elaborao de texto com dados geogrficos.
10
Te x t o
Objetivos
 Localizar e representar as regies do Brasil em
mapas por meio da temtica da cultura hiphop.
Introduo
Os mapas so importantes recursos para o conhecimento
do mundo e para facilitar a localizao,
a ocupao e explorao dos territrios. Na escola
e no nosso cotidiano, utilizamos com freqncia
as maquetes, que so miniaturas construdas,
para representar um espao. Podemos v-las em
trs dimenses (altura, comprimento e largura)
por isso elas so chamadas de representao tridimensional
do espao. As plantas so feitas para
representar um determinado espao em uma
superfcie plana, so bidimensionais (altura e
comprimento). Os mapas tambm representam o
espao de forma plana e reduzida. Contudo, os
mapas representam espaos maiores da superfcie
do planeta. Nas plantas, por representarem espaos
menores,  possvel observar mais detalhes.
H tambm vrios modos de regionalizar o espao.
A diviso do Brasil em cinco regies, foi proposta
pelo IBGE. O texto sobre o hip-hop nas
regies do Brasil nos oferece excelente material
para o trabalho com os mapas e a geografia cultural
do Brasil. Esse estudo vai ajudar seus alunos
a conhecerem melhor o nosso pas!
10CP3TX7.qxd 21.01.07 12:42 Page 54
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  55
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Depois de ler o texto, pergunte aos alunos
quem no gosta de hip-hop, qual o estilo de
msica de que gostam e por qu. Pea ento
que toda classe diga os estilos de msica que
conhecem. Alguns nomes seguem aqui, mas a
lista da classe pode ser diferente: samba, gospel,
jazz, salsa, rock, country, pop, MPB,
romantic, techno, electronic, classical, new age,
punk, folkloric.
Escreva no quadro:
 Do you like (music style)?
 Yes/No.
 What kind of music do you prefer: (music
style) or (music style)?
 I prefer (music style) to (music style).
2. Explique que utilizamos PREFER em ingls
para falar de nossas preferncias e quando
temos duas opes usamos o TO entre elas
(equivale em portugus a: Eu prefiro rock
a pop).
3. Pea aos alunos que circulem pela sala, com
caderno e caneta, fazendo esse dilogo com
os colegas (eles devero completar o MUSIC
STYLE entre parnteses com algum estilo mu-
Descrio da atividade
sical da lista vista anteriormente). Eles devero
entrevistar, no mnimo, 3 colegas. Aps o
trmino das entrevistas, deve-se escolher 4
ou 5 alunos aleatoriamente para que eles
digam suas frases. Eles devero apresentar as
informaes assim:
Cristina likes samba. Cristina prefers rock to
classical.
Atividade P I prefer
Resultado esperado: Expressar suas preferncias
musicais em ingls.
10
Te x t o
Objetivo
 Aprender nomes de estilos de msica e praticar
a estrutura I prefer ... to...
Introduo
O texto trata da expanso e popularidade do hiphop
no Brasil.  uma boa oportunidade para discutirmos
diferentes tipos de msica e nossas preferncias
musicais utilizando a lngua inglesa.
Tempo sugerido: 1 hora
10CP3TX7.qxd 21.01.07 12:42 Page 55
56  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
1. Solicitar uma primeira leitura do texto em
grupos.
2.  medida que os alunos vo lendo, pedir que
escrevam as regies no caderno e as cidades
que so citadas em cada uma delas. Completar
com o estado a que cada uma pertence e
se so capitais de estado ou no.
3. Ao final da leitura e da separao das cidades,
verificar quantas cidades so citadas por regio
e quantas so capitais. Associar o desenvolvimento
do hip-hop s grandes cidades e
centros urbanos, como manifestao cultural
prpria destes espaos.
4. Identificar alguns dos temas abordados pelas
msicas que aparecem no texto.
5. Levantar letras conhecidas de hip-hop e avaliar
o seu contedo. Levar algumas msicas
mais conhecidas para tocar em sala de aula e
utiliz-las, caso os alunos no conheam msicas
de hip-hop.
6. Analisar se as msicas escolhidas possuem
Descrio da atividade
rea: Geografia Nvel I e II
uma temtica comum, focalizando a questo
social trazida pelas letras.
7. Identificar a prtica do hip-hop com os jovens
de classe social mais baixa e associar o movimento
e sua expresso ao cotidiano de vida
deste segmento social.
Materiais indicados:
P Letras de msicas de hiphop.
Aparelho de CD ou
reprodutor de mdia.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Hip-hop em todo o Brasil
Resultados esperados:
a) Entender o hip-hop como manifestao cultural
de setores da sociedade.
b) Associar a prtica do hip-hop com os setores
de baixa faixa etria e carente.
c) Compreender o hip-hop como elemento de
identificao e agregao de jovens.
10
Te x t o
Objetivos
 Identificar as cidades e capitais, com seus respectivos
estados e regies, como centros organizados
da prtica do hip-hop.
 Avaliar, ainda, o papel do hip-hop como fator
de integrao entre os jovens.
Introduo
As principais cidades onde o hip-hop est organizado
so as de maior expresso populacional e
econmica, como mostra o texto, indicando tambm
o papel que o hip-hop tem desempenhado
entre os jovens dos setores mais pauperizados da
populao. O movimento possibilita a socializao
a partir de suas msicas de protesto e letras
politizadas, da prtica do grafite e da dana, afinadas
com o cotidiano da periferia das grandes
cidades. Sintetiza uma expresso das dificuldades
vividas por eles em seu cotidiano de violncia,
pobreza e desemprego.
Contexto no mundo do trabalho: A integrao social promovida
pelo hip-hop resulta em convivncia e aproximao
entre jovens, a partir de uma linguagem comum, do compartilhamento
de idias e vivncias. Tal integrao dentro
do grupo possibilita uma maior insero fora dele, na sociedade
como um todo, inclusive no mundo do trabalho.
Dicas do professor: O site Real hip-hop (www.realhiphop.
com.br/institucional/historia.htm) possui um histrico interessante
do movimento. A internet possui ainda um grande
nmero de sites com materiais interessantes ao debate em
sala de aula.
10CP3TX7.qxd 21.01.07 12:42 Page 56
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  57
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler e comentar o texto com os alunos.
2. Conversar sobre a cultura hip-hop e sobre os
raps mais famosos. Se quiser, mostrar raps dos
Racionais MCs ou de outros grupos famosos.
Ressaltar as caractersticas regionais que o rap
est assumindo no Brasil.
3. Anunciar que iniciaro um jogo para a criao
de um rap na sala de aula, mas que, antes, 
preciso uma certa preparao para o improviso.
Por isso, "treinaro" um pouco antes de
compor. Passar as seguintes instrues:
a) O rap tem muito de participao, de criao
coletiva. Por isso, os alunos devem formar
grupos de 3 pessoas. O primeiro aluno
escolher uma palavra do texto; o segundo
escolher outra palavra do texto que, de algum
modo, se relacione com essa primeira;
o terceiro descobrir uma maneira de juntar
as duas palavras, de maneira lgica, em
uma frase. Por exemplo:
 o primeiro fala: MISCELNIA. O segundo,
TERREIRO. O terceiro junta-as em
uma frase: O meu verso  MISCELNIA
de roqueiro, macumbeiro e sambista num
TERREIRO.
b) Pedir ao primeiro grupo que diga a frase
como se fosse o primeiro verso de um rap.
Os alunos, por certo, sabero o ritmo que
ser impresso para aproximar a frase da
Descrio da atividade
cadncia natural do rap. Os outros alunos
devero copiar os versos que sero apresentados.
c) O segundo grupo de alunos proceder da
mesma forma. Criaro o segundo verso do
rap improvisado. Depois de pronta a frase,
ensaiaro e apresentaro os versos dos colegas
e seu verso em ritmo de rap para a sala.
d) O jogo prossegue at que se tenha um possvel
rap coletivo. O importante na atividade
 dar asas  criatividade e o estabelecimento
de conexes lingsticas entre as
palavras e os versos.
e) Por fim, com maior liberdade, os alunos
podem reformular o texto criado, acrescentar
versos, subtrair outros, de modo a dar
coerncia ao produto criado.
Atividade P O rap bem maluco
Resultados esperados: Desenvolvimento da
criatividade, da expresso oral e de manuteno
da referncia tematizada.
10
Te x t o
Objetivo
 Exercitar a criatividade e explorar os mecanismos
de coeso.
Introduo
J fez um rap na vida? Que tal montar um com
seus colegas?
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: sites sobre a cultura hip-hop, facilmente
encontrveis na Internet.
10CP3TX7.qxd 21.01.07 12:42 Page 57
58  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
Em dias anteriores, pea aos alunos que pesquisem
com os familiares, vizinhos e colegas de trabalho
se conhecem algum jovem menor de 16
anos que trabalhe, onde trabalha e que atividades
desenvolve. O resultado deve ser registrado.
Em sala, em plenria, pea-lhes que apresentem
os dados coletados na pesquisa desenvolvida. Registre-
os no quadro. Em seguida, em grupos, os
alunos faro a leitura do texto com a tarefa de
compar-lo com os resultados obtidos na pesquisa,
orientados pelas questes: a Lei do Aprendiz
 de fato cumprida no nosso pas? H concordncia
e/ou discordncia entre a pesquisa e o texto?
Em qu? Registre os resultados que sero apresentados
coletivamente para orientar a discusso.
No decorrer da discusso, procure enfatizar
o fato de que h, ainda, muitas crianas e jovens
abaixo dos 16 anos que trabalham, e quase sempre
em situaes precrias, seno desumanas.
Descrio da atividade
Sublinhe, tambm, que esta lei  importante se
for compreendida como um direito que o jovem
tem de obter uma slida formao tcnico-profissional.
Fale, ainda, que h casos em que os empregadores
se interessam apenas em ter jovens
que lhes sirvam de mo-de-obra. Finalmente, pea-
lhes para elaborar, individualmente, um texto
com o seguinte tema e ttulo: O jovem aprendiz
no Brasil.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Como ter um aprendiz
Resultado esperado: Elaborao do texto: O
jovem aprendiz no Brasil.
11
Te x t o
Objetivo
 Conhecer e discutir a Lei do Aprendiz.
Introduo
Embora a luta contra o trabalho infantil continue
a exigir esforos do governo, dos movimentos sociais
e da sociedade civil, a legislao brasileira
probe o trabalho para crianas e jovens menores
de dezesseis anos de idade. Uma exceo  feita
aos jovens, a partir dos quatorze anos, na condio
de aprendiz. A Lei n. 10.097, de 19 de dezembro
de 2000, em seu artigo 428, define o Contrato
de Aprendizagem para o jovem maior de
quatorze anos e menor de dezoito. Inscrito em
programa de aprendizagem ou formao tcnicoprofissional,
sob a orientao de entidade qualificada,
o jovem ter seu contrato anotado na
Carteira de Trabalho. Ele ter, no mnimo, o salrio
mnimo-hora garantido e seu contrato no
poder ultrapassar dois anos. Se o jovem no tiver
completado o ensino fundamental, deve estar
matriculado numa escola e ser freqente. Ao empregador
cabe assegurar uma formao compatvel
com o desenvolvimento fsico, moral e psicolgico
do aprendiz; o jovem deve executar, com
zelo e diligncia, as tarefas necessrias  sua formao.
Sua formao tcnico-profissional deve
constituir-se de atividades tericas e prticas,
metodicamente organizadas em tarefas de complexidade
progressiva e desenvolvidas, alternadamente,
na instituio formadora e no ambiente
de trabalho.
Dica do professor: Lei do Aprendiz:
www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10097.htm
11CP3B TX11.qxd 21.01.07 12:42 Page 58
Material indicado:
P Calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
1. Pea que os alunos calculem quanto que o
empregador do aprendiz pagar de FGTS (2%
sobre o salrio) e quanto pagar de encargos
sociais para um trabalhador comum, se ambos
receberem salrio mnimo:
1. Segmento: utilizem as fraes: transformem
as porcentagens em fraes com denominador
100 e calculem o valor a ser pago
de encargos sociais para o aprendiz e
para o trabalhador comum. Assim teremos
para o aprendiz 350 : 50 x 1 = R$ 7,00 de
encargos sociais e para o trabalhador comum:
350 : 50 x 51 = R$ 357,00 de encargos
sociais.
2. Segmento: utilizem a regra de trs para
determinar o quanto ser pago de encar-
Descrio da atividade gos sociais para o aprendiz e para o trabalhador
comum.
3. Ambos segmentos: formalizem outras estratgias
de clculo propostas pelos alunos.
2. Utilizem a calculadora para auxiliar os clculos,
ou seja, na conferncia das respostas. Baseado
nos clculos feitos, pea para os alunos escreverem
qual a melhor opo para as empresas
reduzirem seus gastos com mo-de-obra.
Resultado esperado: Que os alunos possam
utilizar diferentes estratgias para realizar o clculo
da porcentagem.
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  59
rea: Matemtica Nvel I e II
Atividade P Vantagens econmicas
11
Te x t o
Objetivo
 Clculo de porcentagem.
Introduo
Facilitar o ingresso do adolescente no mundo do
trabalho  uma das formas de transformar a sua
realidade pessoal e social. A Lei do Aprendiz
(n. 10.097/2000) abre esta oportunidade ao
permitir a formao tcnico-profissional de
jovens de 14 a 18 anos incompletos dentro dos
princpios da proteo integral do adolescente,
garantidos pela legislao brasileira. A lei trabalhista
de 19 de dezembro de 2000 ampliou o trabalho
de aprendizes para essa faixa etria. Ela
determina que todas as empresas de mdio e
grande porte (arrecadao anual maior ou igual
a R$ 3.600.000,01) disponibilizem de 5% a 15%
de vagas para aprendizes, proporcionalmente ao
nmero de trabalhadores do estabelecimento nas
funes que exijam nvel bsico. O trabalho na
adolescncia s  permitido legalmente quando
est relacionado  aprendizagem profissionalizante.
As empresas que investem nesses jovens,
alm de praticar uma ao efetiva de responsabilidade
social, economizam encargos trabalhistas,
pois pagam apenas FGTS (2%). Segundo estimativa
do Ministrio do Trabalho e Emprego, a Lei
de Aprendizagem pode beneficiar entre 650 mil
e 2 milhes de jovens em todo Brasil. Atualmente,
h 3,2 milhes de adolescentes entre 15 e 17
anos atuando no mercado informal ou fora da
lei. A economia de encargos trabalhistas  muito
grande, principalmente por pagarem, geralmente,
um salrio mnimo proporcional  jornada de
trabalho. Alm disto, pagam apenas o FGTS, enquanto
para um trabalhador comum para cada
R$ 100 de salrio, o empregador paga R$ 102 de
encargos sociais. Qual a diferena entre contratar
um empregado e um funcionrio?
11CP3B TX11.qxd 21.01.07 12:42 Page 59
Contexto no mundo do trabalho: Buscar a relao entre
as idias do texto e as possibilidades de iniciar a vida
profissional como um aprendiz.
60  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Ler o texto com os alunos. Comentar os subttulos.
Discutir o sentido de aprendizagem
contido na Lei do Aprendiz.
2. Atividade de criao de texto:
a) Divida a sala em grupos pequenos.
Entregue s equipes um papel com uma das
frases a seguir (podem-se repetir as frases):
 Viver e aprender. Viver  aprender.
 Teoria e Prtica? Prtica e Teoria?
 Trabalho antes dos 16? Ser que  crime?
  um grande espetculo ver um homem
esforado lutar contra a adversidade, mas
h um ainda maior: ver outro homem correr
em sua ajuda. (Oliver Goldsmith).
 Nunca ande pelo caminho traado, pois
ele conduz somente at onde os outros
foram. (Graham Bell).
 Ou outras frases, a critrio do professor.
b) Pedir que, livremente, reflitam sobre a frase.
Podem buscar relao com a vida, com o
cotidiano, com o texto lido, com o futuro.
c) Com base na frase recebida ou nos aspectos
que ela inspira, criar um texto em grupo. O
trabalho criativo poder ser:
 Uma histria interessante, com personagens,
conflitos, solues, dilogos interessantes.
 Uma msica com letra, melodia e ritmo
criado pelos alunos. Uma adaptao de
Descrio da atividade
alguma cano conhecida ou uma
pardia.
 Um poema, um jogral, uma notcia, uma
matria de jornal, de acordo com a criatividade
do grupo.
 Uma carta de amor.
 Uma pea teatral de cinco ou dez minutos.
Recomendar:
a) Trata-se de um trabalho de equipe e no
de algum que est na equipe.
b) A deciso de qual gnero escolher dever
ser fruto de discusso de toda a
equipe.
3. Apresentao dos grupos:
a) Favorecer uma apresentao organizada
dos trabalhos produzidos.
b) Lembrar aos participantes de que o mais importante
no  a simples apresentao, mas
a criatividade e o envolvimento de todos.
c) O entusiasmo  fundamental para a boa
apresentao do trabalho.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Aprender ou trabalhar?
Resultados esperados: Aprimoramento da
criatividade, da expresso oral e do trabalho em
grupo.
11
Te x t o
Objetivos
 Exercitar a criatividade e a produo de textos
a partir de um tema gerador.
11CP3B TX11.qxd 21.01.07 12:42 Page 60
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  61
rea: Artes Nvel I e II
O exerccio ser desenvolvido em dois dias.
1. Reler a letra da msica, destacando as situaes
e os personagens.
2. Distribuir os personagens entre os alunos.
3. Cada personagem dever destacar uma fala
do texto ou criar uma fala compatvel com a
descrio presente na letra da msica.
4. A classe dever escolher uma palavra ou verso
da letra como ttulo da interveno.
5. Os alunos devero construir um figurino e trazer
objetos que componham o personagem.
6. No ptio da escola, o contorno de um vago
de trem ser desenhado com giz. Tambm
ser escrito o ttulo da interveno.
7. A classe ensaiar, combinando e marcando a
ordem em que as situaes e as intervenes
(aes) dos diversos personagens entraro em
foco.
8. Alunos de outras classes devero ser convidados
a entrar no trem como passageiros. Outros
para assistir.
Descrio da atividade
9. A classe intervir no trem como a msica prope
e segundo o que combinaram.
10. Dois alunos devero atuar como observadores,
anotando as reaes dos passageiros.
11. Ao final da interveno a msica poder ser
tocada no ptio para todos.
12. De volta  sala de aula, os alunos discutiro o
exerccio, levando em considerao o trabalho
de construo dos personagens, a facilidade
e a dificuldade de entrar e sair do foco, as
reaes do pblico e dos convidados.
Material indicado:
P Aparelho de som.
Tempo sugerido: 1. dia 
1 h e 2. dia  2h
Atividade P O trem
Resultados esperados:
a) Que o aluno perceba a importncia do foco para
o entendimento geral de uma obra.
b) Que o aluno experimente o papel da interveno
como discusso prtica de uma obra.
13
Te x t o
Objetivos
 Criar uma interveno coletiva no ptio da
escola.
 Exercitar a criao de foco.
Introduo
O rap  um gnero musical tpico do ambiente
urbano, caracterizado pelo ritmo acelerado, pouco
meldico e muito texto (poesia). Pobreza, dificuldades
da vida, desigualdade social, problemas
enfrentados pelos jovens so temas recorrentes
nas letras de rap.
O Trem, rap do RZO, apresenta o dia-a-dia do trem
de subrbio numa descrio detalhada do ambiente,
das situaes e seus personagens, gerando
a possibilidade de criao cnica.
Numa criao, seja ela teatral, cinematogrfica,
seja performtica, o papel do foco  determinante,
pois  ele que conduz o olhar do pblico.
O foco pode ser comparado ao solo de cada instrumento
em uma orquestra. Os demais instrumentos
no deixam de executar a melodia,
porm abrem espao para que um em particular
se destaque.
Dicas do professor: Ouvir o rap. Sites 
http://www.suapesquisa.com/rap
http://rzo.letras.terra.com.br/letras/70520/
http://www.enraizados.com.br/Conteudo/Letras.asp
13CP3B TX21.qxd 21.01.07 12:43 Page 61
62  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Geografia Nvel I
1. Promover a leitura da cano em sala (se possvel,
tambm a audio).
2. Identificar o tema central da cano.
3. Destacar tambm os trechos que apontem que
a viagem  feita por trabalhadores em direo
ao seu emprego.
4. Destacar quais as evidncias de que o trajeto
no trem  de pssima qualidade.
5. Analisar o sentido das seguintes frases:
a) Todos os dias mesma gente;
b) Realidade  muito triste; e
c) Vrios moleques pra vender.
6. Anotar o registro das frases no caderno.
7. Solicitar aos alunos que identifiquem onde se
localizam as linhas frreas citadas na cano
(Grande So Paulo) e questionar se em outras
regies metropolitanas a situao se repete ou
So Paulo  uma exceo.
Descrio da atividade
8. Fazer um levantamento dos meios de transporte
de massa (populares) disponveis no seu
local de moradia e o preo cobrado, se  barato
ou no.
9. Levantar na seqncia quantas horas por dia
se gasta de casa ao trabalho e do trabalho
para casa. Tirar uma mdia da classe.
10. Registrar os dados no caderno.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Trem da vida
Resultados esperados: Avaliar o significado
dos transportes na rotina diria de trabalho.
Refletir sobre as condies dos transportes populares
na sociedade moderna.
13
Te x t o
Objetivos
 Identificar o itinerrio do trem, avaliar as condies
da viagem.
 Discutir as crticas ao modo de vida do trabalhador
apontadas na msica.
Introduo
A criao da Estrada de Ferro SantosJundia,
em fins do sculo XIX, teve a finalidade de transportar
produtos primrios para o porto de
Santos. O baixo custo de produo no Brasil
compensava o investimento por parte dos ingleses,
uma vez que o caf era caro por l. Com o
passar do tempo, o crescimento da metrpole
paulista, atravs da industrializao e urbanizao,
levou a mudana de uso da linha frrea, que
passou a transportar passageiros das regies
perifricas da cidade para o centro da capital.
Contexto no mundo do trabalho: As linhas de trens que
cortam a metrpole paulista transportam um nmero
considervel de trabalhadores por dia, no trajeto centroperiferia.
Com o aumento gradual e persistente no preo
das passagens, ao longo das ltimas trs dcadas, o trem
deixou de ser barato e hoje pesa no oramento dos trabalhadores.
Contexto no mundo do trabalho: O site SantosJundia
(http://paginas.terra.com.br/lazer/santosajundiai/novo/
apresentacao.htm) possui um conjunto de informaes
sobre a estrada de ferro que auxiliaria na obteno de
conhecimentos sobre sua histria.
13CP3B TX21.qxd 21.01.07 12:43 Page 62
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  63
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Comentar. Pedir
que um aluno faa uma leitura oral, no ritmo
de rap, com a ajuda de dois ou trs colegas.
Compete a eles estudar a melhor forma de
fazer a apresentao.
2. Pedir a um aluno que explique os sentidos
possveis para a frase Subrbio pra morrer,
vou dizer,  mole. Perguntar se, fora do contexto,
essa frase faria sentido.
3. Informar que, ao descrever um determinado
ser ou acontecimento, tendemos sempre a
acentuar alguns aspectos de acordo com a
reao que esse ser provoca em ns. O primeiro
verso, por exemplo, denota tristeza,
desencanto.
4. Escolha um aluno para expor a sensao provavelmente
sentida pelo autor nas seguintes
frases:
a) Pegar o trem  arriscado (medo).
b) Mas  no subrbio sujismundo, o submundo,
que persiste o crime (d, nojo, desencanto).
c) Trabalhador no tem escolha (conformismo).
d) No se sabe quem  quem (ignorncia).
e) Ento pode ser ladro (desconfiana).
5. Pedir aos alunos que descrevam, em versos,
uma viagem de nibus.
Descrio da atividade
Atividade P Retrato potico: as sensaes
Resultado esperado: Ampliar a capacidade
de relatar, poeticamente, acontecimentos do cotidiano.
13
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer sensaes a partir de marcas textuais.
Introduo
Seus alunos j andaram num trem de subrbio?
Quantos se utilizam deles regularmente? Qual a
sensao maior que tm ao andar neles.
13CP3B TX21.qxd 21.01.07 12:43 Page 63
64  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Promova uma discusso com os alunos com
base nas questes a seguir:
a) Cmo podemos promover la inclusin del
consumo sostenible en las polticas nacionales?
b) Cmo puede lograrse el xito de las medidas
adoptadas por los gobiernos en la regin
respecto al consumo sostenible?
2. Pea que faam um levantamento de atitudes
e aes que os jovens poderiam assumir para
se incluir na prtica do consumo sustentvel.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Los jvenes brasileos y el consumo sostenible
Resultados esperados: Produo de texto
oral e escrito sobre a importncia da participao
nas aes que desenvolvem prticas de consumo
sustentvel.
14
Te x t o
Objetivos
 Estabelecer relaes entre o consumo sustentvel
e a participao dos jovens nessa prtica.
Introduo
A Unesco e o Pnuma queriam saber mais sobre as
expectativas dos jovens brasileiros em relao a
seu futuro, sua conscientizao e a preocupao
a respeito de questes ambientais e sociais, e o
que esses consumidores poderiam fazer para
assegurar o futuro do planeta. De acordo com a
amostra do texto e a partir das respostas,  possvel
comear a observar como se manifesta a
conscincia dos jovens brasileiros sobre o consumo
comprometido com o desenvolvimento sustentvel.
Os jovens da atualidade se preocupam
especialmente com seu futuro profissional. No
percebem como sua a responsabilidade pelas
transformaes. Consideram que suas aes no
afetam o meio ambiente, os processos sociais e
que seu trabalho no tem impacto na sociedade.
Esse dado pode ser um bom comeo: algo poder
ser feito para que o consumo sustentvel seja
uma prtica de fato internalizada. Qual a opinio
de seu aluno sobre os dados da pesquisa e em
relao  sua prpria realidade?
Dicas do professor:
Guia do Consumo Sustentvel do IDEC
Livro  As novas relaes de consumo no sculo XXI, de
Helio Mattar et al. (Instituto Akatu, 2003).
14CP3B TX23.qxd 21.01.07 12:44 Page 64
Materiais indicados:
P Material publicitrio com
oferta de produtos (revistas
e jornais);
P cartolina;
P canetas coloridas;
P cola e tesoura.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  65
rea: Geografia Nvel II
1. Realizar uma leitura em grupo do texto.
2. Solicitar que os grupos se manifestem livremente
sobre sua compreenso a partir da leitura.
3. Comparar o interesse pelo ato de comprar nos
Estados Unidos e no Brasil, comparando ainda
o potencial de consumo dos dois pases.
4. Detectar na pesquisa qual  o nvel de compreenso
que o jovem tem de ser o mundo, a
cidade em que mora e sua prpria vida resultados
de sua ao.
5. Debater em sala se o espao em que vivemos
 resultado de nossa ao, se as coisas que nos
rodeiam tm origem no trabalho social e coletivo,
empreendido pelos seres humanos.
6. Debater ainda o ser humano consumidor e o
ser humano cidado, diferenciando as duas
formas e destacando a mais importante.
7. Trazer  discusso se o problema do desemprego,
da destruio ambiental, do nosso voto
nas eleies, da criminalidade, do menor abandonado,
dentre outros (que podem e devem
ser levantados), so problemas apenas das
autoridades competentes ou uma preocupao
de toda sociedade.
Descrio da atividade 8. Registrar os resultados no caderno. Montar
um painel com a sntese destas discusses, na
forma de frases ou imagens (colagens).
Atividade P O consumo nosso de cada dia
Resultados esperados:
a) Repensar a postura diante dos temas de interesse
geral da sociedade.
b) Desenvolver atitude crtica diante das imposies
do consumo, potencializadas pela propaganda
em massa e pelo ideal de felicidade que
a acompanha.
c) Refletir sobre o papel que desempenhamos na
sociedade como produtores do espao que vivemos
e geradores das riquezas criadas.
14
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre o consumo, que faz parte de nosso
cotidiano e sobrevivncia, mas de outras esferas
da vida tambm, como a poltica, por exemplo.
 Analisar o indivduo como produtor do espao
em que vive rompendo formas de alienao.
Introduo
A falta de percepo de si, como produtor do espao,
gera uma forma de alienao que produz, na
prtica, um desinteresse muito grande por temas
e aes relacionados com a sociedade, gerando
pessoas distantes da vida social, preocupadas com
futilidades e indiferentes ante o mundo.
Contexto no mundo do trabalho: A alienao se desenvolve
tambm no mundo do trabalho, onde o trabalhador
tambm no se v como gerador dos produtos que cria no
labor dirio. Reproduz-se ento a lgica da indiferena
mediante o seu prprio produto.
Dicas do professor: O texto de Luciano do M. Ribas
(http://www.angelfire.com/sk/holgonsi/luciano.html) aborda
a questo da alienao e serve de apoio  formao do
professor para os debates em sala.
14CP3B TX23.qxd 21.01.07 12:44 Page 65
66  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
Debater com os alunos a relao entre os jovens
e o consumo, questionando se eles gostam de
comprar, o que gostam, se h ou no atitudes
crticas ou alienadas em relao ao consumo de
mercadorias. Ler coletivamente a reportagem,
parando para identificar a fonte, as informaes
apresentadas, as opinies a respeito dos dados,
etc. Debater as possveis razes que explicam: o
interesse de um nmero grande de jovens pelo
tema compras; a relao entre o interesse dos
jovens brasileiros por compras e pela televiso,
e baixo interesse por poltica e sociedade; e a
baixa percepo no que diz respeito ao impacto
de suas aes na sociedade. Debater, ento, as
questes: se a maioria dos jovens brasileiros
aprecia compras e a televiso, isso interfere na
sociedade? Como? Se a maioria desses jovens
no aprecia poltica isso interfere na sociedade
brasileira? Como? Propor aos alunos a organizao
de cartazes mostrando como as mais diferentes
atitudes interferem na realidade histrica
Descrio da atividade
vivida, considerando impactos individuais, familiares
e em escalas sociais, econmicas e polticas
da sociedade brasileira.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O jovem tambm move o mundo
Resultado esperado: Espera-se que os alunos
reflitam a respeito de como pequenas atitudes
tambm repercutem na construo do mundo em
que vivemos.
14
Te x t o
Objetivo
 Refletir como pequenas atitudes repercutem
na construo do mundo em que vivemos.
Introduo
As mais diferentes atitudes dos indivduos repercutem
socialmente. Todavia, a impresso que se
tem  de que somente atitudes revolucionrias
ou explicitamente comprometidas politicamente
criam impactos sociais. Mas as atitudes de aceitao
e mesmo costumes cotidianos tambm
interferem no mundo. Por exemplo, consumir
freqentemente fastfood pode parecer uma ao
individual, mas ultrapassa o universo particular.
A apreciao desses alimentos por muitas pessoas
sustenta uma grande indstria de multinacionais
por todo o mundo. Atitudes de descaso
em relao aos cuidados com o lixo, aos candidatos
que se elegem para os cargos polticos, 
compra de uma mercadoria fabricada por meio
da explorao da mo-de-obra infantil, representam
atitudes que tambm interferem na construo
do mundo em que vivemos.
14CP3B TX23.qxd 21.01.07 12:44 Page 66
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  67
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
Explique aos alunos que em portugus temos
diversas combinaes com preposies que so
sempre utilizadas. Por exemplo: Tenho MEDO
DE baratas.
A palavra MEDO  sempre seguida da preposio
DE. O mesmo se d em ingls, ainda que no
necessariamente as tradues diretas sejam
equivalentes.
Apresente a eles:
Interested in  interessado(a) em
Afraid of  medo de
Bored by  aborrecido(a)/entediado(a) por
Sad with  triste com
Crazy about  louco/maluco por
Good at  bom em
Bad at  mau/ruim em
Opposed to  contra
Satisfied with  satisfeito(a) com
Tired of  cansado(a) de
Anxious about  ansioso(a) a respeito de
Eles ento devero pegar revistas, cola e tesoura.
Procuraro nas revistas fotos e ilustraes que
lhes despertem os sentimentos ensinados acima.
Devero recortar essas imagens e faro uma
Descrio da atividade montagem. Numa folha de papel, escrevero a
frase: I am interested in e colaro a imagem
correspondente na seqncia. Esse procedimento
ser realizado com toda a lista de adjetivos apresentada.
Essa atividade dever ser individual e cada aluno
manter sua folha consigo para futura consulta.
Atividade P I am
Resultado esperado: Memorizar o vocabulrio
apresentado.
14
Te x t o
Objetivos
 Ensinar alguns adjetivos bsicos juntamente
com sua preposio (combinao que no
pode ser mudada).
Introduo
O texto fala de uma pesquisa realizada que
mostra o interesse dos jovens brasileiros pelas
compras.  interessante, neste contexto, mostrar
alguns adjetivos em ingls e, principalmente,
mostrar as combinaes corretas ADJETIVO +
PREPOSIO.
14CP3B TX23.qxd 21.01.07 12:44 Page 67
68  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Prepare um formulrio com as questes abaixo
e pea para seus alunos responderem
(acrescente os itens que desejar).
a) Pensando no seu dia-a-dia, diga, o quanto
cada um dos temas abaixo lhe interessa:
Interessa muito ( )
Interessa medianamente ( )
Interessa pouco ( )
Educao
Trabalho
Poltica
Sociedade
Desfrutar a natureza
Msica/Danar
Compras
Assistir TV
Usar computador
Ler/Literatura
b) Em sua opinio, suas aes ou o modo como
voc vive podem causar algum impacto
no mundo.
Sim ( ) No ( )
c) O esforo das empresas para vender seus
produtos, faz com que voc se sinta...
Manipulado ( )
Descrio da atividade Livre para escolher ( )
Informado ( )
Maravilhado ( )
2. Faa a tabulao das respostas no quadro com
eles.
3. Proponha que faam grficos com os dados.
4. Organize-os em grupos para ler o texto,
compare as respostas obtidas na turma,
reflitindo sobre a concluso exposta acima
na introduo.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Sou parte do todo
Resultados esperados: Dados organizados na
forma de grficos e percepo de que cada um faz
parte do todo.
14
Te x t o
Objetivos
 Organizar dados na forma de um grfico e
interpret-los.
Introduo
O jovem no se percebe como parte de um todo,
essa  uma das concluses do texto. Os alunos
e alunas da EJA tambm pensam assim?
Como se produz esta forma de pensar? Como se
pode alter-la?
14CP3B TX23.qxd 21.01.07 12:44 Page 68
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  69
rea: Portugus Nvel I
Leia o texto com os alunos. Pergunte se concordam
com as afirmaes do terceiro pargrafo.
Questione: O que quer dizer a frase O jovem
no se percebe como parte de um todo? Aps
esta introduo, realizar as seguintes atividades:
1. Informe que os alunos participaro de um
jogo de montagem de frases. Dividir a sala em
grupos. Escreva as palavras de uma frase do
texto em vrios retngulos de papel. Mistureas
e entregue os retngulos embaralhados ao
grupo (uma frase para cada grupo). Solicite
aos membros do grupo que reordenem os
retngulos para formar uma frase. Confira o
produto obtido na resoluo do quebra-cabeas
com a frase do texto.
2. Entregar, aleatoriamente, um retngulo para
cada aluno e pedir que construa uma frase
com aquela palavra.
Descrio da atividade
Atividade P Montagem de frases
Resultado esperado: Reflexo sobre a ordem
dos vocbulos na frase.
14
Te x t o
Objetivos
 Ordenar palavras para formar frases coerentes.
Introduo
Seus alunos acham que seu modo de viver tem
impacto na sociedade? Por qu? Acreditam que
suas atitudes influenciam, de alguma forma, as
pessoas de sua cidade?
14CP3B TX23.qxd 21.01.07 12:44 Page 69
70  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Formar grupos de 4 ou 5 pessoas.
2. Ler o texto e fazer uma lista das aes descritas
e de seus personagens.
3. Acrescentar s aes as intenes e os sentimentos
tambm presentes no texto.
4. Juntar as listas em um roteiro para uma apresentao
de slides.
5. Uma pessoa ser a narradora que, atravs do
roteiro, contar para a classe a experincia
tratada no texto. Os demais sero os personagens
dos slides.
6. Cada grupo far sua apresentao seguindo o
roteiro criado. A pessoa responsvel pela narrao
(conduo do roteiro) dever iniciar a
histria contextualizando o pblico (se  uma
aula, uma reunio de amigos, uma palestra
em uma entidade assistencial, etc). A apresentao
dos slides ser pontuada pelo clic do
controle do projetor. O som do clic ser feito
pela pessoa que narra. A cada clic os personagens
devero se posicionar imediatamente
de acordo com a indicao dada pela
Descrio da atividade
narradora e congelar nesta posio at o prximo
clic. As imagens mostraro fisicamente
as aes e os sentimentos.
7. Discusso final do exerccio tendo por foco o
tema do texto e sua transposio para a cena.
Que aspectos do texto foram ressaltados,
quais foram ignorados, quais as diferenas entre
as cenas e sua relao com o contexto da
exibio dos slides, etc.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P E se Deus no der?
Resultados esperados:
a) Perceber que a discusso de temas srios pode
ser feita a partir de estratgias diversas.
b) Relacionar a situao descrita no texto a outras
questes presentes em seu cotidiano que igualmente
esperam soluo.
15
Te x t o
Objetivo
 Interpretar fisicamente o texto.
Introduo
O texto nos apresenta uma experincia vivida
principalmente no cotidiano das grandes cidades.
So situaes que provocam em ns sentimentos
diversos. Ora de solidariedade, ora de revolta
e indignao, ora de raiva e de medo, ora
de culpa e, muitas vezes, de indiferena.
Enquanto leis so criadas, entidades disputam
verbas, educadores e intelectuais discutem a sada
para o problema, elas continuam l ao deus-dar,
como imagens que compem a paisagem, crescendo
e se multiplicando ao longo do tempo. A
atividade a seguir prope a discusso do problema
do trabalho infantil de outro ponto de vista.
15CP3B TX17.qxd 21.01.07 12:45 Page 70
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  71
rea: Geografia Nvel I
1. Promover a leitura do texto em sala.
2. Solicitar aos alunos que descrevam, de forma
sucinta, a sua compreenso do texto.
3. Destacar partes do texto que apontem para as
condies de vida precrias dos meninos e
meninas de rua (suas carncias materiais).
4. Questionar se o texto retrata uma realidade
do Brasil.
5. Identificar se as crianas estudam e qual a
situao da famlia.
6. Identificar se as crianas so carentes de afetividade,
se o texto contm elementos neste
sentido.
7. Discutir em sala quais so os mecanismos que
fazem com que a sociedade brasileira gere tantas
crianas abandonadas e meninos de rua.
8. Debater ainda quais so as conseqncias do
trabalho infantil para estas crianas, na sua formao
intelectual e na sua integridade fsica.
Descrio da atividade
9. Registrar no caderno as concluses das discusses
de forma sinttica.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O brejo da cruz
Resultados esperados:
a) Refletir sobre a necessidade da participao
de todos em aes contra o trabalho infantil
no Brasil e no mundo.
b) Desenvolver uma postura crtica de condenao
a esta modalidade de explorao.
c) Informar a respeito do trabalho infantil e disseminar
a discusso na sociedade sobre sua
rejeio.
15
Te x t o
Objetivo
 Permitir a reflexo sobre o trabalho infantil no
Brasil e no mundo, suas causas e as conseqncias
diretas para estas crianas.
Introduo
A crise de rendimentos que assola os lares brasileiros
tem seu reflexo na degradao da famlia.
O alcoolismo, o desemprego, a marginalidade, o
trfico de drogas, dentre outros fatores, acabam
por se aproximar das famlias, especialmente as
mais pobres, e destroam as relaes internas. As
crianas so as principais vtimas desta tragdia
e muitas vezes so jogadas nas ruas e obrigadas
a se ajeitar como podem.
Contexto no mundo do trabalho: O baixo custo da
mo-de-obra infantil  um atrativo ao empregador, e para
muitas crianas, o trabalho aparece na frente da escola na
hierarquia das necessidades. O trabalhador infantil se priva
de sua infncia, de sua sociabilidade e acaba por prejudicar
sua sade mental e fsica.
Dicas do professor: O site da UNICEF
(http://www.oit.org.br/prgatv/in_focus/ipec/errad_trabin.
php) tem um contedo bastante atrativo para quem quer
se aprofundar no assunto e assumir a causa do combate
ao trabalho infantil. As msicas Brejo da Cruz e Meu Guri,
de Chico Buarque, possibilitam ampliar a reflexo sobre o
trabalho infantil e podem ser acessadas no site do autor
(http://chicobuarque.uol.com.br/).
15CP3B TX17.qxd 21.01.07 12:45 Page 71
72  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
Conversar com os alunos a respeito do que 
uma crnica. Anotar no quadro. Debater a idia
da crnica possibilitar ou no ao leitor aproximaes
com vivncias sociais cotidianas. Ler
com os alunos a crnica da escritora Ana Miranda,
parando para debater o tipo de texto e o tema
abordado. Debater, ento, se atravs dessa
crnica temos a identificao de uma questo
social dos jovens no Brasil atual. Propor aos alunos
a organizao de grupos para entrevistarem
jovens que trabalham para sobreviver, identificando
diferentes atividades em que se envolvem,
inclusive de vender doces e limpar vidros
de automveis nas ruas. Propor que os grupos
apresentem suas pesquisas. Debater a questo
do trabalho dos jovens hoje em dia. Propor que
os alunos, em dupla, escrevam crnicas falando
das vivncias que pesquisaram.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Os jovens e as polticas sociais
Resultados esperados: Espera-se que os estudantes
reflitam a respeito das crnicas e sua
relao com os acontecimentos do cotidiano e da
situao social vivida por jovens pobres nas grandes
cidades.
15
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito das crnicas e sua relao
com os acontecimentos do cotidiano e da situao
social vivida por jovens pobres nas grandes
cidades.
Introduo
Uma crnica  um texto literrio freqentemente
encontrado em jornais e revistas. Por ser veiculada
nesses meios de comunicao, a crnica
acaba lidando com temas presentes no cotidiano,
possibilitando a identificao de questes histricas.
Geralmente, as crnicas falam de acontecimentos
vivenciados por pessoas ou a populao
de um lugar. E, assim, os cronistas brasileiros
tm desempenhado importante papel ao escreverem
diariamente textos falando dessas vivncias
sociais e seus desafios dirios. Esse tem sido o caso
da escritora Ana Miranda, que, com sensibilidade,
escreveu a respeito da situao vivida por
jovens pobres nas grandes cidades e do dilema
da classe mdia na procura da atitude correta
diante de circunstncias como essa.
Dicas do professor: As crnicas atuais podem ser
encontradas em jornais dirios e em revistas. Nesse sentido,
 interessante possibilitar aos estudantes leituras de
crnicas, tanto para o desenvolvimento de leitura e escrita,
como para debater temas atuais e histricos. As crnicas
so bons materiais de trabalho em histria, principalmente,
as produzidas em outras pocas, que podem ser
encontradas em livros e na Internet. So e foram importantes
cronistas da literatura brasileira: Machado de Assis,
Lima Barreto, Mrio de Andrade, Rachel de Queirs,
Jos de Alencar, Olavo Bilac, Graciliano Ramos, Alcntara
Machado, Clarice Lispector, Srgio Faraco, Paulo Mendes
Campos, Rubem Braga, Mario Prata, Carlos Heitor Cony
e outros.
15CP3B TX17.qxd 21.01.07 12:45 Page 72
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  73
rea: Artes Nvel I e II
1. Reler o texto e destacar de cada relato a atividade
profissional envolvida.
2. Formar grupos e distribuir 2 ou 3 casos por
grupo.
3. Os grupos devero criar ou recriar a linha evolutiva
de cada profisso ou atividade profissional
dos casos que lhes couberem, partindo
da funo mais simples para aquela que considerem
ser o topo.
4. Criar uma simulao de aprendiz de feiticeiro
para cada caso, descrevendo todas as etapas
e aprendizados necessrios para a execuo
das diferentes etapas.
5. Terminada a tarefa, os grupos devero apresentar
as simulaes e discutir a importncia
da figura do aprendiz como caminho de ingresso
no mundo profissional.
6. Discusso final tendo por foco questes ligadas
 arte e  esttica na execuo das etapas.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1h30
Atividade P Aprendiz de feiticeiro
Resultados esperados:
a) Que o aluno perceba a existncia de etapas na
aprendizagem de uma profisso.
b) Que o aluno reflita sobre a presena da arte em
atividades no artsticas.
16
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a relao entre o sonho de uma
profisso e a necessidade de sobrevivncia.
 Criar uma simulao de aprendizado e ascenso
em um ramo profissional.
Introduo
Todos ns, em algum momento da infncia, brincamos
de adultos e, em nossas brincadeiras, o
trabalho e as profisses se inseriam. Exercitvamos
a partir de nossa imaginao e de nossa
compreenso de mundo aquilo que considervamos
pertencer ao universo profissional escolhido.
Mas como se passa da imaginao  concretude
de uma profisso? Como algum se insere no
mercado de trabalho? Hoje, atrelamos a resposta
a essas perguntas  escola,  formao profissional,
ao diploma. Mas ser que esse  o nico
caminho? O que os alunos pensam disso?
Ao longo da histria, a aprendizagem de uma
profisso se dava na prtica, no exerccio da prpria
atividade junto a um mestre, conhecedor de
seus mistrios. Do ferreiro ao artista, todos, em
certo momento e durante um perodo de tempo,
foram aprendizes de feiticeiro. Em vez do diploma,
a obra  a obra-prima  a primeira, completa
e perfeita, construda de incio ao fim pelas
mos do aprendiz, sem auxlio do mestre.
Dica do professor: http://www.leidoaprendiz.org.br/
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 73
74  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para trazerem rtulos de embalagens
e/ou amostras de diferentes produtos
produzidos pelas abelhas: mel, cera, prpolis,
gelia real, etc.
2. Os alunos devem identificar a aplicao de
cada um desses produtos em nosso cotidiano.
Devem atentar para o fato de que, alm da
funo alimentar propriamente dita, h ainda
a utilizao de alguns desses produtos como
medicamentos preventivos ou curativos, como
o prpolis.
3. Solicite aos alunos que identifiquem se conhecem
aplicaes do mel e seus derivados na
medicina popular.
4. A partir das amostras e/ou embalagens de
mel, pea aos alunos para identificarem a
planta da qual as abelhas extraram o nctar.
H alguma diferena em termos de colorao,
textura, viscosidade das amostras trazidas?
Descrio da atividade
5. Discuta com os alunos se eles acham que a formao
em engenharia agrcola pode ajudar o
apicultor a aumentar seu conhecimento sobre
sua profisso e por qu; solicite uma pesquisa
sobre as diferenas e possibilidades de trabalho
de um engenheiro agrcola e de um bilogo.
Materiais indicados:
P Rtulos de embalagens
e/ou amostras de diferentes
produtos produzidos
pelas abelhas.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Apicultura
Resultados esperados: Compreenso de como
se obtm o mel e suas aplicaes, atravs da
atividade do apicultor. Ampliar conhecimento sobre
campos de trabalho e de estudo.
16
Te x t o
Objetivo
 Compreender como se obtm o mel e quais suas
aplicaes, atravs da atividade do apicultor.
Introduo
O texto apresenta o depoimento de vrios jovens
sobre sua relao com o trabalho, sendo um deles
apicultor. A apicultura  uma das atividades
da agricultura que envolve a extrao de mel e o
estudo das abelhas produtoras de mel e  bastante
antiga, sendo provavelmente originria do
Oriente Prximo. O apicultor estuda tambm as
melhores tcnicas para fazer a utilizao e explorao
da produo do mel de forma a produzir
mais benefcios para o ser humano. Alm do mel
em si, so extrados e comercializados outros
produtos: cera, gelia real e prpolis. Usualmente,
as abelhas que produzem mel, chamadas melferas,
so criadas prximas a plantas produtoras
de nctar, como a laranjeira e o assa-peixe. O
mel normalmente  produzido em locais de agricultura
intensiva, pois no  prtico o cultivo de
plantas para este fim especfico. A apicultura era
feita de maneira rudimentar. No entanto, hoje
em dia, as colmias artificiais que so oferecidas
s abelhas so caixas de diferentes formatos e
que propiciam uma manipulao mais fcil. O
objetivo  extrair o mel sem prejudicar as abelhas.
Desta forma, so retirados apenas os favos
com mel maduro. Esses favos so colocados em
uma mquina de separao, que separa o mel do
favo sem danific-lo. Assim, o favo pode ser reutilizado.
Aps essa separao, o mel  filtrado,
sendo ento removidos os restos de cera.
Dicas do professor: Ao conjunto de colmias organizadas
de forma sistemtica, d-se o nome de apirio. Ele
deve estar localizado em uma rea seca e de fcil acesso
pelas abelhas. No entanto, o acesso no deve ser fcil para
outros animais, pois deve propiciar o confinamento das
abelhas. O sucesso de um apirio depende dos cuidados
adequados pelo apicultor, e de um conjunto de fatores
ambientais, tais como temperatura, umidade, etc.
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 74
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  75
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para trazerem insetos mortos,
coletados nos mais diversos ambientes: jardins,
residncias, praas pblicas, etc.
2. Os alunos devem construir uma tabela, contendo:
o nome do animal, seu desenho, a
identificao das partes de seu corpo  cabea,
trax e abdmen. Em cada uma das partes,
eles devem procurar identificar os olhos, as
antenas, as peas bucais, as patas e as asas.
3. Os alunos devem ainda informar o local e a
data de coleta da amostra de inseto, buscando
identificar sua funo no ambiente.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Insetos mortos, coletados
nos mais diversos ambientes:
jardins, residncias,
praas pblicas, etc.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Insetos
Resultados esperados: Identificao da classificao
dos insetos no reino animal e as partes de
seu corpo.
16
Te x t o
Objetivos
 Identificar a classificao dos insetos no reino
animal e as partes de seu corpo.
Introduo
O texto apresenta o depoimento de vrios jovens
sobre sua relao com o trabalho, sendo um deles
apicultor. O apicultor utiliza economicamente as
abelhas e os produtos que elas produzem. As abelhas
pertencem ao reino animal. So insetos sociais
que vivem em colnias chamadas colmias. Os insetos
pertencem ao filo dos artrpodes. Possuem
seu corpo formado de trs partes: cabea, trax e
abdmen. Os olhos, um par de antenas e as peas
bucais encontram-se na cabea. Os insetos podem
possuir olhos simples  ou ocelos  e compostos.
Os ocelos, que so trs, so olhos pequenos.  atravs
deles que o inseto identifica o grau de luminosidade
do meio. J os dois olhos compostos so
grandes e permitem que o inseto tenha uma viso
ampla, percebendo ao mesmo tempo diversos objetos
em vrias direes. As antenas bucais tm a
funo tctil e olfativa. As peas bucais podem ser
de vrios tipos, dependendo do inseto: lambedor
(abelhas, vespas e formigas); sugador (borboletas);
mastigador (traas, baratas, cupins e besouros)
e picador-sugador (piolhos, pulgas e mosquitos).
Encontramos no trax trs pares de patas e
pares de orifcios respiratrios. No trax tambm
podemos encontrar os pares de asas, quando o inseto
as possui, em nmero de um ou dois. No entanto,
insetos como traas e piolhos no possuem
asas. Formigas e cupins so exemplos de insetos
cujas asas s aparecem na poca da reproduo.
Dicas do professor: A abelha operria  responsvel pela
realizao de todo o trabalho dentro da colmia: higiene,
alimento e gua para toda a colnia (por meio da coleta de
plen e nctar), produo de cera (para produzir os favos),
alimentao da rainha, dos zanges e das larvas recmnascidas.
A abelha rainha alimenta-se exclusivamente de gelia
real e a nica que se reproduz. Os zanges so abelhas
macho e so mais fortes e maiores que as outras
abelhas. Sua nica funo  fecundar a abelha rainha e
ele morre aps realizar esta fecundao. Alm de no possuir
ferro, os zanges tambm no coletam plen ou nctar.
No possuem tambm glndulas de odor (odorferas).
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 75
76  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
Divida a turma em grupos de tal modo que haja
jovens em todos eles e pea a um dos grupos
que leia o texto respondendo  questo Quais
os meios usados por cada um dos jovens citados
no texto para driblar os obstculos e ingressar
no mercado de trabalho?. Pea que os
resultados sejam registrados. Solicite ao grupo
que relate a experincia dos jovens membros
de cada grupo e tambm de jovens com necessidades
especiais, que em busca de emprego.
Em plenria, aps a apresentao e discusso
dos resultados, proponha aos alunos que faam
uma lista de dicas para se conseguir um emprego
e registre-a no quadro. Proponha ainda
que esta lista se transforme num pequeno cartaz
com o ttulo: Dicas para se conseguir um
emprego. O cartaz pode ser afixado no mural
da sala e da escola.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Procura-se emprego
Resultado esperado: Confeco de uma lista
de dicas para se conseguir um emprego.
16
Te x t o
Objetivos
 Discutir a situao dos jovens em procura de
emprego.
Introduo
As transformaes no mundo do trabalho ocorridas,
sobretudo, a partir dos anos 1970, atingem
os jovens num momento de importncia fundamental:
a procura de um emprego que abra perspectivas
para o seu projeto de vida. Os novos modelos
de organizao e gesto do trabalho, a
introduo de novas tecnologias, a exigncia de
crescente produtividade e qualidade, a concorrncia
das empresas no mercado geraram uma
diminuio do trabalho formal. As vagas oferecidas
se destinam a um jovem trabalhador cada
vez mais bem formado, criativo, comunicativo e
de esprito empreendedor. Isso sem contar que,
na maioria das vezes, exige-se experincia. O
mercado informal e, muitas vezes, o desemprego
acabam sendo o destino de muitos jovens. Em
torno de 45% dos desempregados no pas tm
at 24 anos de idade. Como os jovens esto vivendo
esta realidade to excludente? Quais as
possveis solues para esta crise? Como promover
a incluso de jovens com necessidades especiais
no mercado de trabalho?
Dicas do professor: Site 
www.fae.ufmg.br:8080/objuventude
Livros  Emprego e desemprego no Brasil: as transformaes
nos anos 1990, de Mrcio Pochmann (CESIT/Unicamp);
Excluso social e a nova desigualdade, de J. S. Martins
(Paulus).
Programa Nacional de Estmulo ao Primeiro Emprego:
www.mte.gov.br/FuturoTrabalhador/primeiroemprego/De
fault.asp
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 76
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  77
rea: Histria Nvel I e II
1. Dividir a turma em grupos para a leitura do
texto.
2. Dividir o texto entre os grupos, de forma que
cada um deles possa ler e conhecer uma ou
mais de uma histria de vida narrada no texto.
3. Aps a leitura em pequenos grupos, voltar para
o grande grupo e, em crculo, cada um far
um relato sobre o que leu. Este momento pode
ser chamado de narrando as histrias.
4. Ao final, motive-os a listar os diferentes obstculos
e significados do trabalho nas histrias
de vida narradas, destacando os sonhos dos
jovens.
5. Motiv-los a contar as suas prprias histrias
de vida, oralmente e, posteriormente, redigindo
um pequeno texto. No se esquea de motiv-
los a falar sobre os desafios e os significa-
Descrio da atividade dos do trabalho em sua vida. Se for possvel,
sugerimos levar uma filmadora para a sala e
filmar os depoimentos dos alunos. Neste caso,
seria produzido um filme documentrio
com os depoimentos dos alunos. Pode ficar
muito interessante.
Material indicado:
P Filmadora, se possvel.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Os jovens e o trabalho: histrias de vida
Resultado esperado: Texto ou filme.
16
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os diversos desafios e significados
do trabalho nas histrias de vida dos jovens.
Introduo
O texto nos apresenta vrios fragmentos de narrativas,
histrias de vida de jovens em busca de
trabalho, ou j inseridos no mercado de trabalho.
Como sabemos, no Brasil e em vrios lugares do
mundo, um dos maiores desafios para a juventude
 a insero no mercado formal de trabalho.
 interessante observar nos relatos como os jovens
enfrentam esse desafio de forma diferente
e, assim, atribuem diversos significados para o
trabalho. O trabalho tem vrios significados em
nossa vida: representa algo cansativo, uma situao
de esforo fsico e cansao, mas tambm a
possibilidade de se desenvolver intelectualmente,
de conseguir dinheiro para o sustento, para a
diverso, auto-realizao e prazer, e ainda a chance
de capacitao, de desenvolvimento profissional.
Tambm enfrentamos muitos obstculos,
desafios para nos inserirmos no mercado. As histrias
narradas pelos jovens, apresentadas no
texto, demonstram diversas alternativas, caminhos
diversos em busca do trabalho. E os seus
alunos? Quais os desafios e significados do trabalho
em sua vida? Que tal ouvir e registrar as narrativas
de vida de seus alunos? Ao fazer isto,
os sujeitos refletem no s sobre suas prprias
experincias individuais, mas tambm coletivas!
Dica do professor: BRASIL. PROJOVEM. Guia de Estudo.
Unidade Formativa II( Temtica Juventude e Trabalho).
Braslia: Presidncia da Repblica, Secretaria Geral, 2005.
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 77
78  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Ao comentar o texto, pea aos alunos para
destacarem que pessoas so mencionadas por
nome no texto. Edgar, Dbora, Nilton, Angelina
esto entre os nomes que eles mencionaro.
Discuta as dificuldades que eles tm por
No TER experincia, No TER oportunidades,
TER pouco estudo, TER pouco dinheiro,
etc. Enfatize a discusso naquilo que eles tm
ou no tm. Pea aos alunos que faam uma
breve lista do que eles, alunos, pessoalmente
tm.
Ento pea a um deles que leia um de seus
itens.
Suponha que ele diga: bicicleta.
Escreva ento no quadro o nome do aluno na
seguinte frase:
ALUNOs bike is blue.
2. Explique que esse S aps o nome do aluno
significa DO ou DA pessoa que est mencionada
antes. Exemplifique escrevendo o nome de
alguma loja famosa na cidade que utilize S.
Por exemplo: McDonalds. Significa em portugus:
Lanchonete DO McDonald.
3. Pea ento aos alunos que se juntem em duplas.
Cada um deve escrever frases sobre as
Descrio da atividade coisas que o colega possui. Devem usar a estrutura:
NOMEs OBJETO is/are ADJETIVO.
4. Sugira que voltem ao texto e procurem possibilidades
de usar o S com as pessoas mencionadas,
tentando formar frases (Ex.:
Edgars computer..., Deboras dreams...,
Williams business...).
5. Ao final, pea a alguns alunos para lerem algumas
frases para a classe e que a turma comente
as produes realizadas.
Materiais indicados:
P Dicionrios portugus/ingls
(opcional).
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Possessive S
Resultados esperados: Os alunos devem
compreender o significado de S como possessivo e
conseguir utiliz-lo sem dificuldades.
16
Te x t o
Objetivos
 Aprender a utilizar o S como possessivo em
ingls.
Introduo
O texto fala da busca por oportunidades e emprego,
to difceis para os mais jovens, principalmente
sem experincia. Podemos usar esse tema
como forma de introduzir a questo de possessivo
em ingls e como form-lo.
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 78
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  79
rea: Matemtica Nvel II
1. Apresente aos alunos os seguintes dados (pode
ser no quadro):
a) Dos 33,4 milhes de jovens pesquisados na
PNAD, em 2002:
17,2 milhes (52%) estavam ocupados;
3,8 milhes (11%) estavam desempregados.
Destes, 2 milhes (53%) eram mulheres.
b) Dentre os 3,8 milhes de jovens desempregados,
h uma grande variao na mdia de
anos de estudo por faixa de renda:
 Aqueles vivendo em famlias com renda
per capita de at ? de salrio mnimo tinham,
em mdia, 6,3 anos de estudos;
 Aqueles vivendo em famlias com renda
per capita entre ? e ? salrio mnimo tinham,
em mdia, 7,2 anos de estudo;
 Aqueles vivendo em famlias com renda
per capita entre ? e 1 salrio mnimo tinham,
em mdia, 8,3 anos de estudo;
 Aqueles vivendo em famlias com renda
per capita acima de 1 salrio mnimo tinham,
em mdia, 9,9 anos de estudo.
2. Aps explicar o significado de cada conceito
desconhecido pelos alunos, organize-os em
grupos e oriente a elaborao de um grfico
Descrio da atividade
de barras para cada item. Se possvel, use papel
milimetrado ou quadriculado.
3. Pea ento que leiam o texto e tentem identificar
em que faixa de renda cada um dos personagens
dos relatos do texto se encontra.
4. Para finalizar, os alunos podem escrever seus
prprios relatos contando suas experincias
na busca de emprego, alm de verificarem em
que faixa de renda eles mesmos se encontram.
Material indicado:
P Papel milimetrado.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Pobre, sem estudo, sem trabalho: perfil de um jovem brasileiro
Resultados esperados:
a) Grficos de barras elaborados.
b) Percepo de que os mais pobres tm menos escolaridade
e menos oportunidades de emprego.
16
Te x t o
Objetivos
 Elaborar e interpretar grfico de barras, usando-
o como referncia na anlise de situaes
da vida do trabalho.
Introduo
Os dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra
de Domiclios  IBGE) mostram mais do que
Dica do professor: Se houver laboratrio de informtica
na sua escola, ajude os alunos a encontrarem o site do
IBGE e l localizar a PNAD.
o desemprego entre jovens, pois revelam tambm
o perfil do jovem desempregado. Os mais
pobres tm menos escolaridade e, portanto, menos
oportunidades de emprego.  um crculo vicioso
que precisa ser quebrado. Como?
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 79
80  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Delimitar um tempo
para reflexo individual. Depois, sugerir
que pensem na atividade, dentre as citadas
no texto, que gostariam de realizar (criador
de sites, empacotador, garom, vendedor,
artista de grafismo, engenheiro agrcola,
apicultor, consultor, ajudante geral em supermercado,
pedreiro, balconista).
2. Solicitar que, em grupos, relacionem as habilidades
necessrias para as profisses que
escolheram (simpatia, fluncia verbal, fora
fsica, raciocnio lgico, altura, capacidade
de escrita etc.)
3. Verificar as profisses escolhidas e as habilidades
sugeridas.
4. Solicitar aos alunos que retirem do texto duas
frases que, na opinio deles, mereceriam discusso
mais aprofundada.
5. Formar grupos. Os alunos verificaro as frases
comuns, discutiro as demais e escolhero
uma, em funo das razes que consideram
importantes, para o debate em plenrio.
6. Um representante de cada grupo, no plenrio,
justificar a escolha da frase e abrir a discusso
sobre a questo do emprego dos jovens no
Brasil, as dificuldades e as possveis solues.
Descrio da atividade 7. Por fim, pedir que escrevam algumas linhas
sobre os sentimentos que cada um experimentou
durante a atividade.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Minha vocao
Resultados esperados: Conscientizao das
habilidades requeridas para as profisses, desenvoltura
para a discusso de um tema em plenrio.
16
Te x t o
Objetivos
 Desenvolvimento da expresso oral, da habilidade
de selecionar e de criticar.
Introduo
Voc j refletiu sobre a profisso que gostaria de
ter? Quais as habilidades necessrias para bem
exercer a profisso escolhida?
16 CP3B TX01.qxd 21.01.07 12:46 Page 80
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  81
rea: Artes Nvel I e II
Etapa 1: Pesquisar caractersticas dos diferentes
povos e etnias que habitam o mundo:
cor da pele, fisionomias, trajes, tipos
de cabelos, tipos de adereos e
adornos que utilizam, etc.
Etapa 2: A partir dos nmeros apresentados no
texto, a classe dever encontrar uma
proporo que considere adequada
para, em uma obra plstica, provocar
a sensao da quantidade de jovens
desempregados no mundo.
Etapa 3: Escolher um suporte (sucatas, como
copos plsticos, garrafas pet, palito de
sorvete, etc. e figuras humanas construdas
em cartolina ou papelo) para
criar as imagens dos jovens desempregados
no mundo.
Etapa 4: A classe trabalhar o material escolhido,
caracterizando-o de acordo com o
resultado da pesquisa. Dar um ttulo
para a obra.
Etapa 5: Em uma sala ampla ou ptio da escola,
criar um ambiente onde as peas
sejam dispostas de forma a traduzir o
texto visualmente.
Descrio da atividade
Etapa 6: Elaborar um convite para a exposio.
Etapa 7: Observar e anotar as reaes do pblico
durante a exposio.
Etapa 8: Discutir o exerccio, tendo por foco a
pesquisa, o modo como a caracterizao
foi feita (as escolhas, os materiais,
etc.) e o impacto causado pela obra.
Materiais indicados:
P  escolha dos alunos. Tesoura,
cola e fita crepe devero
estar  disposio.
Tempo sugerido: 4 horas,
incluindo a montagem da
obra, a exposio e a discusso.
Atividade P Mundo
Resultados esperados:
a) Problematizar a questo do desemprego no
mundo, em especial no mundo jovem e suas
conseqncias sociais.
b) Estabelecer relaes entre a realidade do jovem
brasileiro desempregado e de seus pares
no mundo.
17
Te x t o
Objetivos
 Construir coletivamente uma traduo visual
do texto.
Introduo
Uma das caractersticas da arte contempornea 
a valorizao do pensamento do artista. A idia,
o conceito passa a superar, s vezes, o prprio resultado
artstico.
Para o artista plstico do sculo XX, os suportes tradicionais
aprisionam as idias, assim, ele quer romper
os limites da tela, invadir o espao, tornar o ambiente
e seus objetos parte integrante da obra de arte.
O conceito de permanncia cede lugar ao da
experincia. A obra de arte contempornea, em
especial, a instalao,  efmera. Ela se constri
num ambiente e, ao mesmo tempo, o desconstri.
Ela busca a proximidade do pblico, integra-o
muitas vezes  obra que se modifica ininterruptamente.
Os sentidos so aguados e o pblico vse
obrigado a sair da posio de mero espectador
para a posio de espectador interativo.
Dicas do professor: Sites 
http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/sec
uloxx/modulo5/multimeios.html
http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/sec
uloxx/modulo5/instalacao.html
17 CP3B TX05.qxd 21.01.07 12:47 Page 81
82  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Depois da leitura e discusso do texto, organize
a turma em grupos.
2. Um ou dois alunos de cada grupo anotam as
concluses sobre:
a) Que problemas os jovens enfrentam hoje
em dia?
b) E as crianas e os adultos?
c) E a humanidade?
d) E o meio ambiente?
3. Sistematize no quadro as concluses dos grupos
e, em seguida, explique a relao entre os
problemas sociais e a tendncia excludente de
nosso modelo de sociedade.
4. Apresente dados estatsticos sobre desenvolvimento
humano (considerando trabalho, sade,
educao, moradia, etc.).
5. Pea que os grupos escrevam um manifesto a
favor do pleno desenvolvimento humano, indicando
o que  necessrio para transformar o
sonho em realidade.
6. Apresentao e discusso dos manifestos.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Juventude e desenvolvimento: projeto (des)humano?
Resultados esperados: Perceber as relaes
existentes entre os problemas sociais e a tendncia
excludente da atual sociedade, indicando as possibilidades
de sua superao.
17
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre as conseqncias do projeto
atual de desenvolvimento humano e as possibilidades
de sua superao.
Introduo
O texto da Organizao Internacional do Trabalho
 OIT  diz que 85% dos jovens entre 15 e 25
anos vivem em pases em desenvolvimento. O
que ser um pas desenvolvido? Estes tm sido
termos para diferenciar a posio dos pases
quanto ao avano tecnolgico, ao grau de industrializao,
concentrao de riquezas materiais e
de poder para interferir na economia e na vida
poltica dos demais pases. O termo desenvolvimento
sugere o que aos seus alunos? Por que o
texto diz que a energia, a capacidade de inovao
e as aspiraes dos jovens so bens que a
sociedade no pode desperdiar? Que projeto
de desenvolvimento desejamos para a humanidade?
O que seus alunos acham que devemos
fazer para tornarmos o atual projeto de desenvolvimento
mais humano?
Dicas do professor:
1. Sobre o ndice de Desenvolvimento Humano  IDH, ver
sites www.frigoletto.com.br/GeoEcon/menuecon.html e
noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI152578-EI306,
00.html
2. Dados sobre trabalho e juventude podem ser encontrados
no site do Instituto Brasileiro de Estatstica e Geografia
 IBGE (www.ibge.gov.br).
3. Sobre as atuais condies do meio ambiente, consulte
o site do Ministrio do Meio Ambiente (www.mma.gov.br).
4. Para compreender as contradies entre capital e trabalho,
leia o artigo de Gaudncio Frigotto, intitulado
Juventude, trabalho e educao no Brasil, no livro Juventude
e sociedade, organizado por Regina Novaes e
Paulo Vannuchi (Ed. Fundao Perseu Abramo).
17 CP3B TX05.qxd 21.01.07 12:47 Page 82
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  83
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto em sala.
2. Aps a leitura sugerir aos alunos que destaquem
no texto:
a) qual a faixa etria que define uma pessoa
como jovem;
b) qual o nmero de jovens em todo o mundo;
c) qual o percentual desse nmero que vive em
pases em desenvolvimento ou perifricos;
d) qual o nmero de desempregados no mundo;
e) dentre os desempregados, qual  o nmero
de jovens;
f) definir e compor uma lista em sala do que
so considerados comportamentos socialmente
destrutivos e justificar estas
escolhas.
3. Associar os dados levantados anteriormente
 lista de comportamentos socialmente destrutivos.
Descrio da atividade
4. Anotar no caderno as associaes estabelecidas.
Escrever um texto coletivo com as concluses
do grupo.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Juventude desperdiada
Resultados esperados:
a) Refletir sobre o papel do desemprego na faixa
etria da juventude.
b) Avaliar os efeitos negativos do desemprego na
sociedade e nas famlias.
c) Ter uma dimenso do desemprego e da populao
jovem pelo mundo.
d) Elaborar texto coletivamente com as concluses
sobre o assunto.
17
Te x t o
Objetivos
 Conhecer os dados estatsticos sobre a quantidade
de jovens no mundo e qual a faixa etria
que define o que  ser jovem. Conhecer, ainda,
dados sobre a quantidade de jovens desempregados.
 Refletir sobre as conseqncias sociais do desemprego
nesta faixa etria
Introduo
As taxas de natalidade nos pases perifricos ainda
so altas gerando elevado crescimento vegetativo.
A desigual distribuio de renda provoca
um incremento populacional significativo, apesar
da tendncia de queda nas taxas verificadas
no interior dos pases mais desenvolvidos e, em
alguns casos, at em alguns pases perifricos.
Contexto no mundo do trabalho: O desemprego  um
dos principais responsveis pelo esgaramento do tecido
social e de forte impacto na estrutura das famlias.
Dicas do professor: O jornal Folha de S.Paulo, em sua verso
digital, (http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/
2005/violencianafranca/) contm um caderno especial sobre
a crise na Frana em 2005, quando jovens das periferias
saram s ruas em protestos violentos contra a falta de
oportunidades, empregos e renda.
17 CP3B TX05.qxd 21.01.07 12:47 Page 83
84  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Apresentar  turma dados atualizados referentes:
a)  populao brasileira, destacando a populao
de jovens de 15 a 24 anos;
b) a taxas de desemprego no Brasil, destacando
as taxas de desemprego entre os jovens de
15 a 24 anos.
2. Levantar os dados da situao dos alunos da
turma, com questes: quem est desempregado;
quem est empregado; quem est trabalhando
na economia informal, bicos, ou temporrio?
3. Discutir os problemas e os desafios enfrentados
pelos alunos e pela populao jovem de
um modo geral.
4. Ler o texto com a turma, se possvel atualizando
os dados apresentados.
5. Refletir com a turma o contedo do texto, ressaltando
trs questes:
a) a globalizao e as novas tecnologias favo-
Descrio da atividade
recem em que sentido? Dificultam em
quais aspectos?
b) a discriminao da mulher jovem;
c) o risco de os jovens desempregados e sem
perspectivas serem atrados para comportamentos
socialmente destrutivos.
6. Motivar os alunos a produzirem um pequeno
texto individual ou mesmo uma frase, expressando
suas opinies sobre os problemas e/ou
desafios que os jovens enfrentam no mercado
de trabalho.
Materiais indicados:
P Dados geoeconmicos
atualizados.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Populao jovem e mercado de trabalho no mundo globalizado
Resultado esperado: Produo de texto individual.
17
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre os problemas e os desafios que a
populao jovem enfrenta no mercado de trabalho
globalizado.
Introduo
O texto nos apresenta dados preocupantes. A
maioria da populao jovem do mundo globalizado
vive nos pases pobres e em desenvolvimento,
como o Brasil, em situao de pobreza e
misria. A maioria dos desempregados do mundo
 formada por jovens de 15 a 24 anos. Nos
pases ricos com elevada expectativa de vida,
como os europeus, a taxa de natalidade  pequena
ou negativa, enquanto as populaes infantil
e juvenil esto concentradas nas regies mais
pobres do planeta. Alm disso, o mercado de trabalho
e o desenvolvimento acelerado de novas
tecnologias dificultam o acesso de jovens, sobretudo
daqueles sem formao, ao mercado de trabalho.
A situao  complexa. Os problemas e os
desafios so enormes, especialmente em um pas
como o Brasil. Vamos discutir esses dados com os
nossos alunos?
Dicas do professor: levantar dados atualizados nos sites:
www.ibge.gov.br; http://www.oitbrasil.org.br
17 CP3B TX05.qxd 21.01.07 12:47 Page 84
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  85
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Identifique na turma os alunos que esto empregados
e desempregados e suas respectivas
idades.
2. Proponha que os alunos, em grupos, organizem
as respostas em uma tabela com duas linhas
e duas colunas. Na primeira linha ficar
o total de respostas dos alunos com at 25
anos e, na segunda, o total daqueles com mais
de 25 anos. Na primeira coluna, ficar o nmero
de alunos que esto empregados e, na
segunda, os que esto sem emprego. O resultado
 uma tabela 2 x 2 com dados cruzados
de idade e situao de emprego. Voc pode
ainda propor que elaborem um grfico de barras
com os dados organizados na tabela.
3. Pea que leiam o texto, assinalando as informaes
numricas contidas nele. Para ajudar
seus alunos a significarem as quantidades do
texto que so muito grandes use o QVL  Quadro
Valor de Lugar.
4. A seguir, pea que relacionem estes nmeros
assinalados com os quatro grupos organizados
no item anterior, verificando em qual eles esto
includos.
Descrio da atividade
5. Solicite que, a partir de suas experincias na
procura de empregos, listem as principais causas
de estarem desempregados.
6. Para finalizar, pea que respondam s seguintes
questes: segundo o texto, os jovens
so realmente a soluo para a sociedade?
Por qu? Quais fatores dificultam o emprego
dos jovens? Como super-los? Na verbalizao
das respostas, interfira, problematizando
aquelas respostas que trazem para o prprio
jovem a responsabilidade por sua dificuldade.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Organizando dados relativos ao desemprego entre jovens
Resultados esperados:
a) Tabela ordenando dados.
b) Lista de razes para o desemprego entre os jovens.
c) Percepo de que o desemprego no  responsabilidade
individual.
17
Te x t o
Objetivos
 Organizar dados em uma tabela de dupla entrada.
 Identificar e relacionar dados numricos.
 Problematizar a situao de desemprego entre
jovens.
Introduo
 comum que os jovens, influenciados pelo discurso
dos adultos (atravs da mdia, especialmente),
atribuam a si mesmos a responsabilidade
pela sua dificuldade em conseguir emprego:
no tem formao, no tem experincia, no sabe
falar ingls... No entanto, as causas do desemprego
entre os jovens devem ser buscadas muito
mais na maneira como a sociedade est estruturada
do que nos indivduos. Como seus alunos
vem esta questo? A que atribuem as razes da
situao de trabalho na juventude, inclusive em
sua prpria vida?
17 CP3B TX05.qxd 21.01.07 12:47 Page 85
86  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Discutir a validade
da afirmao do texto: A discriminao contra
jovens e mulheres  ainda maior. Pedir
que relacionem, alm dos jovens e mulheres,
outros trabalhadores que sejam vtimas de
alguma forma de discriminao para a admisso
em uma instituio, como portadores de
necessidades especiais.
2. Extrair uma frase do texto. Pedir aos alunos
que localizem os verbos da frase escolhida.
Cumprida a tarefa, pedir que substituam esses
verbos por outros que tenham o mesmo significado.
Comparar as frases para verificar as
alteraes que os novos verbos deram ou no
ao que se quer dizer, por exemplo, maior fora
semntica ou maior clareza e preciso.
3. Aos poucos, ampliar o grau de desafio: utilize
a mesma sentena e pea para os alunos substiturem
os adjetivos. Em seguida, as locues
adverbiais e assim por diante. Se achar interessante,
pea que faam a alterao integral
da sentena.
4. O uso do dicionrio  perfeitamente aceitvel.
5. Se quiser, pode variar o exerccio, pedindo
que expressem a idia original da mensagem
de forma mais potica, mais crtica, mais
Descrio da atividade
vulgar, mais cientfica, mais profunda,
mais feminina, mais jovem, etc.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Substituio de termos na frase
Resultados esperados: Ampliar a capacidade
de trabalhar com sinnimos, perceber a necessidade
de nfase e a intencionalidade na construo
dos enunciados.
17
Te x t o
Objetivos
 Ampliar a capacidade de utilizar sinnimos e
de reestruturar frases.
Introduo
Voc luta para conseguir sua subsistncia? Ou seria
melhor dizer sua sobrevivncia? Pense nos
termos e sobre os pesos de significao que emprestam
s frases.
17 CP3B TX05.qxd 21.01.07 12:47 Page 86
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  87
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Coment-lo. Pedir
que expliquem o que entenderam.
2. Comentar a expresso Se liga, mano. Pea
que imaginem uma cerimnia de casamento. O
que se espera que os homens usem? E as mulheres?
Seria adequado uma mulher de salto
alto e colar na praia? Comentar que a mesma
situao ocorre com o uso da lngua: em certas
situaes  adequado falar ou escrever de um
determinado jeito. Um e-mail escrito para uma
empresa, para solicitar emprego, deve ser formal.
Um outro e-mail, para um amigo, pode e
deve ser informal.
3. Nessa perspectiva, perguntar aos alunos se a
expresso em anlise  adequada para a conversa
entre amigos.
4. Para verificar a adequao, perguntar se as
personagens so do campo ou da cidade. Se
fossem do campo, como falariam esta mesma
frase? E se fossem da cidade? De que regio?
5. Amplie as questes para retratar situaes
do dia-a-dia do educando. Quando precisa
ser mais formal? Quando pode ser informal?
Nos dois casos, est usando a lngua e adequando-
a  situao comunicativa. Explicar
que a lngua no  homognea e varia em
diferentes aspectos.
Descrio da atividade
6. Pedir aos alunos que selecionem charges que
mostrem variao lingstica. Solicitar que procurem
variaes na fala em funo da idade,
de nvel de escolaridade, de regio.
7. Pedir aos alunos que, nas charges trazidas,
identifiquem as expresses caractersticas da
fala, marcas de oralidade (pra, a gente).
8. Pedir aos alunos que criem uma charge, com
personagens de vrias regies do pas, com diversos
nveis de escolaridade e em situaes
de comunicao diferenciadas. Ressaltar a importncia
do dilogo. Se tiverem dificuldade
para desenhar, podem solicitar que outras
pessoas se incumbam dessa parte. Se assim
for, o estudante dever ser muito claro na descrio
das cenas, j que ir orientar o desenho
do colega ou do desenhista.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Nveis de linguagem nas charges
Resultados esperados: Reconhecimento dos
diferentes nveis de linguagem e de sua aplicao.
18
Te x t o
Objetivo
 Compreender a necessidade de adequar a linguagem
 situao comunicativa.
Introduo
Voc e seus alunos gostam de charges e histrias
em quadrinhos? Comente que as charges e as
HQ so uma forma importante de linguagem.
Pea aos alunos que comentem quais HQ so
mais marcantes em sua lembrana e se alguma
charge ficou gravada na memria. Pergunte
quais so os assuntos de que as charges mais tratam.
Ser que se lembram de alguma que satirize
o mundo do trabalho?
Dica do professor: Livro  Como usar as histrias em
quadrinhos na sala de aula, de ngela Rama et al. (Contexto).
18 CP3B TX27.qxd 21.01.07 12:48 Page 87
88  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea para os alunos entrevistarem profissionais
de sade  mdicos, dentistas, enfermeiros,
auxiliares de enfermagem e profissionais
que cuidam do setor de higiene e beleza  barbeiros,
manicures, cabeleireiros, depiladoras,
etc., identificando o mtodo de esterilizao
que eles empregam cotidianamente.
2. Os alunos devem fazer uma apresentao dos
resultados obtidos em sala de aula, identificando
o mtodo mais comumente utilizado
pelos profissionais entrevistados.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A importncia da esterilizao de instrumentos cirrgicos
Resultados esperados:
a) Compreenso da necessidade de instrumentos
cirrgicos serem esterilizados.
b) Conhecimento de mtodos de esterilizao.
19
Te x t o
Objetivos
 Compreender as razes para a esterilizao de
instrumentos cirrgicos.
 Identificar alguns mtodos de esterilizao.
Introduo
Seus alunos conhecem as formas de contaminao
da AIDS? Nesse contexto,  interessante explicar-
lhes a importncia e no que consiste um
dos mtodos de preveno de contaminao por
vrias doenas. A esterilizao  um processo qumico
ou fsico que destri totalmente as formas
de vida de um material ou de um ambiente. Ela 
utilizada para se evitar a contaminao por microorganismos
que podem penetrar na pele e nas
mucosas e ser introduzidos na corrente sangunea,
trazendo o risco de doenas. A esterilizao
 usualmente feita por meio de calor, j que a
maioria dos microorganismos patognicos se desenvolvem
em temperaturas prximas  do nosso
corpo. Esses microorganismos no suportam temperaturas
elevadas e morrem quando submetidos
a elas. O mesmo no acontece quando eles so
resfriados a baixas temperaturas, que apenas inibe
o seu crescimento. Existem diversos mtodos
utilizados para a esterilizao. Alguns processos
so fsicos, como a aplicao de calor e a irradiao
com raios X. O calor  o agente preferido para
as esterilizaes. O processo  rpido. Alguns
minutos a 70 C esterilizam fungos, a maioria dos
vrus e as formas vegetativas de vrias bactrias
patognicas. A 100 C, vrios esporos de patgenos
tambm so esterilizados. No entanto, a
grande parte dos esporos bacterianos so resistentes
a temperaturas inferiores a 100 C e podem
sobreviver  ebulio durante horas. Como a
esterilizao absoluta  essencial para meios de
cultura e para materiais de uso em cirurgias, a
prtica mais comum  a de esterilizar materiais
em autoclave (calor mido) a 121 C, por cerca
de 15-20 minutos, sendo que quanto maior a
temperatura, menor o tempo necessrio para a
esterilizao. Diversos produtos qumicos, em
concentraes suficientemente altas, so bactericidas.
A capacidade bactericida de um desinfetante
aumenta com a concentrao e a temperatura.
cidos e bases fortes so bactericidas. No entanto,
alguns microorganismos podem sobreviver a
estas solues e este mtodo de esterilizao deve
ser empregado criteriosamente.
3. Os alunos devem avaliar se h diferenas significativas
entre os mtodos utilizados pelos
profissionais do setor de sade e os profissionais
do setor de higiene e beleza.
19 CP3B TX09.qxd 21.01.07 12:49 Page 88
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  89
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Ouvir com o grupo uma msica relacionada  temtica.
Sugestes: Que pas  esse? (Renato Russo);
Ser? (Renato Russo); Ideologia (Cazuza).
2. Perguntar o que a msica sugere. Instigar a
participao do grupo.
3. Solicitar um voluntrio para realizar a leitura
compartilhada (em voz alta) do texto.
4. Dividir a turma em grupos de quatro e/ou cinco
componentes; nomear este momento de
Conversando com a galera, indicando para
discusso: em que espao de convvio grupal
eu me sinto mais  vontade e realizado?
5. Desfazer os pequenos grupos. Formar um grande
crculo para que possam socializar as discusses
realizadas. O professor pode mediar as falas,
retomando a noo de participao poltica
exposta no texto-base, anotando no quadro as
palavras-chave ancoradas na discusso coletiva.
6. Identificar, por meio do dilogo com a turma,
espaos de atuao ligados ao movimento de
fortalecimento da Economia Solidria, tais como:
empreendimentos, fruns, feiras, mercados,
eventos, etc.
Descrio da atividade
7. Propor um trabalho em grupos no qual cada
grupo fica responsvel por estudar um desses
espaos e apresentar um relatrio para a turma.
Esse relatrio ir mostrar como se pode participar
daquele espao em questo (por exemplo,
como chegar, com quem falar, onde se renem,
quem pode e quem no pode participar, etc).
8. Aps a apresentao dos relatrios, cada educando
produzir um texto explicando se gostaria
de participar de alguma das atividades relatadas
e por qu.
Materiais indicados:
P Aparelho de som e cd.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Conversando com a galera
Resultados esperados:
a) Que os educandos ampliem a noo de participao
poltica.
b) Aprendam noes coletivas inerentes ao convvio
social.
c) Percebam as novas formas de sociabilidade e
de participao propocionadas pela Economia
Solidria.
d) Sintam-se motivados a se engajarem no movimento
de fortalecimento dessa nova forma de
economia.
21
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar uma reflexo sobre as novas formas
de participao poltica da juventude e o papel
da Economia Solidria nesse contexto.
Introduo
De acordo com dados de pesquisas recentes, a participao
poltica dos jovens brasileiros sofreu
modificaes significativas quanto  sua forma de
atuao, espao, conduta etc. Nesses termos, a
noo de participao poltica ampliou-se ao longo
do tempo; no est restrita apenas s aes
junto a partidos, sindicatos, associaes de bairros
ou estudantis. Nos dias atuais, vinculam-se, essencialmente,
a atividades relacionadas  religio, esporte
e cultura. Faz-se necessrio, portanto, refletir
sobre o conceito em questo, propiciando uma
atualizao das novas formas de participao poltico-
social da juventude. A participao nos movimentos
ligados  Economia Solidria (empreendimentos,
fruns, feiras, eventos) pode possibilitar
aos jovens uma oportunidade de exercer essas novas
formas de atuao poltica, baseadas em princpios
ticos e solidrios.
21 CP3B TX28.qxd 21.01.07 12:51 Page 89
90  Caderno do professor / Juventude e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Momento: Organizar a turma em equipes
de cinco alunos.
2. Momento: O professor ler apenas uma vez o
soneto para o grupo. Em seguida, apresentar,
resumidamente, as caractersticas de um soneto.
(soneto  um texto curto que transmite uma
mensagem em catorze versos, divididos em
dois quartetos  grupos de quatro versos  e
dois tercetos  trs versos , ou trs quartetos e
um dstico  dois versos).
3. Momento: O professor solicitar que cada
equipe represente  encene , a seu modo,
uma situao de Economia Solidria no contexto
da realidade contempornea da juventude.
O grupo deve escolher um diretor.
4. Momento: Cada grupo ir ensaiar e apresentar
para a turma a sua representao. As
personagens devem ser caracterizadas detalhadamente,
seus gestos, a expresso do rosto,
o modo de falar, andar, interagir, enfim, os
grupos devem traduzir com clareza a verso
da juventude representada.
5. Momento: Cada grupo discorrer sobre o
que considera mais e menos interessante no(s)
modo(s) de agir, pensar e interagir da juven-
Descrio da atividade tude brasileira, tomando como referncia as
verses encenadas pela turma.
6. Momento: Como sugesto final, os grupos
podero traduzir a experincia na forma de
um soneto criado coletivamente.
Material indicado:
P Texto-base.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A juventude em cena
Resultados esperados:
a) Postura crtico-reflexiva da condio de ser
jovem no contexto da incluso produtiva do
trabalho solidrio.
b) Identificao dos limites e potencialidades da
atuao do jovem no mundo do trabalho.
23
Te x t o
Objetivo
 Incentivar a prtica reflexiva acerca dos modos
de ser e no ser da juventude como premissa
da incluso econmico-solidria.
Introduo
A juventude, no contexto atual, necessita refletir
sobre a suas condies sociais de existncia,
sobretudo no que tange aos aspectos singulares
de sua gerao e as implicaes e exigncias das
relaes intra e intergeracionais associando-as a
prticas de economia solidria.
23 CP3B TX30.qxd 21.01.07 12:51 Page 90
Caderno do professor / Juventude e Trabalho  91
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Momento: Afixar na sala de aula as fotografias
ampliadas contidas no Ensaio (textobase).
2. Momento: Um aluno ler o texto-base para
a turma.
3. Momento: O professor solicitar ao grupo
que se aproxime das fotos para que possam
observar a mensagem que trazem, mostrando
que no retratam apenas cenas ou detalhes
do cotidiano, mas representam um modo criativo,
interessante, particular de olhar para
essas cenas, para esses detalhes.
4. Momento: O professor dever trazer revistas
e jornais para a sala de aula e os alunos
procuraro fotos que expressem relao com
o tema Economia Solidria.
Cada aluno recortar e afixar num grande
mural de papel pardo a foto de jornal ou revista
que mais chamou a sua ateno pela
intensidade e/ou criatividade do fotgrafo
que tenha expressado esse tema.
Descrio da atividade
5. Momento: Todos observaro as fotos escolhidas
e expostas e, por fim, cada um comentar
a que mais lhe agradou alm da sua,
justificando seu comentrio.
Materiais indicados:
P Texto-base, xerox ampliada
das fotos do textobase,
jornais, revistas, cola
branca, tesoura, 6 folhas
de papel pardo, fita gomada
e canetinhas coloridas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Exposio de fotografias
Resultados esperados:
a) Observao mais apurada da realidade dos
jovens em situao de risco, focalizando as
iniciativas de produo econmico-solidria.
b) Habilidade leitora e produtora de textos noverbais,
em especial, os fotogrficos.
25
Te x t o
Objetivos
 Desenvolver habilidades criativas dos jovens
para atuao frente s condies sociais, econmicas,
polticas e culturais adversas do mundo
contemporneo.
 Possibilitar o olhar para alm das aparncias
dos fenmenos.
 Promover a habilidade de leitura e produo
de textos no-verbais.
Introduo
O mundo contemporneo tem exigido dos cidados
o desenvolvimento de habilidades criativas
para operarem, na condio de sujeitos, junto a
diversos campos de atuao, entre os quais, o da
Economia Solidria.
25 CP3B TX31.qxd 21.01.07 12:52 Page 91
rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 2
rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 3
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 4
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 5
Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Juventude e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0072-X (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0072- 7 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Juventude 3. Livros-texto (Ensino Fundamental)
4. Trabalho I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho.
II. Demarco, Diogo Joel. III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0387 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Juventude_2368.qxd 1/26/07 3:41 PM Page 96

